Polícia de Hong Kong brutalizada por arruaceiros
Mas imprensa ocidental defende os depredadores
Há muito mais do que aquilo que se pode ver. A força policial de
Hong Kong está heroicamente a combater tanto os arruaceiros como uma
rede internacional complexa e extremamente perigosa que visa desestabilizar a
República Popular da China.
Nunca vi tamanho cinismo antes; um jornalismo de tal forma grosseiro como o
praticado em Hong Kong. Estou a falar em geral, mas também sobre o que
aconteceu em particular no domingo, 22 de Dezembro de 2019. Arruaceiros
agitando bandeiras azuis dos uigur
[NT]
, de Formosa, da Grã-Bretanha e dos EUA gritavam
"independência" e slogans como "A China é
terrorista", pelo centro da cidade, apenas a dois quarteirões de
distância do Centro Financeiro Internacional, enquanto a polícia
aguardava, pacificamente, com toda a sua proteção.
Jornalistas, reais e falsos, estrangeiros e locais, estavam lá, em plena
força, preparando claramente o cenário para os vis confrontos que
se seguiriam. Observei "meios de comunicação" a
actuarem, fotografei e filmei o seu envolvimento.
A verdade é que eles não estavam a fazer nenhuma reportagem; de
modo nenhum. Eles estavam participando, organizando coisas, provocando e
manipulando o que se passava.
Todas as câmaras e todos os telemóveis eram apontados directamente
para a polícia, nunca para os arruaceiros. Enquanto isso, os arruaceiros
gritavam contra a polícia, insultando brutalmente homens e mulheres de
uniforme. Esta parte foi, é claro, cortada; nunca será exibida em
Nova York, Paris, Berlim e Londres. Muitas vezes, nem mesmo é mostrada
em Taipé ou em Hong Kong.
O pessoal dos media estava claramente a aconselhar os arruaceiros que medidas
tomar e quando, de que ângulo atirar coisas, de onde atacar; como tornar
as acções "eficazes".
A certa altura, os arruaceiros começaram a atacar, atirando garrafas e
outros objectos à polícia.
Finalmente, a polícia teria pouca escolha a não ser reagir;
começaram a mover-se contra os arruaceiros. E foi então que todas
as câmaras começaram a funcionar. Aquele era o momento de
começar a "reportagem".
Como profissional, eu podia imaginar claramente como os resultados desta
"cobertura" distorcida apareceriam nas telas de televisão e
nas primeiras páginas dos jornais do ocidente: "Uma força
policial brutal e não provocada a atacar pobres e pacíficos
manifestantes amantes da liberdade e da democracia".
A insanidade, a loucura de tudo isso não tem limites. Ao meu lado,
apenas a dois metros de distância, vários membros do "corpo
de imprensa" estavam "ajudando-se uns aos outros do envenenamento por
gás lacrimogéneo". Lavavam freneticamente o rosto com
água, ajoelhando-se no meio da rua, fingindo estarem doentes. No
início, não senti efeitos do gás lacrimogéneo e,
após alguns minutos, detectei algo muito, muito suave no ar. Fotografei
jornalistas e depois fotografei meu próprio rosto, para mostrar que meus
olhos não foram afectados.
Era tudo uma enorme encenação, perfeitamente ensaiada, concebida
para manipular a opinião pública no Ocidente e na própria
Hong Kong.
Recentemente senti o verdadeiro gás lacrimogéneo de combate em
lugares como França, Chile, Bolívia e Colômbia. Esse
material faz quebrar uma pessoa ao meio; faz com que caia de joelhos, grite,
lute pela vida. Em Hong Kong, a força policial tem usado o gás
mais suave que já detectei em qualquer parte do mundo. Contudo, as
acções policiais em Hong Kong foram descritas como
"ultrajantes" por indivíduos como Benedict Rogers, dito
"activista de direitos humanos" e presidente de uma
organização não governamental com sede no Reino Unido, a
"Hong Kong Watch".
Tal como no passado, Rogers tem chamado acções da força
policial de Hong Kong, as quais visam defender a cidade contra a
coligação multinacional hostil, como "brutalidade
policial". Carrie Lam, Chefe do Executivo de Hong Kong, reagiu, declarando
que "o Natal em Hong Kong foi arruinado pelos manifestantes". O
governo de Hong Kong disse que houve incêndios criminosos e a
polícia foi atacada com bombas de gasolina.
Durante o meu recente trabalho em Hong Kong percebi que a
situação estava a deteriorar-se dramaticamente e a força
policial agora enfrenta desafios muito maiores do que em Setembro e Outubro de
2019. Se bem que o número de arruaceiros esteja a diminuir, os que
permanecem nas ruas (e em refúgios subterrâneos) são muito
mais organizados e mais bem financiados, principalmente do exterior. Tanto os
canais de financiamento quanto a propaganda de apoio aos arruaceiros
estão a funcionar profissionalmente e são incrivelmente bem
coordenados. O financiamento por parte do Ocidente é enorme.
Para Hong Kong e para a sua força policial, a situação
é cada vez mais perigosa.
As forças externas que operam no território de Hong Kong
são diversas e geralmente muito brutais. Incluem
organizações de direita de Formosa, seitas religiosas japonesas,
uigures apoiados pelo Ocidente, grupos de militantes fascistas ucranianos, bem
como propagandistas europeus e norte-americanos, que se apresentam como corpo
de imprensa. Existem várias ONGs ocidentais anti-RPC espalhando
ódio contra Pequim, em Hong Kong e em toda a região à sua
volta.
Os próprios arruaceiros estão cada vez mais radicalizados, agora
frequentemente parecem-se com os grupos islâmicos extremistas do
Médio Oriente. Foram sujeitos a uma completa lavagem ao cérebro,
usam mulheres de conforto e consomem narcóticos como o "ice",
anfetaminas e algumas ditas "drogas de combate", que já foram
injectadas em lugares como a Síria e o Iémen, pelo Ocidente e
seus aliados sauditas.
Como correspondente de guerra que trabalhou e trabalha regularmente em lugares
como Afeganistão, Iraque e Síria (todos estes países foram
danificados e depois destruídos por ataques ou ocupações
ocidentais), fico chocado ao ver o Ocidente usar em Hong Kong; as mesmas
estratégias desestabilizadoras utilizadas no Médio Oriente e na
Ásia Central.
É óbvio que o desejo de Washington, Londres e outros de
prejudicar a China é demasiado grande e não cessará,
não importa o custo.
A verdade oculta é que a força policial de Hong Kong agora
enfrenta um grupo de adversários tremendo e extremamente perigoso.
Não se trata apenas de um bando de rufias com lenços pretos
cobrindo o rosto que ameaçam a segurança da cidade e de toda a
República Popular da China. Estes são apenas a vanguarda o
que as pessoas podem ver. Por trás deles, existem forças de
direita internacionais complexas e diversas: políticas, religiosas e,
sim, terroristas.
Neste momento, a heróica força policial de Hong Kong é a
única fina linha azul que separa a cidade da anarquia e, possivelmente,
do colapso iminente.
01/Janeiro/2020
[NT] Os uigures, povo de origem turcomana, vivem principalmente na
região autónoma chinesa de Xinjiang, no extremo oeste do
país. São uma das 56 etnias oficialmente reconhecidas pela RPC.
Esta região está a ser alvo de conspiração
ocidental, fomentando o separatismo através do radicalismo
islâmico.
[*] Filósofo, romancista, cineasta e jornalista de
investigação. Tem coberto guerras e conflitos em dezenas de
países. Alguns dos seus últimos livros são: China
Belt and Road Initiative: Connecting Countries; Saving Millions of Lives";
"China with John B. Cobb, Jr., Revolutionary Optimism; Western Nihilism; a
novela revolucionária "Aurora" e o best-seller
político: "Exposing Lies Of The Empire". Ver
Books Depository
.
O original encontra-se no
China Daily
e em
www.informationclearinghouse.info/52778.htm
Este artigo encontra-se em
https://resistir.info/
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