Os que Uribe pretende libertar não são das FARC
por Presos e Presas das
FARC
Comunicado à opinião pública 1- O governo nacional equivoca-se ao pretender cinicamente que nós os prisioneiros de guerra e presos políticos das FARC-EP nos reinsiramos na segunda fase da Lei de Justiça e Paz, como tentou desesperadamente no dia 28 de Maio nas diversas prisões do país. 2- Esta manobra só pretende desviar a atenção da grave crise institucional gerada pela parapolítica, além de adubar o terreno para a impunidade dos delitos cometidos por altos funcionários do Estado. 3- Nós não estamos dispostos a negociar princípios e declaramos ao senhor presidente, à comunidade internacional e ao povo que a única forma real é a troca de prisioneiros, que além disso pode ser o ponto de partida para alcançar caminhos em direcção à paz do Justiça Social, como declarou nosso secretariado nacional a quem ratificamos nossa subordinação pois continuamos a estar à sua disposição. 4- Convidamos o povo, os países amigos, os familiares dos presos e os próprios presos a não se deixarem enganar e a exigir ao governo nacional a evacuação [dos dois municípios] e que se sente para negociar sem dilações a troca de prisioneiros que é o clamor nacional. Presos Políticos prisioneiros de guerra do Norte Oriente FARC-EP Prisão de Girón Girón (Santander), 29 de Maio de 2007 À opinião pública nacional e internacional Os presos políticos e prisioneiros de guerra recolhidos no Estabelecimento Penitenciário de Média Segurança Doña Juana de La Dorada Caldas, antiga via El Palmar Barrio Las Ferias, damos conhecimento aos media nacional e internacionais do seguinte: 1- A 28 de Maio de 2007, por iniciativa do governo nacional, efectuou-se no interior da instituição um inquérito relacionado com o programa que o executivo está a promover para extrair o Intercâmbio Humanitário tão ansiado pelo povo colombiano. 2- Nós os presos políticos e prisioneiros de guerra recolhidos no Establecimiento Penitenciario de Mediana Seguridad Doña Juana de La Dorada Caldas abstemo-nos rotundamente em sermos participantes do mencionado programa, pois o governo na sua programação deve ter muito claro que nosso percurso revolucionário decorre sob os parâmetros de uma directriz. 3- Fontes fidedignas puseram-nos de sobre aviso no que se refere à finalidade da concessão da nossa liberdade. Os ex-integrantes do outrora movimento M19 paulatinamente foram vítimas das balas traidoras e assassinas. Dorada Caldas, 30 de Maio de 2007. Presos políticos e prisioneiros de guerra recolhidos no Pavilhão Nº 3 no Estabelecimento Penitenciário de Média Segurança Doña Juana de La Dorada Caldas. Comunicado à opinião pública Nós as detidas e os detidos prisioneiros de guerra que pertencemos às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia Exército do Povo, recolhidos no EPC de Picaleña de Ibagué, exprimimos o que se segue acerca da publicitada proposta de desencarceramento apresentada pelo governo do presidente Uribe, que denominou "Plano do Governo Nacional para alcançar a paz e a tranquilidade do Povo Colombiano". Diante disto: 1- Recusamos esta proposta e entendemo-la como uma falsidade que tenta criar uma cortina de fumo sobre a situação gerada pelo processo da NARCOPOLÍTICA. 2- Os que se beneficiam com o desencareramento são aquelas pessoas que há anos atenderam ao apelo e vincularam-se ao processo de justiça e paz, que foram enganados por esta política da desonra e, além disso, hoje não são militantes das FARC. 3- Ratificamos que o nosso compromisso é com as FARC-EP e com o povo, e não com o hoje cada vez mais deslegitimado Estado oligárquico. 4- Mantemos a convicção de uma paz com justiça social, não só com o silenciamento dos fuzis como também em resultado de uma saída política para o conflito armado. 5- Defendemos a troca de prisioneiros de guerra, a partir de um acordo humanitário, como meio para alcançar a liberdade das pessoas retidas por ambas as partes. Prisioneiros e prisioneiras de guerra retidos(as) em Picaleña Comunicado dos presos políticos e prisioneiros de guerra das FARC-EP no Estabelecimento Penitenciário de Alta e Média Segurança de Valledupar Nós os presos políticos e prisioneiros de guerra das FARC-EP recolhidos no estabelecimento penitenciário de alta e média segurança de Valledupar dizemos que o desencaramento maciço de guerrilheiros é outro tipo de Farsa promovido pelo governo através do programa de reinserção para promover o discurso da segurança democrática. Por isso nós os presos políticos e prisioneiros de guerra não aceitamos o que evidentemente é outra cortina de fumo para favorecer a parapolítica. A única possibilidade real de que nós os presos políticos e prisioneiros de guerra das FARC-EP sairmos das masmorras do regime será mediante o acordo humanitário gestionado pelos nossos porta-vozes oficiais designados pelo Secretariado. Esperaremos com dignidade e decoro que isto se verifique. É claro que os mil "guerrilheiros" anunciados hoje 30 de Maio de 2007 pelos media não correspondem às fileiras das FARC-EP, é outra farsa que sustenta outra das montagens bandeira de Álvaro Uribe Véléz. Assina, Oswaldo Diaz Alfaro, Representante dos presos políticos das FARC-EP na penitenciária de Valledupar. Valledupar, 30 de Maio de 2007. O original encontra-se em http://www.resumenlatinoamericano.org Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ . |