Primeira resposta: Manifestação do KKE e Greve Geral do PAME
Apelamos aos trabalhadores para aderirem em massa ao comício do KKE na
Praça Omonoia, hoje (dia 6). Amanhã (7) todo o país deve
ser paralisado no quadro da greve anunciada. Não há outra
solução, temos apenas uma opção:
afugentá-los, travá-los. Devemos fazer tudo o que pudermos
através da escalada das nossas mobilizações, de modo a que
o acordo do empréstimo e o novo memorando não sejam aprovados, de
modo a derrubar o governo através da vontade, da actividade e da
intervenção organizada do povo. Isto será um primeiro
passo.
Não nos restringimos a isto nem subordinamos tudo à urna
eleitoral. O que é importante é que o povo perceba através
da sua luta que o derrube do governo não é suficiente. O sistema
político burguês tem reservas as forças que hoje
aparecem como anti-memorando. Elas realmente são tão hostis ao
memorando quanto era a ND. O que é importante é derrubar a classe
que está no poder, porque nesse caso não se pode falar meramente
acerca de governo do povo e sim acerca de poder do povo. Todas as propostas
referentes a negociações heróicas e militantes, que hoje
são apregoadas, não levam a parte alguma excepto a um
círculo vicioso. O que é importante é que o povo tome nas
suas mãos a economia do país nomeadamente os meios de
produção, os monopólios e os negócios. Qualquer
outra solução proporcionaria repouso ao sistema político
burguês.
Será uma ruptura realmente um período amargo, sem ganhos
para o povo mas o importante é que o povo tenha a última palavra.
A partir de hoje, a proposta alternativa contra a linha política actual
não pode ser aleatória
(occasional)
e desarticulada das propostas a favor do povo mas sim o poder dos
trabalhadores e do povo. Sem o poder do povo não é
possível lidar com o círculo vicioso da crise, junto naturalmente
com o desligamento da UE e o cancelamento unilateral da dívida.
Não mais negociação. Mesmo se eles cancelarem 100% da
dívida, esta será paga a partir dos bolsos do povo, o povo a
retornará com o seu suor e labuta e problemas. Não há
outra solução. Gostaríamos muito que existisse uma
solução intermediária, mas como não existe a
solução deve ser radical.
Eles escolheram um par de questões, tais como o 13º e 14º
salário, a fim de zombar do povo. As propostas alternativas que eles
têm são o seguinte. Cortar 5 ou 6 salários do povo durante
o ano pela abolição dos acordos de negociação
colectiva e do salário mínimo, aplicar impostos
incomportáveis sobre eles e dizer então que não tocaram no
13º e 14º salário. E neste caso os salários
serão reduzidos. Estão à espera deles para fazerem hoje
estas declarações. O povo deve mostrar-lhes que não
é ingénuo, que não podem dele zombar. E isto em si mesmo
é de grande importância como um passo em frente.
Pergunta: O primeiro-ministro está a preparar-se para publicitar a breve
prazo uma lista do que acontecerá exactamente ao país se
retornarmos ao dracma. Haverá um tal perigo? Há um perigo?
"A UE é uma aliança predatória. Apesar do facto de
eles serem aliados a pedirem seu apoio para o sistema capitalista, eles ao
mesmo tempo são rivais ferozes entre si próprios sobre quem se
beneficiará mais com a crise e quem se beneficiará mais com a
recuperação. Estas são medidas que eles podem tomar entre
si próprios, mas o povo não deve ser aprisionado nas rivalidades
dos estados membros da UE. E isto não será decidido apenas pela
Alemanha, outros também participarão das decisões. O povo
não deve ser aprisionado nestas rivalidades, eles devem
ultrapassá-las, promover a sua própria solução
alternativa no que se refere à questão do poder. Do
contrário isto não pode ser tratado. E haverá sempre algum
temor e haverá sempre o objectivo de re-entrar na Eurozona. Nada poderia
ser pior para o povo do que ter medo e optar por um dos dois dilemas que os
seus exploradores colocam diante de si".
06/Fevereiro/2012
[*]
Secretária-geral do KKE.
Ver também:
Loud strike message for the escalation of the working class struggle against the new round of barbaric measures
(balanço da greve nacional do dia 7)
Grécia aceita baixar em 20% o salário mínimo e reduzir 15 mil funcionários públicos
(notícia do dia 8)
Os "dez mandamentos" que Atenas tem de cumprir para receber novo empréstimo
(o espartilho que eles querem impor)
O original encontra-se em
http://inter.kke.gr/News/news2012/2012-02-06-kke-kinitopoiisi/
Esta declaração encontra-se em
http://resistir.info/
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