A consequência do globalismo é a instabilidade mundial
por Paul Craig Roberts
Se o coronavirus se demonstrar grave, como parece neste momento, muitas
economias poderiam ser afectadas adversamente. A China é a fonte de
muitas peças fornecidas a produtores em outros países e a China
é a fonte dos produtos acabado de muitas firmas estado-unidenses, tal
como a Apple. Se os despachos não puderem ser feitos, as vendas e a
produção fora da China serão afectadas. Sem receitas,
empregados não podem ser pagos. Ao contrário da crise financeira
de 2008, isto seria uma crise de desemprego e bancarrota de grandes
corporações manufactureiras e de marketing.
Este é o perigo ao qual o globalismo nos torna vulnerável. Se
corporações estado-unidenses produzem nos EUA produtos que possam
comerciar nos EUA e no mundo, uma epidemia na China afectaria apenas suas
vendas chinesas, não ameaçaria as receitas das companhias.
As pessoas descuidadas que construíram o "globalismo" passaram
por alto que a interdependência é perigosa e pode ter
consequências inesperadas maciças. Com ou sem uma epidemia, os
abastecimentos podem ser cortados por um certo número de razões.
Exemplos: greves, instabilidade política, catástrofes naturais,
sanções e outras hostilidades e assim por diante. Claramente,
estes perigos para o sistema não são justificados pelo custo do
trabalho mais baixo e os consequentes ganhos de capital para accionistas e
bónus para executivos corporativos. Só o um por cento beneficia
do globalismo.
O globalismo foi construído por pessoas motivadas pela cobiça a
curto prazo. Nenhuma das promessas do globalismo foi cumprida. O globalismo
é um erro maciço. Contudo, quase por toda a parte líderes
políticos e economistas protegem o globalismo. Lá se foi a
inteligência humana.
Neste momento, é difícil entender a histeria sobre o coronavirus
e as previsões de pandemia global. Na China há cerca de 24 mil
infecções e 500 mortes numa população de 1,3 mil
milhões de pessoas. Isto é uma doença inconsequente. Em
comparação com a gripe sazonal comum que infecta milhões
por todo o mundo e mata 600 mil pessoas, o coronavirus até agora nada
representa. Infecções fora da China são mínimas e
parecem serem limitadas ao povo chinês. É difícil saber ao
certo, devido à relutância em identificar pessoas pela raça.
Mas a China tem enorme áreas em quarenta e as viagens para e do
país são restringidas. Nada como estas precauções
são tomadas contra a gripe sazonal. Até agora nesta
estação de gripe só nos EUA adoeceu 19 milhões de
pessoas, hospitalizou 180 mil e matou 10 mil. O relatório mais recente
é que 16 pessoas nos EUA (possivelmente todas chinesas) vieram abaixo
com o coronavirus e nenhuma morreu.
www.cnbc.com/...
Talvez o coronavirus esteja apenas a fazer aquecimento e muito pior esteja para
vir. Se assim for, o Produto Interno Bruto (PIB) global tomará uma
pancada. Quarentenas impedem trabalho. Produtos acabados e peças
não podem ser fabricadas e despachadas. Vendas não podem
efectuar-se sem produtos para vender. Sem receitas as companhias não
podem pagar empregados e outras despesas. Rendimentos declinam por todo o
mundo. Companhias vão à bancarrota. Pode-se partir disto.
Se uma pandemia mortal do coronavirus ou de alguma outra irrompe e houver uma
depressão mundial, deveríamos ter muito claro na nossa mente que
o globalismo foi a causa. Países cujos governos são tão
imprudentes ou corruptos que tornam as suas populações
vulneráveis a eventos destrutivos no exterior são medicamente,
economicamente, socialmente e politicamente instáveis.
A consequência do globalismo é a instabilidade mundial.
05/Fevereiro/2020
Ver também:
Coronavirus Epidemic: WHO Declares a "Fake" Global Public Health Emergency
O original encontra-se em
www.paulcraigroberts.org/...
Este artigo encontra-se em
https://resistir.info/
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