por Michael Hudson
entrevistado por Ellen Brown e Walt McRee
O presente texto resulta de uma entrevista dada por Michael Hudson à
advogada e ativista social, Ellen Bronw e a Walt McRee, fundador e dirigente do
Public Banking Institute, (instituição não lucrativa),
disponível em
It's Our Money podcast
. Michael Hudson é um dos mais importantes e clarividentes economistas
atuais. O interesses das suas afirmações é
reforçado pelo facto de que, no que se refere à Reserva Federal
dos EUA, à finança e ao neoliberalismo, se aplica ao BCE e ao
sistema socioeconómico vigente, ou antes, imposto, na UE.
Walt McRee A devastação económica global produzida
pela especulação originada pelo mercado livre, teve como
resultado cidadãos angustiados e espoliados indo para as ruas às
centenas de milhares nas cidades de todo o mundo, sendo prosseguida a
exploração destrutiva dos recursos do planeta. O culpado é
um sistema económico neoliberal envelhecido que produz uma desigualdade
social histórica enquanto consolida o poder nas mãos de poucos. O
nosso convidado, o conceituado economista Michael Hudson, diz que esse sistema
é mais neofeudal do que neoliberal e que os seus inerentes
excessos estão prestes a derrubá-lo. Ellen relata que um exemplo
de sua morte pode estar no México, onde o seu novo presidente
está a criar novos bancos públicos para ajudar a resolver algumas
de desigualdades neoliberais.
Michael Hudson Há um reconhecimento de que os bancos comerciais
se tornaram disfuncionais e que a maioria dos empréstimos dos bancos
comerciais são baseados em ativos, inflacionando os preços de
imóveis, ações e títulos ou empréstimos para
adquirir ou tomar posição em empresas.
A economia de baixo rendimento não foi ajudada pelo sistema financeiro
atual. Na cidade de Nova York, são sistematicamente negados
vários serviços por agências governamentais federais,
governos locais e setor privado, aos residentes de bairros pobres ou
comunidades específicas principalmente negros uma classe
visceralmente odiada pela alta finança. Do topo à base, eles
foram muito claros: não iriam emprestar dinheiro para locais com
minorias raciais como o Lower East Side. O Chase Manhattan Bank disse-me que o
motivo era explicitamente étnico e que eles não queriam lidar com
pessoas pobres.
Muitas pessoas nesses bairros costumavam ter bancos de poupança. Havia
135 bancos de poupança mútua na cidade de Nova York com nomes
como o Bowery Savings Banks, o Dime Savings Bank, o Immigrant Savings Bank.
Como os seus nomes mostram, deveriam servir especificamente os bairros de baixo
rendimento. Mas nos anos 80 os bancos comerciais convenceram os bancos de
poupança mútua a deixarem-se adquirir. As reservas de capital dos
bancos de poupança acabaram por ser saqueadas pela Wall Street. O
património dos depositantes foi esbulhado (mantendo os seus
depósitos, como garantia). Sheila Bair, ex-presidente da
Federal Deposit Insurance Corporation, disse-me que a narrativa de cobertura contada pelos bancos comerciais era que
seriam suficientemente grandes e terem mais reservas de capital para concederem
empréstimos nos bairros de baixo rendimento. A realidade foi que, em vez
disso, simplesmente extraíram receita desses bairros. Grandes partes das
maiores cidades da América, de Chicago a Nova York e outras,
estão sem bancos devido à transformação de bancos
comerciais de prestadores de hipotecas a apenas coletores de receita. Isso
deixa como principal recurso nesses bairros os credores do dia do pagamento,
que aplicam taxas de juros usurárias. Esses credores tornaram-se novos
grandes clientes dos banqueiros de Wall Street, não os pobres que
não têm acesso comparável ao crédito.
Além dos bancos de poupança também havia os
serviços bancários dos correios. Quando fui trabalhar para a Wall
Street na década de 1960, 3% da poupança dos EUA dava-se em
poupanças nos correios. A vantagem, é claro, é que os
correios estavam em todos os bairros. Então, na verdade, havia um banco
comunitário local como bancos de poupança não como
os bancos comunitários de hoje, que são bancos comerciais,
emprestando amplamente a especuladores imobiliários para capitalizar
apartamentos de aluguer em cooperativas pesadamente hipotecadas, com encargos
financeiros muito mais altos. Agora há uma privação de
serviços bancários básicos em boa parte da economia,
combinada com um sistema bancário comercial cada vez mais disfuncional e
predatório.
A questão é: o que acontecerá na próxima vez que
houver um colapso bancário? Sheila Bair escreveu após o crash de
2008, que o banco mais corrupto era o Citibank não apenas
corrupto, mas incompetente. Ela queria assumir o controlo. Mas Obama e seu
secretário do Tesouro, Tim Geithner, atuaram como lobistas do Citibank
desde o início, protegendo-o de ser adquirido.
Mas imagine o que teria acontecido se o Citibank se tornasse um banco
público ou outros bancos que estão prestes a ter
património líquido negativo havendo uma queda no mercado de
ações e títulos e imóveis. Imagine o que
aconteceria se fossem transformados em bancos públicos. Seriam capazes
de fornecer o tipo de crédito que o sistema bancário comercial se
recusou a fornecer, crédito a negros, hispânicos e pessoas pobres
que acabaram de se alinhar no que está a tornar-se uma dupla economia
polarizada financeiramente, uma para os ricos e outra para todos os demais.
Walt McRee O poder desse domínio, é claro, está no
cartel bancário. Eles consideram os bancos públicos uma
ameaça. Ao que parece eles odeiam qualquer tipo de
competição.
Michael Hudson Claro que são uma ameaça.
Walt McRee E mesmo quando dizemos que não vamos perseguir os
negócios que eles já fazem, porque não estão a
emprestar às pequenas, médias empresas e assim por diante,
queremos apenas ocupar-nos das infraestruturas que vocês não
querem financiar, mesmo assim resistim. Como seremos capazes de superar isto?
Michael Hudson Acho que se teria de dizer que é claro que
não se retirariam os negócios deles, porque o banco
público da comunidade ou o banco do governo não faria
empréstimos a grandes empresas ou aquisições especulativas
de produtos derivados. Isto não criaria uma sobrecarga disfuncional no
crédito e dívida que se vem a expandir desde 1999, quando o
governo Clinton mudou as regras bancárias.
O problema é que os grandes bancos comerciais não querem
empréstimos do tipo produtivo que os bancos públicos dariam. Por
exemplo, a razão pela qual eles não quiseram estender o
crédito para o Lower East Side ou o Hudson Yards, no oeste de Nova York,
era porque queriam expulsar os seus residentes, fornecendo dinheiro às
grandes empresas do imobiliário que demoliram socialmente esses bairros.
A política deles é expulsar o maior número possível
de locatários ou proprietários de baixo rendimento e
substituí-los, aumentando os alugueres de 50 dólares por
mês para 5 000 dólares por mês. Foi o que aconteceu no Lower
East Side desde que lá morei até hoje.
Há uma luta do setor improdutivo da economia contra as pessoas que
desejam usar o crédito de maneira produtiva que na realidade ajuda a
economia. Eu acho que é uma luta entre o bem e o mal, pelo menos entre a
economia produtiva e improdutiva, entre a economia para as pessoas e a economia
para o 1%.
Ellen Brown Eu pergunto-me, no entanto, se o Fed vai permitir que os
bancos entrem em colapso novamente, com o que fizeram no mercado de derivados.
Eles podem intervir a qualquer momento para salvar algum. Não sei se o
Congresso tem alguma palavra a dizer. O que acha?
Michael Hudson Acho que está certa. Conversei com Paul Craig
Roberts e discutimos se eles podem continuar a manter vivos esses bancos
zumbis. Poderão manter a economia zumbi super endividada, viva pela
Reserva Federal manipulando os mercados de ações e títulos
a prazo para apoiar os preços? Na verdade, o Fed não precisa
comprar ações e títulos além dos 4 milhões
de milhões que já foram investidos no Quantitative Easing. Pode
simplesmente manipular o mercado a prazo. Isso realmente não custa nada
até que o grande acidente ocorra. Então, acho que se deve
discutir o que o presidente Trump diz ser o boom que ele criou com o mercado de
ações a subir. Isso significa que a economia está ficando
mais rica? Estaremos bem com os bancos comerciais da forma como funcionam, para
não precisarmos de um banco público?
Acho que é preciso expor o facto de que o que aconteceu é uma
intervenção artificial do Estado. O que temos, em nome do apoio
ao mercado livre dos bancos, não é um mercado livre. É um
mercado altamente centralizado para apoiar a riqueza do setor financeiro
predatório contra o resto da economia. A riqueza do sector financeiro
assume a forma de crédito para a restante economia, extraindo juros e
amortizações, ao mesmo tempo que realiza empréstimos
simplesmente para aumentar os preços de ativos de imóveis e
títulos financeiros, não colocando novos meios de
produção que permitiriam criar empregos. Então tem que se
ir além da questão dos bancos públicos e examinar o
contexto político. Por fim,
a maneira de se defender os bancos públicos é mostrar como a
economia funciona e como os bancos públicos podem desempenhar um papel
positivo na economia, como esta deveria funcionar.
Ellen Brown Pode explicar-nos o que quis dizer com empréstimos a
prazo?
Michael Hudson Não se trata de empréstimos a prazo, mas de
muitas compras. Em relação à média Dow Jones do
mercado de ações, eles lançam ordens de compra para todas
as suas ações ou as da S&P 500 num mês, numa semana ou
qualquer que seja o prazo, pelo valor X digamos, 2% sobre a
cotação de hoje. Bem, quando a equipa de proteção
contra quedas emitir uma garantia de compra, o mercado aumentará os
preços de oferta dessas ações até ao que o Fed e o
Tesouro prometam pagar por elas. Quando os preços sobem, o Fed
não precisa comprar essas ações, porque todos tinham
previsto que o Fed as compraria até esses 2% de ganho. Portanto,
é uma profecia auto-realizável. Estamos lidando com um governo
administrado pelos bancos e com o poder dos credores para aumentar
artificialmente os preços dos ativos, pelo crédito.
Isso mantém vivo um sistema que se apresenta como criador de
prosperidade. Mas não cria prosperidade para os 99%. A banca
pública visaria a prosperidade para os 99%, não apenas para o 1%.
Ellen Brown Estou a escrever sobre Andrés Lopez Obrador,
presidente do México, que anunciou em janeiro que construirá 2
700 agências de um banco público nos próximos dois anos.
Esperam ter 13 mil agências no final, por isso será o maior banco
do país. O raciocínio deles é exatamente o que está
a dizer, que os bancos faliram e não atenderam os pobres. O seu mandato
é ajudar os pobres, e ele não pode fazer isso se não
tiverem serviços bancários.
Michael Hudson Esse banco é nacional?
Ellen Brown Sim, em todo o país.
Walt McRee Sabemos que uma fonte monetária pública
é uma utilidade pública. A nossa visão é criar uma
rede de bancos públicos locais e estaduais. Isso nos leva à
visão de que o que realmente precisamos ter como alvo é a Reserva
Federal, para transformá-la numa entidade pública. Isto é
loucura ou...
Michael Hudson Acho que a maneira de levar as pessoas a apoiar isso
é entenderem como a Reserva Federal foi criada. Há alguns anos,
publiquei um artigo numa revista económica indiana (acho que está
no meu site), sobre como o Fed foi criado. Houve uma luta da Wall Street
liderada por J.P. Morgan. Os Estados Unidos tiveram um banco central federal
até 1913 o Tesouro. Até 1913, o Tesouro fazia tudo o que o
Fed começou a fazer. A ideia de criar a Reserva Federal foi tirar poder
ao Tesouro. O Tesouro nem sequer ficou autorizado a participar na
Administração como proprietário de ações. A
ideia era afastar a tomada de decisões de Washington e da
política democrática, isolando o sistema financeiro do sistema
político democrático, transferindo o controlo para os centros
financeiros privados Wall Street, Chicago e outros distritos da Reserva
Federal, que eram os mesmos distritos em que o Tesouro já havia dividido
o país. Lembre-se, essas foram as décadas que antecederam a
Primeira Guerra Mundial, quando houve uma revolução
social-democrata
[1]
da Europa para os Estados Unidos. Uma ideia condutora era democratizar o
sistema bancário.
Wall Street desenvolveu muito rapidamente uma contra-estratégia. E a
contra-estratégia foi o Fed. Nós, ambos, pretendemos reverter a
contra-revolução montada contra a economia clássica e a
social-democracia. A entidade da qual está falando provavelmente estaria
sob a égide do Tesouro. A economia seria colocada novamente na
direção em que o mundo estava a mover-se antes da Primeira Guerra
Mundial, que destruiu esses esforços.
Pode falar-se em nacionalizar o Fed. Eu sei que as pessoas não gostam da
palavra nacionalização. Que tal desprivatizar ou desqualificar o
Fed? É preciso apresentar o Fed como tendo roubado políticas
económicas e financeiras do domínio público. Tornou-se
parte do projeto neoliberal que se formou na Áustria na década de
1930. Você está tentando restaurar a visão económica
clássica de crédito produtivo versus improdutivo, trabalho
produtivo versus improdutivo e dinheiro público em
oposição ao dinheiro privado. Essas distinções
foram apagadas pela contra-revolução neoliberal censitária.
Não é que você seja radical, essas pessoas é que
fizeram uma revolução radical para afastar o sistema financeiro
da democracia. Você procura restaurar a visão clássica de
democracia, redemocratizando finanças e bancos.
Walt McRee Quero agradecer-lhe por dizer isso, Michael, porque a
privatização da Reserva Federal é muito mais precisa e
poderosa. Lembra-se de trocarmos uma frase quando eu disse "engano
institucionalizado". Mas digamos que antes disso, Stephanie Kelton entra
para lá, ou alguém da Moderna Teoria Monetária (MMT)
[2]
entra num novo governo antes de desprivatizar o Fed. O MMT tem um lugar para
se concretizar ou emergir nesse ambiente?
Michael Hudson Pode-se deixar os bancos comerciais fazer o que
estão fazendo, mas não seria fornecido crédito ao Fed para
eles sobrecarregarem a economia com dívida improdutiva. A questão
é: se se criar um banco comunitário real num setor
bancário público, onde conseguirá o dinheiro para
emprestar? Como fornecemos dinheiro para as áreas mais restritas da
economia, para realmente financiar investimentos na economia real e
necessidades das pessoas, não apenas empréstimos
predatórios? O modo como a MMT entra é muito parecido com o plano
de Chicago para reservas de 100%. Esses bancos comunitários
precisarão de crédito criado pelo Tesouro além dos
depósitos que levantam nas suas áreas locais.
Eles precisam de mais dinheiro. A MMT concede crédito a esses bancos em
troca das origens dos valores de caráter produtivo, em
condições que os mutuários possam pagar, com hipotecas
realistas, mesmo para construir habitações. O novo Fed de que
estamos a falar será um dos principais depositantes e será o
provedor dos depósitos e reservas de capital aos bancos. De momento,
forneceu 4 milhões de milhões em crédito Quantitative
Easing aos bancos, não para investir na economia, mas apenas para
inflacionar o mercado de ações e títulos e tornar a
habitação mais cara. Não seria muito melhor conceder
crédito aos bancos comunitários que realmente disponibilizariam
crédito para fins económicos produtivos e não
empréstimos para aquisição de empresas,
ações e especulação de ativos?
Crédito produtivo era o que todos esperavam que os bancos desenvolvessem
no final do século XIX. A Alemanha e a Europa Central estavam a liderar
o caminho. Foi chamado de sistema bancário europeu, em
oposição ao bancário anglo-americano. (Discuto esse
contraste em
Killing the Host
). Isto foi essencialmente feito seguindo o modelo clássico, tal como
todos esperavam que os bancos evoluíssem antes da Primeira Guerra
Mundial.
Ellen Brown Foi sobre isso que escrevi no meu último livro. O Fed
é onde se deve obter crédito, para que não se precise
pedi-lo de outro lugar. As pessoas acham que isso de recompra é
artificial. É re-hipotecar. Uma parte possui as garantias à
noite, a outra parte durante o dia. Não passa de ilusão parecer
que obtiveram algo que realmente não existe. Então, vamos
simplesmente reconhecer que todo dinheiro é apenas crédito. E,
como diz, se se tem um bom empréstimo, um bom projeto a ser monetizado,
esse é o objetivo de um banco. Isso transformará a produtividade
futura em algo que se poderá despender no mercado. E o banco central
estará aí para fornecer o crédito.
Michael Hudson Está certo. A minha maneira de descrevê-lo
é olhar a história, mostrar que essa não é uma
ideia utópica. Foi o que tornou os bancos alemães e da Europa
Central muito mais produtivos nas décadas que antecederam a Primeira
Guerra Mundial. Portanto, na verdade, temos exemplos históricos de bons
serviços bancários versus maus bancos. Mas os predadores, no
final, venceram.
Ellen Brown Bem, em relação a todo esse processo de
recompra, um grande problema que temos com os bancos públicos é a
exigência de garantia de 110% na Califórnia. Como é que um
banco pode fazer empréstimos se tiver que usar os seus depósitos
para comprar títulos algo seguro e com juros baixos para garantir
os depósitos? Parece-me que o que os grandes bancos fazem e acho
que poderíamos fazer é pegar nesses depósitos e
comprar títulos federais a 1,5%, e então usar os títulos
como garantia no mercado de recompra, onde eles pagam 1,5%. Por outras
palavras, eles pagam 1,5% e ganham 1,5%. Eles recebem o dinheiro de
graça. Eu acho que nós poderíamos fazer isso
também. Ou apenas alguns jogadores estão autorizados a jogar esse
jogo e não podemos entrar?
Michael Hudson Penso que uma das coisas que você e outros
progressistas recomendam é que o Fed pare de pagar aos bancos pelos seus
depósitos de reserva. Pare de dar-lhes a oferta gratuita. Pode-se dizer:
"Somos contra
os maiores beneficiários de assistência social do país. Mas
esses não são as pessoas em que se pensa. São os bancos da
Wall Street. Esses hipócritas querem limitar a Previdência Social
para equilibrar o orçamento. Querem limitar os cuidados médicos e
os serviços sociais e tornarem-se os únicos beneficiários
da assistência social".
(continua)
NT
[1) O que quer que a social-democracia tenha feito ou defendido então
(Lenine e Rosa Luxemburgo escreveram sobre isso) nada tem que ver com a
social-democracia atual (seja de direita ou dita de esquerda) que defende e
pratica o neoliberalismo e apoia o poder da finança privada. Quando
muito limita-se a propor medidas cosméticas de propaganda, deixando
intocável o essencial.
[2]
O MMT é uma teoria macroeconómica que considera que a
emissão de moeda deve constituir um monopólio público. O
governo deve também usar a política fiscal para alcançar o
pleno emprego, criando dinheiro novo para financiar as compras e os
investimentos do sector público..
O original encontra-se em
www.informationclearinghouse.info/54045.htm
. Tradução de DVC.
Este artigo encontra-se em
https://resistir.info/
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