por International Dockworkers Council
Exmª Srª Ana Paula Vitorino
Ministra do Mar
Prezada Sra. Ministra,
Tomamos a liberdade de entrar em contacto com V. Excelência desde o
Conselho Internacional dos Estivadores (IDC), federação sindical
que representa mais de 90.000 trabalhadores portuários na Europa,
América Latina, África, Austrália, EUA, Canadá e
Ásia.
Desde sempre, o IDC acompanha e tem pleno conhecimento do conflito laboral que
se arrasta no porto de Lisboa, e participámos activa e construtivamente
em fases anteriores. Tomámos a iniciativa de promover e nos envolvermos
em reuniões de mediação entre o Sindicato dos Estivadores
de Lisboa e as empresas de estiva do porto, juntamente com o Instituto que
tutela o sector portuário, as quais culminaram num acordo celebrado em
14 de Fevereiro de 2014.
Esse acordo apontava as soluções para a questão nuclear
que ainda hoje divide os parceiros sociais: acordar numa
contratação colectiva que potencie a criação de
emprego permanente e com direitos, resultante da integração de
trabalhadores precários e daqueles que, entretanto, tinham sido
contratados pela empresa de trabalho portuário paralela, a Porlis.
As empresas portuárias de Lisboa continuam a apostar na
imposição de um modelo de desregulamentação do
trabalho portuário, totalmente inaceitável para
organizações que representam e defendem os direitos dos
trabalhadores, aposta essa que resulta do programa do anterior governo, e que
será certamente corrigida pela equipa que V.Exª integra.
Pela nossa parte, continuamos com toda a disponibilidade para participar, em
diálogo aberto, franco e construtivo, em toda e qualquer iniciativa que
entenda poder contribuir para encontrar as melhores soluções
sociais para um desenvolvimento harmonioso, estável e duradouro do porto
de Lisboa.
Jordi Aragunde Miguens,
Coordenador Geral do IDC
Ver também:
Solidariedade da CGTP-IN com os estivadores do Porto de Lisboa
Projecto de Resolução do Grupo Parlamentar do PCP
O original encontra-se em
oestivador.wordpress.com/...
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
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