Os povos da Europa podem quebrar as correntes da UE e dos monopólios
por Dimitris Koutsoumpas
[*]
Queridos amigos e camaradas,
A iniciativa do KKE, hoje aqui realizada, no Parlamento Europeu, sobre o tema
"Os comunistas na vanguarda da luta de classes pelo socialismo
denunciamos o anticomunismo" é um verdadeiro desafio. Um desafio
para aqueles que pretendem convencer os povos que o preto é branco, para
aqueles que procuram, de uma forma organizada e planeada, reescrever a
História, em particular a história dos últimos 100 anos, a
começar com a Grande Revolução de Outubro e focando-se
mais na história da Segunda Guerra Mundial.
É um desafio para a própria UE, que está a liderar
ideologicamente e na prática a ofensiva anti-socialista (como a sua
"Posição Comum" contra Cuba demonstra), assim como, com
os seus aparelhos políticos e ideológicos, desempenha um papel
principal na campanha para difamar o movimento operário, o movimento
comunista e o socialismo que conhecemos uma campanha que é
perigosa para os povos.
A escolha deste tema não é acidental. Especialmente na conjuntura
atual, nesta fase onde o papel reacionário da UE, como uma união
do capital, um inimigo dos povos, tem sido ainda mais óbvio. A crise
capitalista económica expôs, ainda mais, este ninho de vespas dos
monopólios que existem para sugar completamente os povos, para servir o
lucro dos grupos monopolistas. Esta é uma união que desde o
primeiro momento da sua fundação teve uma frente aberta contra os
países socialistas, contra as lutas dos povos, o movimento
operário e popular, contra a luta anti-imperialista e a luta por uma
sociedade livre da exploração capitalista.
O caminho para as eleições ao Parlamento Europeu, em maio,
dar-nos-á a possibilidade de sublinhar tais aspetos referentes a este
edifício imperialista chamado UE e que, claro, não é a
"Europa", como eles gostariam de nos convencer. A Europa dos povos,
da justiça, da prosperidade dos povos, do socialismo chegará
através do derrube deste edifício reacionário e corrupto.
Por esta razão deve ser combatido em cada país e na Europa como
um todo. A necessidade do poder do povo, com a socialização da
riqueza que os povos da Europa produzem, com a emancipação em
relação às algemas da UE e da União
Monetária, é o que pode planear o futuro, o desenvolvimento com
trabalho permanente e estável para todos, sem desemprego, com direitos e
liberdades que comecem no local de trabalho, em cada setor, com os povos como
protagonistas dos desenvolvimentos, com soberania e verdadeiramente livres. Os
donos das suas vidas.
Esta iniciativa é mais uma demonstração de que o KKE e o
movimento operário e popular na Grécia não têm
qualquer intenção de se ajoelhar perante o ataque
difamatório que distorce a realidade. Pelo contrário, fará
tudo o que puder para que os povos trabalhadores saibam a verdade sobre o
contributo dos comunistas e dos países socialistas para a grande causa
da abolição da exploração do homem pelo homem.
Continuaremos a retirar lições das conquistas mas também
das fraquezas, dos erros, dos desvios da nossa teoria que, finalmente, acabou
por levar à restauração do capitalismo nos antigos
países socialistas.
Não abandonaremos o esforço e a luta pelo poder da classe
operária e do povo, pela construção de uma nova sociedade,
a sociedade socialista-comunista. Não somos niilistas, não
"atiraremos o bebé com a água do banho", como fazem as
forças do oportunismo, as forças que desempenham um papel de
destaque no "Partido da Esquerda Europeia", que adotam todas as
construções ideológicas obsoletas da burguesia para
justificar a sua assimilação e manipulação por essa
classe e o facto de que desistiram da luta pela mudança radical da
sociedade, pelo derrube do capitalismo e a construção do
socialismo.
Gostaríamos de agradecer a todos os amigos que responderam ao apelo do
KKE, em especial aos camaradas dos Partidos Comunistas e Operários que
estão presentes nesta iniciativa. O nosso partido está
comprometido com o princípio do internacionalismo proletário.
Atua como parte do movimento comunista internacional e deste ponto de vista
permanece de todas as formas possíveis ao lado dos partidos comunistas
que sofrem um claro ataque anticomunista nos seus países, um cruel
anticomunismo, com a proibição de partidos, símbolos e com
a criminalização da defesa do caminho socialista de
desenvolvimento.
Nos últimos anos, o nosso partido tem reiterado várias vezes
estes assuntos, tanto aqui, no Parlamento Europeu, como também na
Grécia, através dos média e através de protestos
nas embaixadas dos países que aprovam tais medidas, sublinhando que os
comunistas nesses países têm o nosso total apoio.
Este assunto diz respeito à atividade conjunta dos partidos comunistas e
operários; é uma frente permanente na luta política e
ideológica à qual temos de responder. Temos em conta que a classe
burguesa e os vários apologistas que defendem o sistema explorador
estão a tentar, com todos os meios à sua
disposição, aniquilar a luta dos comunistas e caluniar o
socialismo que foi construído na União Soviética e nos
outros países socialistas.
Este ataque não é acidental. Usam o passado como alvo para atacar
o presente e aquilo que têm a certeza que virá no futuro.
Através do ataque à URSS e outros países socialistas
tentam persuadir os povos que o desenvolvimento histórico terminou com o
capitalismo; que os trabalhadores e outras camadas populares não podem
esperar outra sociedade, em que os meios de produção estejam nas
suas mãos e em que sejam eles próprios a planificar a
satisfação das suas necessidades atuais, mas terão apenas
que se restringir a "pequenas modificações" ao
capitalismo, ao esforço fútil da sua
"humanização".
Os sangrentos acontecimentos em Kiev, na Ucrânia, são uma muito
clara demonstração disto; estão ligados com a
intervenção da UE e dos EUA nesse país e com a
restauração do capitalismo e a intensificação da
grande competição daquelas potências com a Rússia
pelo controlo dos mercados, das matérias-primas e da rede de transportes
do país.
A ligação dos ucranianos à Rússia capitalista de
hoje ou à NATO e UE capitalistas não é uma
solução para eles.
A solução para o povo da Ucrânia é o caminho do
socialismo, da cooperação igualitária com os países
vizinhos e com todos os países do mundo.
Assim como há décadas, no quadro da então União
Soviética, viveram e adquiriram grandes feitos com a paz, o progresso e
o desenvolvimento.
Isto explica o facto de baseados em inquéritos de opinião
a grande maioria do povo da Ucrânia relembrar com carinho esses
anos, os anos do socialismo.
Queridos camaradas e amigos,
No passado mês de novembro, o nosso partido celebrou 95 anos de vida e de
atividade. O curso histórico do KKE como um todo justifica a necessidade
da sua existência na sociedade grega. O KKE deu um conteúdo
político às lutas dos trabalhadores contra a
exploração capitalista e pagou o preço com muitas mortes,
torturas e perseguições.
Enfrentou a repressão estatal por parte de todas as formas de poder
burguês. Demonstrou resistência em condições
particularmente duras de ilegalidade, em vários períodos.
Esteve na frente da luta armada contra a ocupação pelos
três poderes (Alemanha, Itália e Bulgária), através
da Resistência de EAM-ELAS-EPON. Em duas ocasiões, em dezembro de
1944 e na batalha dos três anos (19461949) do Exército
Democrático da Grécia (EDG), o movimento operário,
encabeçado pelo KKE, entrou no conflito armado contra o poder
burguês, apoiado pela intervenção militar imperialista
direta da Grã-Bretanha e, posteriormente, dos EUA.
No decurso dos seus 95 anos lutou contra o conceito de
colaboração de classe dos explorados com os exploradores, com
vista à submissão daqueles a estes; defendeu as conquistas da
classe operária e do povo.
Hoje, o KKE tem fundações teóricas, históricas e
programáticas que foram elaboradas coletivamente e podem também
ajudar a metodologia e a direção para a pesquisa de
fenómenos relativamente recentes ou outros aspetos da sua
história, assim como da história do movimento comunista
internacional.
A avaliação do partido no seu 18º Congresso relativamente ao
socialismo que conhecemos na URSS, o Ensaio sobre a história do partido
no período 19491968, que foi discutido no partido e aprovado numa
conferência nacional, o atual novo Programa do partido e as
decisões do 19º Congresso como um todo permitiram-nos
avançar de uma forma dinâmica e decisiva, numa base mais
sólida, para que o caminho para a restauração das
características revolucionárias do partido se torne
irreversível, utilizando a experiência da história do
movimento comunista na Grécia, na Europa e em todo o mundo.
Esta é a fonte que assegurará a sua continuidade, assim como a
sua vitalidade e juventude. O KKE marcha em direção aos 100 anos
do aniversário da sua existência, lutas e sacrifícios,
enquanto continua a ser o partido "mais jovem". Representa o novo, o
necessário e o único futuro progressista para a humanidade: a
libertação da classe operária da exploração,
o estabelecimento de novas relações sociais, da propriedade
social dos meios de produção, planeamento central, a
participação ativa dos trabalhadores na organização
e administração da produção social e
serviços sociais, isto é, representa o socialismo-comunismo.
O KKE está ciente da grande parte de responsabilidade que carrega junto
da classe operária e do povo que está a sofrer na
revitalização do movimento operário e no reforço da
Aliança Popular para dar resposta ao atual dever de defender e lutar
pelos direitos da classe operária e do povo, pelas necessidades dos
jovens e ao dever de lutar para derrubar o sistema explorador, pela
construção da sociedade socialista- comunista.
Camaradas e amigos,
Todos estes anos o nosso partido defendeu a Grande Revolução
Socialista de Outubro, a contribuição do Socialismo na
União Soviética e nos outros países da
construção socialista.
A contrarrevolução e a queda do socialismo não podem negar
um curso histórico que provou as vantagens da nova sociedade socialista.
Não significa o fim da luta de classes, sublevações
populares e revoluções. A derrota temporária traz
experiência. Os erros cometidos não podem ser comparados com a
natureza de classe criminosa do capitalismo na sua fase imperialista. O
Socialismo pode ter dado grandes passos atrás, mas o capitalismo
não tem futuro. O século XXI será um século de
novas revoluções, do irresistível curso em
direção ao socialismo-comunismo. A construção do
socialismo na URSS e noutros países demonstra aos povos que pode existir
uma saída popular da crise capitalista que abarca cada vez mais e mais
países, uma saída dos impasses do capitalismo que estão a
apertar o estrangulamento da classe operária e das camadas populares.
Porque o socialismo demonstrou, por exemplo, que pode existir um sistema
político- social que erradicará a praga da nossa era, o
desemprego. Um sistema que pode estabelecer e garantir não só o
direito ao trabalho para todos, mas também um nível de
educação superior, bem como serviços de saúde
gratuitos. Um sistema que se preocupa em garantir habitação para
todos, alta qualidade de serviços para a vida do povo (aquecimento,
eletricidade, alimentação, serviços municipais, ambiente,
etc).
Permitam-me também sublinhar que quanto mais os EUA e outras
forças burguesas tentam instilar nas consciências das pessoas e,
particularmente dos jovens, a inaceitável e anti-histórica
"teoria dos dois extremos", a identificação do
comunismo com o fascismo, tanto mais o contributo da União
Soviética para a vitória antifascista permanece indelevelmente
marcado nas páginas da história.
Uma vitória conseguida com o sangue de 20 milhões de
cidadãos soviéticos, com o sangue de 2 milhões de membros
do Partido Bolchevique, com o sangue de centenas de milhares de
partidários antifascistas e comunistas na Grécia e noutros
países europeus.
No dia 23 de fevereiro, dentro de dois dias, será o aniversário
da fundação do Exército Vermelho, que esmagou as hordas
fascistas, em Leninegrado, Estalinegrado, Moscovo, Kursk e, no dia 9 de Maio,
elevaram a bandeira vermelha sobre o Reichstag. Mesmo que a UE tentasse apagar
isto com a pavorosa nomeação deste dia como "dia da
Europa" em vez de dia da Vitória Antifascista.
Será também o aniversário da nossa EPON no dia 23 de
fevereiro, que foi uma grande fonte de força para a luta antifascista.
Os membros da EPON nas cidades, universidades, escolas, fábricas e
bairros lutaram por pão e liberdade, organizaram clubes
político-culturais para atividades criativas e de aprendizagem.
Empreenderam a luta desde o primeiro momento contra a mobilização
geral levada a cabo pelos alemães, contribuíram para combater a
fome, desempenharam o papel de vanguarda nas manifestações nas
cidades, nas greves e na sabotagem contra o inimigo. Milhares de jovens
lutadores da resistência "as jovens águias"
tornaram-se exemplos brilhantes para a juventude e para o povo, iluminando com
os seus ideais o caminho da luta implacável. Constituíram os
quadros da ELAS e depois do DSE, levando a cabo uma luta excecional na fase do
clímax da luta de classes na história do nosso país.
Amigos, camaradas,
A UE está sistematicamente a desenvolver calúnias contra o
socialismo e tornou o anticomunismo na sua ideologia oficial.
O pessoal político da UE assegura ao capital, em todas as oportunidades,
a sua intenção de intensificar a campanha anticomunista, com a
mentira sobre o socialismo que conhecemos, a identificação do
comunismo com o nazismo e a tomada de medidas de apoio ao sistema
político burguês e ao edifício imperialista, como a
criminalização da existência de partidos e símbolos
comunistas, ao mesmo tempo que levam a cabo perseguições contra
os comunistas.
Um aspeto da histeria anticomunista é também o relatório
da comissão intitulado: "a memória dos crimes cometidos por
regimes totalitários na Europa". Com base nisto, têm sido
organizadas iniciativas para a "compreensão dos crimes que foram
cometidos contra a humanidade pelos Nazis e pelo regime Soviético".
De facto, a UE legislou para que o dia 23 de agosto seja um dia de
memória em nome das alegadas vítimas dos "regimes
totalitários", igualando o socialismo e o nazismo.
Promove versões anticomunistas da história, através de
resoluções especiais (por exemplo, o genocídio na
Ucrânia ou a contra-revolução na Hungria), enquanto com a
Decisão-Quadro 2008/913 do Conselho de Justiça e
Administração Interna da UE avança com a
criminalização de diferentes pontos de vista históricos,
por exemplo, sobre os chamados "genocídios".
A onda de histeria anticomunista espalhou-se rapidamente nos anos recentes. O
relatório do deputado europeu sueco G. Lindblad, em 14/12/2005, para o
Comité Político da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa
que votou, por maioria, a favor do memorando anticomunista chamado:
"A necessidade da condenação internacional dos crimes dos
regimes comunistas totalitários" contribuiu para isto, e foi
referido ao plenário do Conselho, no fim de janeiro de 2006.
É caraterístico que hoje, como resultado dos desenvolvimentos
contra-revolucionários na Europa, da intervenção
anticomunista da UE e do Conselho da Europa, existam, numa série de
países, medidas de perseguição aos partidos comunistas,
como nos países bálticos, na Polónia e na Roménia.
Noutros países existem restrições à
utilização de símbolos comunistas, como na Hungria e,
ainda noutros, outras normas anticomunistas, como na República Checa ou
na Eslováquia.
Emerge a necessidade do reforço da solidariedade com os comunistas que
estão a ser perseguidos, assim como com os Partidos Comunistas que
estão a lidar com obstáculos à sua atividade, com o
objetivo de serem decisivamente confrontados e abolidos.
A UE, que desempenha um papel principal no anticomunismo, assumiu este papel
não por ignorar a história ou por não saber do contributo
dos comunistas para as lutas dos trabalhadores e dos povos e para as lutas pelo
progresso social, pela paz, por direitos sociais e democráticos, pela
justiça social e a prosperidade.
A UE, como uma união interestatal imperialista como a CEE quando
foi fundada em 1957 e, depois, passou a UE é uma união dos
monopólios, que tem como estratégia a ofensiva contra a classe
operária e os direitos populares. As "liberdades" que ela
aceita o movimento do "capital", bens, serviços e
força de trabalho, que estão descritos no Tratado de Maastricht,
que foi votado favoravelmente por todos os outros partidos no nosso país
, são bem polidas "cadeias" para os trabalhadores,
são o "peso morto" que puxa para o "fundo" todas as
conquistas políticas e sociais conseguidas nos últimos 100 anos
com sangue e lutas, com o importante contributo do movimento comunista.
Não existe nenhuma decisão e diretiva da UE que não tenha
conduzido à concentração da riqueza isto é,
do capital , à retirada das conquistas da classe operária,
à destruição de camponeses pobres e dos trabalhadores
independentes.
Estão continuamente a ser impostas mais medidas reacionárias aos
povos, com a cumplicidade dos governos liberais e sociais-democratas dos
estados-membros.
A reforçada governação económica, o Pacto de
Estabilidade, o Semestre Europeu e a união bancária são
graves instrumentos contra os povos, ao serviço do capital.
A supervisão e monitorização da união imperialista
em cada estado membro foram reforçadas desde 1/1/2014, independentemente
de estes estarem no memorando ou não, independentemente do nível
da sua dívida e défice.
A UE, com a maioria dos seus estados membros também como membros da
NATO, está a organizar a guerra com meios financeiros, políticos
e militares. Conduziu uma guerra em território europeu, participa em
planos para intervir na Ásia, África, hoje da República
Centro-Africana, acompanha os EUA no seu anticomunismo e no lidar com o
movimento utilizando legislação terrorista. A UE não
é uma união de solidariedade; pelo contrário, é
caraterizada pela desigualdade nas suas relações, a
injustiça, a grande competição.
É uma união que não pode mudar, não pode ser
democratizada e humanizada, como o Partido da Esquerda Europeia e o SYRIZA na
Grécia apregoam. Não há lugar para ilusões. Nenhuma
alegada nova negociação, nenhuma alternância no governo das
coligações de centro-esquerda ou centro-direita, ou alegadas
coligações de "esquerda" nalguns estados, nenhuma
mudança de Presidente da Comissão poderão alterar a
essência do caráter reacionário e antipopular da UE, porque
ela foi fundada e existe para apoiar os interesses dos monopólios,
à custa dos direitos da classe operária e popular.
A UE, devido à sua natureza, é hostil ao movimento comunista,
trata-o conscientemente como seu opositor, mesmo agora, que o nosso movimento
está em recuo. Possivelmente considera este momento histórico
como uma "oportunidade dourada", com a sua campanha anticomunista
contra o movimento comunista, de maneira a que consiga continuar e intensificar
as suas políticas antipopulares e antitrabalhadores sem quaisquer
obstáculos.
Todavia, como dizemos na Grécia, estão a contar com o "os
ovos antes de as galinhas os porem".
Amigos e camaradas,
O fortalecimento do KKE e dos Partidos Comunistas na Europa que estão a
lutar contra a aliança predatória, designadamente nas
próximas eleições para o Parlamento Europeu,
enviará uma mensagem de resistência e esperança aos povos.
Poderá lançar um ímpeto e um reforço ao movimento
popular e laboral. É um voto que denuncia a perseguição
anticomunista, o fomento de existência ou inexistência de
questões menores nos estados membros, é um voto contra o
nazi-fascismo, contra o racismo e o nacionalismo, contra os campos de
concentração cheios de trabalhadores estrangeiros.
Será um contributo contra a linha política imperialista da UE,
que, sob pretextos, tem como objetivo a luta contra os povos de África,
do Médio Oriente, de Cuba.
O fortalecimento dos Partidos Comunistas pode arruinar os planos dos
capitalistas, reforçar as barreiras contra a linha política
antipopular e antitrabalhadores dos povos da UE e os governos burgueses.
A cooperação entre os partidos comunistas e operários que
se têm consistentemente oposto à UE e à ofensiva do capital
na Europa tem que ser reforçada. Neste esforço, o aparecimento de
novas formas de cooperação regional dos partidos comunistas e
operários, a "INICIATIVA comunista europeia", tem um
significado especial. 29 partidos de 26 países europeus já
aí participam e, claro, está aberta a outros partidos que
concordem com a sua Declaração Fundacional.
Estamos convencidos de que os povos da Europa podem conseguir um golpe comum
contra a UE dos monopólios, as guerras imperialistas, o capitalismo.
Desta forma poderá existir continuidade em cada foco de questionamento,
protesto, luta por uma nova esperança para os povos. Está nas
nossas mãos fazer do movimento dos povos na Europa o polo de
cooperação e atividade antimonopolista e anticapitalista, o
opositor da guerra, do imperialismo, da violência do capital. Assim, uma
nova janela de otimismo e de revitalização do movimento
revolucionário chegará, para emancipar os movimentos dos povos e
abrir o caminho a transformações sociais e políticas
radicais, a nível nacional, europeu e internacional.
A proposta política do KKE de saída da UE e do cancelamento
unilateral da dívida, com o poder operário e popular e a
socialização dos monopólios corresponde aos interesses do
povo e pode dar força à luta da classe operária e das
camadas populares, quer na Grécia, quer noutros países europeus.
Os povos podem quebrar as correntes dos monopólios, o capitalismo e
abrir o caminho para a Europa do socialismo.
Apelamos ao reforço do KKE nas eleições para o Parlamento
Europeu, no dia 25 de maio, na Grécia, ao reforço dos partidos
comunistas e operários que lutam com estabilidade e consistência
contra a UE dos monopólios, contra a exploração do homem
pelo homem.
Para que todos os povos da Europa vejam melhores dias, com a prosperidade
popular, direitos e trabalho para todos, com a amizade,
cooperação e solidariedade internacionalista de classe.
[*]
Secretário-geral do CC do KKE. Intervenção em iniciativa
política do KKE em Bruxelas, numa sala de conferências do
Parlamento da UE, em 21/Fevereiro/2014. Representantes do Partido do Trabalho
da Bélgica, do AKEL e do Partido Comunista Português participaram
na iniciativa.
A versão em inglês encontra-se em
inter.kke.gr/en/...
e a tradução para português em
www.pelosocialismo.net/
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
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