por Manuel Alexis Rodríguez
Um total de 13 (treze) bases militares estado-unidenses, localizadas
estrategicamente em países aliados de Washington, cercam actualmente a
Venezuela. Com o acordo em matéria de "cooperação e
assistência técnica em defesa e segurança", que a
Colômbia assinará com os EUA nas próximas semanas e
permitirá à tropa estado-unidense utilizar sete novas bases
militares naquele país, este número será aumentado para 20
(vinte).
Os Estados Unidos cercaram militarmente a Venezuela. A Norte o Mar
Caribe tem bases em Cuba, Porto Rico, Aruba e Curaçao. A Noroeste
América Central tem bases em El Salvador, Honduras e Costa
Rica, além da Escola das Américas no Panamá.
A Oeste tem três bases aliadas na Colômbia Arauca, Larandia
e Três Esquinas e dentro em breve serão dez
instalações militares. A Sul, os EUA manejam duas
instalações no Peru e outra no Paraguai.
O único motivo pelo qual os Estados Unidos não construíram
bases militares a Leste da Venezuela é porque desse lado o país
limita-se praticamente só com o Oceano Atlântico.
América Central
Na República de El Salvador encontra-se a Base Militar Comalapa, um
posto de Operações Avançadas (FOL, na sigla em
inglês) utilizado para a monitoragem satelital da região e para
apoio a outras bases. O seu pessoal tem acesso a portos, espaço
aéreo e instalações governamentais.
Na República de Honduras está a Base Soto Cano, em Palmerola.
É utilizada para práticas de radar e como estação,
proporcionar apoio para treino e missões em helicóptero que
controlam os céus e as águas região, cruciais em
operações militares. Ali se gerou o golpe de Estado contra o
presidente constitucional Manuel Zelaya.
Na Costa Rica possui a Base Militar Libéria que, como se localiza na
parte continental da América Central, funciona como centro de
operações durante negociações preliminares e
confidenciais.
Quanto ao Panamá, ainda que não possua nenhuma base militar,
funciona ali a Escola das Américas, actualmente denominada
"Instituto de Cooperação para a Segurança
Hemisférica", onde são treinados os mercenários
estado-unidenses.
América do Sul
Na Colômbia, os norte-americanos contam com três bases militares. A
primeira é a Base Militar de Arauca, concebida para "combater"
o narcotráfico naquele país mas utilizada realmente como ponto
estratégico para o controle da zona petrolífera, especialmente a
da Venezuela.
Outra instalação é a Base Militar de Larandia, que serve
como base de helicópteros dos EUA. Possui uma pista de aterragem para
bombardeiros B-51, uma capacidade operativa que ultrapassa o território
colombiano e permite uma cobertura para ataques a quase todo o Sul do
continente.
A terceira base na Colômbia é a Base Militar Três Esquina,
que serve para operações terrestres, heli-tácticas e
fluviais, além de se haver convertido num ponto estratégico para
ataques contra a guerrilha. Esta instalação é receptora
permanente de armamento, logística e serve para o treino de tropas de
combate.
A República do Peru tem duas bases militares estado-unidenses no seu
território: Iquitos e Nanay. O governo diz que estas bases pertencem
às forças armadas peruanas, mas foram construídas e
são utilizadas por soldados estado-unidenses que operam na zona fluvial
Nanay, na Amazonia peruana.
Na República do Paraguai encontra-se a Base Marechal Estigarribia, desde
Maio de 2005 quando o governo dos EUA firmou um tratado com a
administração paraguaia junto à cidade de Marechal
Estigarribia, província de Boquerón, no chamado Chaco Paraguaio.
O Caribe
A principal e também a mais antiga é a Base Naval de
Guantánamo, localizada próximo a Santiago de Cuba, a segunda
cidade mais importante do país. Foi construída em 1903 e abrange
uma área de 117,6 quilómetros quadrados, entre terra firme, mar,
água e pântano, ainda que delimite uma linha costeira de 17,5 km.
Em Porto Rico, estado associado aos EUA, localiza-se a Base de Vieques, uma
ilha adjacente de 35 km de comprimento. A base ocupa 70% do território
da ilha. Anteriormente operava ali o Comando Sul, agora localizado em Miami.
Vieques é agora utilizada para operações especiais e como
quartel regional do exército, da marinha e das forças especiais.
Além disso, há outras duas instalações dos EUA: a
Base Militar Rainha Beatriz em Aruba e a Base Militar Hatos em Curaçao.
São utilizadas para a monitoragem satelital e como apoio para o controle
de vigilância no Mar Caribe.
Mais sete bases
A decisão do Pentágono, o Ministério da Guerra dos Estados
Unidos, de instalar novas bases em solo colombiano surgiu no mesmo momento em
que o presidente do Equador, Rafael Correa, ordenou a expulsão e
desocupação da Base Militar e Aeronaval de Manta.
Esta instalação era o principal centro de espionagem
electrónica do Pentágono na América do Sul, através
de satélites. Era utilizada como plataforma logística de
inteligência militar para executar as operações que se
coordenam a partir do Comando Sul.
A nova administração Obama considerou que a prioridade era
procurar outra localidade que tivesse as mesmas características de
Manta, para assim poder manter a cobertura aérea da região.
O Ministério da Defesa colombiano enumera as bases:
-
as aéreas serão Malambo, no departamento Atlântico;
Palanquero, em Cundinamarca e Apiay, no Meta;
-
as do exército serão Tolemaida, em Cundinamarca e Larandia, em
Caquetá;
-
as navais serão as de Cartagena e Baía Málaga, no
departamento de Valle del Cauca.
Do mesmo modo, os Estados Unidos têm pretensões a instalar no
futuro quatro base adicionais: uma em Alcântara, no Brasil; outra na zona
de Chapare, na Boívia, uma mais em Tolhin, na província da Terra
do Fogo, na Argentina; e a última na zona conhecida como a
tríplice fronteira, localizada na fronteira do Brasil, Argetina e
Paraguai.
Alegam os Estados Unidos que todas estas bases militares são centros de
operações tácticas destinados a apoiar o que eles chamam
de "segurança hemisférica", expressão
relacionada com a velha Doutrina de Segurança Nacional de primeiro
isolar e a seguir acabar com qualquer governo oposto aos interesses de
Washington e do Pentágono. Como, por exemplo, o Governo Bolivariano da
Venezuela.
17/Agosto/2009
O original encontra-se em
http://www.abn.info.ve/noticia.php?articulo=196282&lee=16
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
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