"Ou se desvaloriza a moeda ou se desvalorizam salários. Não
há milagres!"
por Octávio Teixeira
entrevistado por Ana Sá Lopes
O economista Octávio Teixeira foi líder parlamentar do PCP anos a
fio. Depois abandonou a política activa e voltou ao Banco de Portugal, o
seu lugar de origem. É um defensor claro e frontal da saída de
Portugal do euro e admite que os partidos de esquerda não são
claros e frontais porque temem dizer aos trabalhadores que os salários
reais serão reduzidos durante uns tempos. Mas acredita que não
existe alternativa na configuração europeia: a chamada
competitividade externa ou se faz baixando salários ou desvalorizando
moeda. "Não há milagres."
Disse há dois dias que é possível que, por razões
eleitoralistas, o governo tente sair do programa da troika em "voo
livre", é a sua expressão. Mas a saída à
irlandesa, na sua opinião, vai agravar ainda mais os problemas da
dívida e da austeridade. Um programa cautelar é melhor que
"um voo livre"?
Convém fazer uma clarificação acerca do meu pensamento
sobre a matéria. Nem a saída sem pára-quedas nem a
saída cautelar resolvem qualquer problema do país em termos de
futuro próximo ou mais longínquo. Agora, dentro da óptica
que o governo tem estado a seguir, é evidente que o mais prudente seria
o recurso ao programa cautelar. Por uma razão central: o nível
das taxas de juro. Com um programa cautelar, em princípio, as taxas de
juro serão inferiores àquelas que o governo conseguirá
obter indo directamente aos mercados financeiros.
Portanto a saída limpa é arriscada?
Dentro da perspectiva do próprio governo, a prudência aconselharia
a que assinassem um programa cautelar. Agora um programa cautelar depende
também da vontade da União Europeia. E não é muito
certo que pelo menos alguns países da União Europeia estejam
interessados num programa cautelar
Alguns deles terão de se
confrontar ou com os seus parlamentos ou com os seus tribunais constitucionais
para avançar nesta matéria. É eleitoralista esta
visão do governo de pretender aproveitar as próximas
eleições e as seguintes para aparecer junto da
população portuguesa a dizer "a troika terminou, estamos
livres"
Mas a troika nunca terminará, na sua opinião?
O problema é que a troika nunca terminará e mais do que isso: a
política de austeridade e aí Passos Coelho tem sido muito
claro é para continuar. Entretanto, com vista às
próximas eleições e às legislativas, o governo fez
esta coisa de aproveitar para ir aos mercados internacionais para emitir
dívida a taxas de juros na ordem dos 6% 5,1% foi o mínimo
que conseguiu para poder sobreviver durante um ano e ter ali o seu saco
para não ser necessário ir aos mercados.
Defende o perdão parcial da dívida, mas temos em Portugal uma
situação em que os dois maiores partidos continuam a dizer que a
dívida é para pagar. E como seria possível negociar isso
com os nossos parceiros europeus? Estamos numa situação quase sem
saída
Sem saída por causa da falta de vontade política, designadamente
dos partidos que referiu. Eu, pessoalmente, não tenho a mínima
dúvida e isso é demonstrável técnica e
economicamente que a dívida actual é impagável.
É absolutamente impagável na sua totalidade. O próprio
Fundo Monetário Internacional, no relatório português sobre
a 8.a e a 9.a avaliações, diz que para que em 2038 Portugal possa
ter uma dívida de 60% do PIB o limite que a União Europeia
diz que é sustentável precisaríamos de ter taxas de
crescimento económico durante estes 20 e tal anos da ordem dos 1,8% em
termos reais. E 1,8% significa o dobro do que tivemos nos últimos seis
anos antes da crise internacional. Era necessário que as taxas de juro
que temos de pagar andassem na ordem dos 3,4% e que o défice
primário fosse 3,8% durante estes 20 e tal anos. 3,8%, a números
actuais, significa aumentar a dose que já existe acumulada de
austeridade. Isto é insustentável e impossível. O problema
não se põe em querer ou não querer pagar. É
possível pagar ou não? Não é possível pagar!
Se não é possível pagar, temos de renegociar. É um
problema de vontade política dos partidos que estão no governo,
ou que é previsível que possam ascender ao governo. Seria errado
seguir o exemplo da Grécia, que não tomou a iniciativa
impuseram--lhe a renegociação. Aquilo não resolveu nada
porque a renegociação foi feita com base na perspectiva do
interesse dos credores.
E como é que se sai daqui? Porque é que na sua opinião
seria melhor para Portugal a saída do euro?
Aquilo que se designa crise da zona euro não é uma crise
decorrente das dívidas soberanas. É uma crise decorrente da
heterogeneidade dos países que formam a zona euro, que vieram ao longo
dos anos a acumular desvios cada vez maiores de uns países em
relação aos outros. Em vez de ter passado a existir aquilo que se
prometia, que era a coesão económica dos países, o que
houve foi uma divergência. A moeda única foi aplicada a
países com estruturas económicas completamente diferenciadas, com
necessidades mediatas e imediatas completamente diferentes, com níveis
de produtividade diferenciados uns dos outros, e que não podiam,
objectivamente, sobreviver simultaneamente com a mesma moeda. A moeda
única foi um garrote que se abateu sobre os países menos
desenvolvidos que estão na zona euro, porque os impediu de crescerem
mais rapidamente que os outros países para atingirem a
convergência, ou a coesão económica. Desde logo, dentro da
zona euro, quando desapareceu o risco cambial, isso favoreceu os países
que tinham especializações produtivas mais elevadas e mais
sofisticadas e conduziu, designadamente, a que a industrialização
se concentrasse nos países do centro, em particular na Alemanha,
assistindo-se à desindustrialização dos países da
periferia. Fora da zona euro, e fora da União Europeia, a própria
evolução da moeda única em termos cambiais aquilo
que se pode designar euro forte ou euro caro provocou uma perda de
competitividade enorme nos países mais frágeis, nos países
do Sul. A nossa capacidade de exportação está assente
fundamentalmente em produtos em que há uma enorme concorrência em
termos de preços. O euro tem--se mantido, com alguns picos ainda
superiores, na ordem de 1,30 e qualquer coisa em relação ao
dólar. Ora os países exteriores à União Europeia
Índia, China, do Norte de África, da América do Sul
e Central, que têm a sua paridade correlacionada com o dólar
viram a sua competitividade aumentar substancialmente. E Portugal foi
muito prejudicado em termos de exportações. E há outro
aspecto que é pouco referido: aquele processo de
deslocalização de empresas que começou em Portugal
há uns anos também foi desencadeado pelo euro caro. Há
quem diga que é preciso arranjar condições para que o euro
desvalorize. Não é provável por duas razões:
segundo estudos de várias fontes internacionais, a chamada taxa de
equilíbrio entre o euro e dólar, para a Alemanha, é
precisamente a de 1,30. E a Alemanha é a economia central da
União Europeia e isso tem de ser tida em conta. Por outro lado, o euro
tem no seu ADN a perspectiva de ser um euro forte, uma moeda cara, exactamente
para embaratecer as aplicações financeiras da União
Europeia nos países exteriores à União Europeia. Combater
estes dois interesses é difícil.
Há economistas em vários partidos de esquerda que defendem a
saída do euro, mas não existe nenhum partido que faça
disso uma bandeira. Não existe medo de que no dia seguinte à
saída do euro as pessoas vejam as suas dívidas cavalgar, o
dinheiro que têm no banco reduzido a metade? Não há um medo
na sociedade portuguesa das consequências do dia seguinte?
Estas eleições para o Parlamento Europeu são importantes
nesta perspectiva. Tem de se clarificar e esclarecer as
situações. É evidente que a saída do euro tem
custos. Mas há duas coisas: os custos são a muito curto prazo.
Veja-se a Islândia há dois ou três anos. A Islândia
fez uma desvalorização brutal, superior a 50%. Teve uma
inflação de 12%. Mas passado ano e meio, dois anos, além
do crescimento económico que teve, a inflação veio para os
4%. A alternativa que nos é apresentada, a desvalorização
interna, tem estes inconvenientes. O programa que está a ser aplicado
pela troika e pelo governo é formalmente conhecido como
desvalorização interna. A recuperação do escudo, da
soberania monetária, teria como consequência uma
desvalorização, mas os efeitos são a muito curto prazo e
nas exportações, passados seis meses, teríamos efeitos
claros. E na redução de importações com a
substituição de importações pelo consumo de
produtos nacionais. A inflação já fiz
cálculos sobre isso, admitindo uma desvalorização de 30%
nunca iria além dos 10%. Saímos do euro, recriamos o
escudo e imediatamente determina-se que um escudo tem o mesmo valor que um
euro. Todas as contas são transformadas de euros para escudos com o
mesmo valor. E a seguir desvalorizamos o escudo. A perda para as pessoas na
prática não existe.
Mas as pessoas têm 10 mil euros de PPR no banco que passam a valer muito
menos.
Transformam-se em 500 mil escudos. Mas o escudo vale menos. Mas quando
desvaloriza também os activos passam a valer menos. No dia 1 posso
comprar uma casa por 500 mil euros. No dia 2, com os 500 mil escudos
desvalorizados, posso continuar a comprar essa casa porque o valor patrimonial
da casa em escudos também baixou. Mas há uma
situação que não quero esconder. É evidente que a
saída do euro tem custos: o problema bancário. Aí é
que está o problema. Não propriamente em relação
às famílias, mas em relação aos bancos. A
desvalorização, por causa do endividamento externo dos bancos,
vem criar problemas. Mas nós temos vindo a suportar esses problemas
bancários. Com a saída do euro, a parte essencial do sistema
bancário tem de ser preservada, logicamente. Não é uma
coisa nova, com a vantagem de que num prazo relativamente curto a
situação fica resolvida do ponto de vista económico e,
naturalmente, do ponto de vista financeiro.
É militante do PCP, foi líder parlamentar. O PCP sempre foi
contra a entrada no euro
Sim, sim.
Mas não se vê claramente nem no PCP nem no Bloco de Esquerda
estou a falar de dois partidos que estão no grupo da esquerda
europeia a defesa dessa tese. O próprio Alexis Tsipras, que
é o candidato do Syriza e do Bloco de Esquerda a presidente da
Comissão Europeia, não fala em sair do euro.
Exactamente. Julgo que há algumas perspectivas a ter em
atenção. Uma questão que se apresenta a vários
partidos é o receio de dizerem aos trabalhadores "vocês em
termos reais vão ter os vossos salários reduzidos devido à
inflação", embora aqui possa haver
compensações. Julgo que haverá em vários partidos
essa ideia de terem de dizer "nós defendemos a saída do
euro, mas isso vai ter implicações nos salários reais
durante algum tempo". Por outro lado, e isso eu colocaria relativamente ao
Bloco de Esquerda, que referiu, há a ideia de que o problema se resolve
fazendo uma reconfiguração da zona euro e até uma
reconfiguração da União Europeia. Agora a questão
que eu levanto é esta: o que é mais viável ou mais
possível? Fazer uma reconfiguração total da zona euro,
dizendo "vamos mudar para uma política que tenha como prioridade a
estabilidade de preços"? Passa a haver uma política do Banco
Central Europeu que tenha como prioridade o emprego e o crescimento
económico? Quem é que aceita isto? Qual é o país
que aceita isto?
A correlação de forças, que é uma expressão
muito querida dos comunistas, não é favorável a isso
Não vejo essa possibilidade, pelo menos a médio prazo.
Certamente, como comunista, nunca desistirei de defender uma
reconfiguração completa da União Europeia em termos de
políticas viradas para a população. Agora isso não
é de esperar que possa vir a suceder a médio prazo. E o
médio prazo aqui é longo. Se ficarmos nessa perspectiva, ao fim
desse médio prazo longo, o país já não
estará cá. A questão da saída do euro parece-me
fundamental.
Mas não é debatida em Portugal, designadamente a nível dos
partidos políticos.
Tem havido debates, mas não são debates públicos, como
deviam ser.
A Assembleia da República não debate isto
Exactamente. Acho que estas próximas eleições para o
Parlamento Europeu têm uma importância política muito
grande. Estas questões têm de ser debatidas na campanha eleitoral,
mas com muita seriedade e muita objectividade. Para que as pessoas fiquem
esclarecidas acerca das alternativas que estão em causa, das
consequências de cada uma das alternativas e do que, em termos de curto
prazo, médio prazo e longo prazo, é preferível para os
portugueses. Neste aspecto estas eleições são muito
importantes e podiam ser aproveitadas para isso.
Mas estamos a três meses e só se fala de cautelar ou saída
limpa.
O debate está enviesado nessa perspectiva.
O PS defende menos austeridade, mas apoiou o Tratado Orçamental. Acha
que Seguro corre o risco de fazer a mesma figura que Hollande se for eleito
primeiro-ministro?
É quase inevitável, com base naquilo que tem sido o discurso do
Partido Socialista e do seu secretário-geral. Aquilo que o Partido
Socialista nos tem dito é que é preciso menos austeridade e mais
crescimento. Posso estar enganado, mas até hoje ainda não ouvi o
Partido Socialista dizer como faz isso. Nos últimos dias tem estado em
debate os membros da troika dizerem que é preciso reduzir ainda mais os
salários. E toda a gente dá saltos! Não pode ser, nem
pensar nisso! Eu também acho que não se deve pensar nisso. Mas a
questão que se põe é esta: como é que se consegue a
chamada competitividade externa se não é através da
desvalorização da moeda? Não há milagres! Tem de
ser através da desvalorização dos salários!
Portanto, quando o governo, o PS, os patrões, dizem que não
querem baixar os salários estão-nos a aldrabar?
Estão a aldrabar porque sem isso, dentro da óptica da troika que
eles subscrevem, não conseguem a desvalorização interna!
Há estudos internacionais que dizem que, relativamente a Portugal, a
desvalorização interna tem de se prolongar por 20 a 30 anos. Eu
sou conhecido por ser uma pessoa delicada, suave. Mas sobre a
aprovação do Tratado Orçamental não posso deixar de
dizer que é uma estupidez completa!
Mas tem a maioria da Europa a defender isso.
Principalmente os países do centro, para não dizer a
Alemanha
Em Espanha o socialista Zapatero meteu-o na Constituição e aqui o
PS aprovou uma lei com valor reforçado
.
É uma estupidez. O tal défice estrutural com o máximo de
0,5% implica uma dose de austeridade muito superior àquela que tem vindo
a ser praticada! É contrário àquilo de que um país
como Portugal necessita, o de crescer mais rapidamente que os outros
países da zona euro, para se aproximar. Não é
possível sair deste ciclo vicioso com o tratado orçamental.
Chamam-lhe a regra de ouro. Podiam perguntar a um professor de Finanças,
que por acaso é Presidente da República, se ele conhece essa
regra de ouro das finanças públicas. E ele certamente dirá
que não. A regra de ouro que existe internacionalmente nas
finanças públicas é a regra que diz que, em
princípio, a não ser em casos de recessão, o défice
não deve ser superior à despesa em investimento.
Por acaso esse professor de Finanças foi contra a
inscrição dessa regra na Constituição
Apesar de tudo ainda teve lá um toque de professor de Finanças
(risos).
Mas estamos então a ter um debate público
esquizofrénico
.
O debate público está a passar ao lado das questões
centrais e essenciais.
Mas a direita, ao menos, está a ser coerente.
Exactamente.
Mas porque é que a esquerda está enfiada num
colete-de-forças?
Do meu ponto de vista, não deveria estar. Deveria tomar a iniciativa de
um debate sobre estas questões e de ter as suas próprias
propostas para que toda a gente soubesse o que está em jogo. O Partido
Socialista está muito ligado àquilo que é central e
essencial nesta política do governo, o Tratado Orçamental, sair
do euro nem pensar
O PS está muito amarrado às teses
dominantes na União Europeia. Há pouco perguntava-me se Seguro,
se for eleito primeiro-ministro, poderá ser um novo Hollande
Não tenho a mínima dúvida sobre isso. Se o Hollande
francês recuou em toda a linha, o Seguro português não
irá fazer qualquer alteração. A França ainda tem
algum peso na União Europeia e Portugal não tem peso
absolutamente nenhum
Estamos aqui na Europa a viver uma grave crise. No entanto, um país
pobre como a Letónia acabou de aderir ao euro e a Ucrânia
partiu-se toda porque uma parte da população quer um acordo com a
União Europeia. Como é que vê estes paradoxos?
Não conheço a situação da Letónia, mas
admito que tenha sido uma situação idêntica àquela
que conduziu Portugal ao euro entrar no clube dos ricos. Vítor
Constâncio dizia, na altura, que a partir do momento em que
entrássemos na zona euro deixaríamos de ter problemas de
financiamento da nossa dívida externa. Está-se a ver, não?
Em relação à questão da Ucrânia, julgo que a
situação é diferente. Por um lado, há uma parte da
população da Ucrânia que nunca, nunca suportou os russos.
Não estou a falar da União Soviética, são os
russos! A outra questão é que o problema da Ucrânia
não tem sido apenas uma questão interna. Eu até admito
não quero ser peremptório que o peso maior daquilo
que se tem passado na Ucrânia tenha a ver com o exterior, um problema
geoestratégico. Quer os Estados Unidos da América, quer a
União Europeia, há muito vêm pressionando a Ucrânia
para entrar para a União Europeia e para a NATO, para enfraquecer o
poder da Rússia naquela zona. Não estou aqui a dizer que a
Rússia é melhor ou pior que os Estados Unidos e a União
Europeia, mas é evidente que a Rússia continua a ser uma
potência mundial e pretende continuar a defender os seus interesses
geoestratégicos. A minha dúvida é onde isto vai parar. A
Rússia vai submeter-se a ter um adversário, num sítio onde
existem ódios profundos em relação aos russos, à
sua porta? Isto pode ter consequências muito graves que se vão
repercutir na União Europeia
Se existir um confronto claro e
evidente entre a Rússia, a Europa e os Estados Unidos e isso chegar
à via armada, é imprevisível.
Foi líder parlamentar do PCP, teve posições importantes no
seu partido. Depois voltou para o Banco de Portugal e entretanto reformou-se.
Não tem saudades da política activa?
Não [risos]. A política activa cansa muito [risos]. Vou
participando dentro e fora do partido em vários debates. Mas
também é essencial que se vá fazendo a
renovação das gerações na política activa.
Os menos jovens devem dar lugar aos mais jovens.
O PCP tem feito isso.
As pessoas que compõem o grupo parlamentar do PCP neste momento, no meu
tempo não existiam [risos]. Ou eram muito jovens
O Partido
Comunista faz muito bem em rejuvenescer.
E então acha que este vai ser o último mandato de Jerónimo
de Sousa, aliás seu amigo e padrinho de casamento?
Não sei, mas admito que sim. Não tenho informação
nem sequer pessoal. Somos amigos há dezenas de anos. Mas creio que ele
próprio certamente tem em conta a necessidade de vir rejuvenescendo o
partido a todos os níveis.
Poderá ser este o último mandato de Jerónimo de Sousa como
secretário--geral do PCP?
Poderá ser
01/Março/2014
O original encontra-se em
www.ionline.pt/...
Esta entrevista encontra-se em
http://resistir.info/
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