A investigação e o ensino superior ao serviço da
monopolização do conhecimento
por Rui Namorado Rosa
O ESPAÇO EUROPEU DE INVESTIGAÇÃO
Podemos dizer que o Espaço Europeu de Investigação (ERA)
nasceu em Janeiro de 2000, quando a Comissão Europeia publicou sua
comunicação Rumo a um Espaço Europeu da
Investigação em que partia da apreciação
comparativa entre a União e os EUA e o Japão no plano da
investigação científica, segundo alguns indicadores
principais a saber: a proporção do PIB aplicado em I&D, as
contribuições absoluta e relativa das origens pública a
privada do seu financiamento, a balança comercial de produtos de alta
tecnologia, a proporção de investigadores na força de
trabalho empresarial, o fluxo de estudantes de
pós-graduação de um para o outro lado do Atlântico,
etc. A comparação era não só negativa como revelava
uma tendência também negativa. Já então a CE se
referia à investigação fundamental em termos suspeitos:
Ela é o produto de uma criatividade que não deveria
desaparecer na Europa do século XXI; dir-se-ia que sabia
encontrar-se a investigação fundamental gravemente
ameaçada (mas por força de quê, por agência de
quem?).
A comunicação reconhecia a dinâmica autónoma das
estratégias de I&D das multinacionais europeias à escala
internacional. Constatava que os fundos afectados ao Programa-Quadro de
Investigação da União representavam apenas 5% do total da
investigação pública civil no espaço europeu. Logo
adiante identificava uma razão e sugeria uma saída: o
mercado financeiro europeu ainda não se apercebeu suficientemente do
valor económico do investimento no conhecimento; estaria ainda
preocupada com a investigação fundamental?
A comunicação constatava a compartimentação dos
sistemas públicos de investigação e a falta de
coordenação na aplicação de políticas
nacionais e comuns de investigação. Depois enunciava o novo
conceito de Espaço Europeu da Investigação de que podemos
destacar sinteticamente as principais linhas de força: i) a
integração dos sistemas nacionais numa política europeia;
ii) o reforço da cooperação entre
organizações públicas e a implementação
coerente das actividades nacionais e europeias; iii) a promoção
de políticas comuns visando incentivar o investimento privado em
investigação e inovação; iv) o estabelecimento de
um sistema comum de referência científica e técnica; v) o
incremento e flexibilização da força de trabalho de
investigadores; vi) um esforço de aproximação entre as
comunidades científicas e as empresas da Europa Ocidental e do Leste,
antecipando o futuro alargamento da União; o reforço da
captação de investigadores extra-europeus para o espaço
europeu; vii) a exploração e o aprofundamento das sinergias entre
a investigação civil e a investigação para a
defesa.
A estratégia de Lisboa e as metas de Barcelona adoptadas pelos Conselhos
Europeus de Março de 2000 e Março de 2002, vieram a oficializar e
precisar o European Research Area, fixando o incremento do esforço em
I&D de 2 para 3% do PIB, sendo 2/3 de origem privada, e a
elevação da força de trabalho em I&D de 6 para 8/1000
trabalhadores. Se a União Europeia conseguisse aumentar as suas despesas
em investigação para o nível fixado em Barcelona,
estimava-se que o seu crescimento económico aumentaria 0,5% e, a partir
de 2010, seriam criados, todos os anos, 400.000 novos postos de trabalho.
Entretanto, para alcançar esses objectivos, a Comissão admitiu a
necessidade de incrementar o financiamento em I&D à taxa anual de 8% e
duplicar a dotação no VII Programa Quadro de
Investigação, tendo presente que, no presente PQ, apenas 20% das
propostas submetidas a candidatura têm sido financiadas, por assumida
escassez de fundos que não de insuficiente qualidade científica.
A propósito da Resolução do Parlamento Europeu sobre a
comunicação Investir na investigação: um
Plano de Acção para a Europa, Rolf Linkohr concretizou que
o orçamento comunitário para investigação deveria
ser claramente incrementado, dos 5% actuais para 7% do orçamento total.
Mas que caminho iria o Espaço Europeu de Investigação
trilhar de facto? Não obstante a importante mobilização da
comunidade científica, e até fazendo dela explícito eco, a
comunicação, de 16 de Junho de 2004 intitulada
Ciência e Tecnologia, a Chave para o Futuro da Europa
não veio a consagrar o prometido European Researh Council
nem o desejado reforço da investigação fundamental.
O pesado custo da investigação é aí
invocado como argumento a favor da sua integração à escala
europeia, por via de competição entre redes de
colaboração transnacional, maior coordenação entre
os níveis nacional e comunitário, e a focalização
para determinados domínios industriais (microelectrónica,
telecomunicações, aeronáutica, biotecnologia,
). O
incremento da contribuição financeira privada, o incremento da
cooperação universidade-empresa (a nível europeu) e da
criação de centros de excelência com
massa crítica, bem como o incremento da força de
trabalho científica, são enfatizadas de novo. E o Programa Quadro
é reconhecido como um pilar fundamental da política de I&D da
União, com um largo leque de objectivos, embora com um reduzido leque de
instrumentos.
Finalmente, a Comissão insiste na focalização do
esforço da União, em torno de já consabidas
políticas comuns, mas também enfatizando duas novas áreas,
designadamente: o espaço, mediante o aprofundamento da
cooperação da CE com a ESA, conducente a um Programa
Espacial Europeu abarcando a navegação (Galileo), a
observação/monitorização ambiental/segurança
(GMES) e as telecomunicações, tecnologia autónoma para o
transporte espacial e, ainda, a exploração científica do
espaço (Estação Espacial Internacional, etc.). A
segurança é entendida como abrangendo
segurança pessoal, de estado e de infra-estruturas e
justificada pelo incremento do crime organizado e o terrorismo
internacional, mas também como missões de
preservação de paz e de reforço da segurança
internacional (num enunciado que extravasa o território europeu e
aproxima a dimensão militar) sobre o que, aliás, uma
acção preparatória fora já lançada no
início de 2004, antecipando um novo Programa de
Investigação para a Segurança Europeia. É bem
clara a determinação industrial e ambição
internacional destas novas áreas chave da European
Research Area.
O ESPAÇO EUROPEU DO ENSINO SUPERIOR
O termo conhecimento surge como palavra-chave desde os
primórdios da construção dos Espaços Europeus da
Investigação e do Ensino Superior. O primeiro, desde a
comunicação inicial da Comissão Europeia Rumo a um
Espaço Europeu da Investigação (Janeiro de 2000) que
antecedeu o enunciado da estratégia de Lisboa pelo Conselho
Europeu de Março de 2000, que apontava o desígnio de tornar a
União na mais dinâmica e competitiva economia mundial baseada no
conhecimento. O segundo, desde as declarações de
Bolonha (1999), depois Praga (2001) e Berlim (2003).
O reconhecimento de estudos e de qualificações no fragmentado
Espaço Europeu do Ensino Superior tem sido apresentado como um
obstáculo à mobilidade e ao recrutamento, não obstante os
vários instrumentos já aplicados, como o European Credit
Transfer System, as redes ENIC-NARIC, o European Network for
Quality Assurance e toda a marcha forçada do processo de Bolonha a
caminho do Espaço Europeu do Ensino Superior. Esta linha de
argumentação revela-se falaciosa. Porque tão grande
preocupação com a uniformização dita
harmonização e a integração em massas
críticas distas excelentes? O objectivo vai-se configurando
numa reestruturação europeia que transcende os interesses e as
capacidades de decisão a nível nacional, porque claramente visa a
concentração e integração transnacional das
estruturas e dos meios de qualificação avançada e de
produção de conhecimentos científicos e
tecnológicos.
A comunicação O papel das Universidades na Europa do
conhecimento de Fevereiro de 2003, retomava a apreciação
comparativa entre os panoramas europeu e norte-americano do ensino superior; o
balanço apresentado é negativo quanto a recursos
disponíveis e a oferta de ensino e a produção de
científica. Constatava que as universidades (senso lato) empregam 34% do
total dos investigadores e asseguram 80% da investigação
fundamental realizada na Europa. Reportava um universo de cerca de 4000
estabelecimentos de ensino superior na União alargada, frequentado por
cerca de 13 milhões de estudantes; por comparação, os EUA
têm um número semelhante de estabelecimentos, dos quais 125 entram
na categoria de research universities, das quais apenas 50
detêm a maior capacidade de investigação instalada e os
mais qualificados investigadores, e recolhem a maioria do financiamento
público para investigação universitária. Essa
comunicação reconhecia a diferenciação de
missões e de competências bem como o crescimento histórico
e prospectivo do sistema de ensino superior porém, noutro tom, a
comunicação anunciava a perspectiva de simultânea escassez
de professores e de investigadores, por um lado, e de capacidade financeira,
por outro. A captação de estudantes estrangeiros, sobretudo a
nível avançado e em áreas de ciências e tecnologias,
objecto de viva competição internacional, é
desfavorável à União Europeia em favor dos EUA. O
comparativo défice de tradução de resultados de
investigação universitária em inovação
tecnológica era em parte atribuído à excessiva
focalização para a investigação aplicada destinada
à indústria (e mesmo para a prestação de
serviços científicos) em potencial detrimento da capacidade de
criação de conhecimento. Ao contrário, a forte
presença de investigação fundamental conduzida sem perder
de vista oportunidades de evolução para
investigação aplicada, é uma característica das
research universities norte-americanas que justificaria semelhante
procedimento na Europa; porém este aviso não iria receber eco.
Os programas Sócrates e Leonardo têm apoiado a mobilidade
intra-europeia, enquanto o sistema ECTS tem apoiado o reconhecimento
internacional de aprendizagens. Todavia, a mobilidade de estudantes e de
investigadores é muito assimétrica e traduz-se em fuga de
cérebros, agora agravada com o alargamento da União. Do ponto de
vista da dimensão internacional, para além da Europa,
o programa Tempus tem apoiado a cooperação universitária
com países do Leste e Sudeste europeu e, desde 2002, com os
países Africanos da bacia do Mediterrâneo. O programa
Erasmus Mundus procura agora alargar ainda mais a
cooperação internacional a nível de formação
avançada, com óbvia intenção de captar
cérebros e de realizar massas críticas em
novos domínios.
Há problemas, mas como os resolver? Problemas que são de duas
ordens: os que os cidadãos europeus conhecem, com que sofrem e por que
lutam; e aqueles outros que a Comissão Europeia aponta na sua agenda
política e por que se move, na corrida pela competição
mundial.
A Comissão preconiza a concentração das capacidades e
competências de formação avançada e de
produção científica num número restrito de
universidades ou de redes integradas, ao serviço expedito (just in
time ou in time to market) das grandes
corporações de base europeia, deixando na retaguarda um vasto
tecido de estabelecimentos de ensino superior satisfazendo um vasto leque de
muitas outras atribuições sociais e económicas
diferenciadas. E, face à visível degradação geral
dos sistemas de ensino a todos os níveis, toma medidas com que
procurará inverter o brain drain a favor de um brain
gain; o alargamento a Leste é, a curto prazo, uma
contribuição nesse sentido; veremos se as evoluções
sócio-económicas e políticas na Ásia e na
América Latina serão favoráveis ou desfavoráveis a
esse desígnio europeu.
INVESTIGAÇÃO NÃO UNIVERSITÁRIA
Mas a investigação, tanto fundamental como aplicada, é
executada tanto no âmbito universitário como também no
âmbito de instituições vocacionadas para a
investigação científica ou o desenvolvimento
tecnológico, em domínios específicos. Laboratórios
governamentais ou do estado foram criados por todo o mundo desenvolvido ao
longo do século XX, sobretudo após a Segunda Guerra Mundial,
cobrindo necessidades e com missões diferenciadas. Observando a
evolução temporal dos actos fundacionais das unidades de
investigação, nota-se uma aceleração que de 10 em
1900-09 atinge 143 em 1990-99; sucessivas etapas são dominadas por
distintas áreas científicas (saúde, agroindústria e
tecnologias industriais na década de 20, física, química,
electrónica e engenharia nuclear nas década de 50 e 60,
tecnologias da informação e biotecnologias na década de
80, etc).
Na União Europeia, a parte da despesa interna bruta em I&D, executada no
sector governamental (não incluindo o ensino superior) varia largamente,
de menos de 4% (Suécia e Bélgica) a mais de 20% (Portugal,
Itália, Grécia); não obstante o declínio geral
verificado neste sector, alguns países mais desenvolvidos optaram por
manter um tal sector público relativamente forte (França,
Itália e Espanha).
Em termos globais, na União (tal como nos EUA) a despesa governamental
intramuros no sector público de I&D (excluindo ensino superior) diminuiu
na década de 1990-99 (de 16% da despesa interna bruta em I&D, em 1990,
para 14%, em 1999), enquanto o financiamento de origem privada cresceu
aí apenas de 4%, em 1989, para 7%, em 1998; essa
contribuição privada é significativa apenas em
França, Reino Unido e Países Baixos.
A orientação aplicada e tecnológica dos conteúdos e
a emulação do estilo de gestão privada acentuou-se nessas
instituições públicas no decurso da última
década, e a privatização consumou-se em numerosos casos
(sobretudo na Itália, Países Baixos, Suécia e Reino Unido,
em que se verificaram cerca de trinta casos de pura privatização)
sem que, contudo, a origem dos fundos deixasse de continuar a ser
maioritariamente pública. Na União Europeia o tipo de propriedade
que predomina é a do governo central, a par, de fundação
sem fins lucrativos; a propriedade privada representa menos de 8% das unidades
no cômputo global; porém, o espectro é muito
variável de país para país (na Suécia e nos
Países Baixos o sector privado tem particular destaque, enquanto na
Alemanha, Finlândia, Espanha e Portugal é o sector fundacional que
se destaca). A privatização também tem assumido formas
diferenciadas da pura privatização; propriedade pública
gerida por entidade privada ou entidade privada com estatuto de interesse
público (ex.: Reino Unido), semi-pública (ex.: Suécia); em
sentido inverso (ex.: Espanha) associações privadas de
investigação industrial constituiram parcerias com entidades
públicas ou adquiriram estatuto semi-público; observa-se
também a constituição de associações ou
joint-ventures entre instituições públicas e
universidades, procurando tirar partido de sinergias entre as respectivas
competências e recursos.
Caracterizando as unidades de investigação europeias,
públicas ou semi-públicas, constante na base de dados de EUROLABS
(100 mil trabalhadores e 25 mil milhões/ano), conclui-se que
quase metade (46.000) dos trabalhadores científicos encontram-se em duas
dezenas de unidades com mais de 1000 trabalhadores cada, seguindo-se 34.000
trabalhadores em uma centena e meia de unidades com 100 a 499 trabalhadores
cada; estas duas tipologias de instituições absorvem cerca de 80%
desse potencial humano. A maioria de trabalhadores científicos
está afectada a grandes unidades do Commisariat à
l'Énergie Atomique e Instutut National de la Recherche Agronomique
(França), Wissenschaftsgemeinschaft Gottfried Wilhelm Leibniz e
Fraunhofer Gesellschaft zur Fordrung der Angewandten Forschung (Alemanha), etc.
As alterações estruturais nos sectores públicos de I&D
reflectem a emergência da I&D como uma importante área de
negócios. As ambiciosas metas do Conselho Europeu de Barcelona surgem,
entre outros aspectos, como sinal e estímulo a alterações
estruturais e ao maior protagonismo do capital privado nesta área de
actividade que, profundamente ligada à dinâmica económica,
se tornou ela mesma em importante sector económico. As unidades de
investigação desempenham a função de prestadores de
serviços especializados objecto de crescente aquisição
externa (out-sourcing) por grandes corporações ou
médias empresas e, em domínios de investigação
fundamental em que a evolução é mais rápida, podem
igualmente gerar descoberta e invenções próprias, com
impacto comercial.
A tendência para a comercialização de serviços de
I&D não apaga, porém, a realidade que numerosas
instituições científicas mantêm na sua missão
ou investigação fundamental ou investigação
aplicada de interesse público ou o fornecimento de resultados ou de
serviços à administração púbica. A
inteligência e a coerência governamental são factores
políticos insubstituíveis para a salvaguarda e o desenvolvimento
estratégico destes interesses, competências e actividades, sobre
os quais a comunidade científica exerce e deverá exercer
permanente vigilância.
APROPRIAÇÃO E ACUMULAÇÃO MONOPOLISTA DO CONHECIMENTO
Quando aludimos a conhecimento, pensamos na sua criação,
através da investigação científica, na sua
transmissão, através do ensino, e na sua difusão,
missão cultural dos estabelecimentos de ensino superior. Ora os
Espaços Europeu da Investigação e do Ensino Superior
são interdependentes e estão sinergicamente ligados, pois que as
Universidades são a principal sede do ensino superior e da
investigação científica na União Europeia.
Educação e Ciência, que se realizam através do
ensino e da investigação, são bens públicos a que
os cidadãos têm ou devem ter direito de livre acesso e
fruição. Porém, sabemos que a ideologia neoliberal, que
comanda a luta de classes por parte da oligarquia capitalista, procura
apropriar e privatizar todos os bens e reduzir os direitos e garantias
fundamentais dos povos.
Para o capital, o ensino e a investigação são processos de
produção, quer de mão-de-obra quer de
conhecimentos e invenções técnicas, que alimentam a
produção económica e a acumulação
capitalista. E, tal como nos ramos tradicionais da produção
económica, também o ensino e a investigação
são objectos de apropriação, e de progressiva
concentração e integração na
produção, sob o comando do capital financeiro.
Assim, sob o imperialismo, o conhecimento é também já
vítima da concentração para a produção
monopolista das grandes corporações europeias. Os Espaços
Europeus da Investigação e do Ensino Superior são
justamente quadros de doutrina e de acção para realizarem a
concentração, em grandes unidades de ensino e
investigação e em apertadas redes de articulação,
da produção e da transmissão de conhecimentos, de que o
capitalismo carece para prosseguir o seu crescimento
económico.
Quem ler uma das mais recentes comunicações da Comissão
Europeia, Ciência e Tecnologia: Chave para o Futuro da
Europa, datada de 16 de Junho de 2004 ficará mais esclarecido.
Aí se insiste, veementemente, na concentração nacional e
comunitária da investigação científica, na sua
focalização industrial, no incremento da força de trabalho
e na captação de cérebros do estrangeiro;
aí se introduzem duas novas áreas industriais
prioritárias, o espaço e a
segurança, ambas com contornos militaristas. E aí se
faz displicente condescendência a esquemas de apoio à
investigação fundamental, o cerne da investigação
livre, que fora reivindicada pela comunidade científica europeia, sob
múltiplas formas, no decurso dos dois anos anteriores.
Para confirmar a liderança neoliberal e os propósitos
imperialistas da construção europeia, leia-se ainda a
constituição europeia que aí está para
ratificação. Constataremos o valor subalterno que
é cometido à Ciência: a par da Tecnologia e do
Espaço. O conhecimento ao serviço dos interesses
económicos. Ou seja, os investigadores e os professores ao seu
serviço.
24/Out/2004
Este artigo encontra-se em
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