A queda pós pandémica
A pandemia do coronavírus assinala o fim da mais longa expansão
económica dos EUA desde que há registo e assinalará a mais
aguda contracção económica desde a II Guerra Mundial.
A economia global estava a enfrentar o pior colapso desde a II Guerra Mundial
quando em Março o coronavírus começou a atacar, muito
antes do auge da crise, de acordo com o mais recente índice de
acompanhamento da Brookings-FT.
O ano de 2020 será o primeiro, desde a II GM, de queda global do PIB. E
foi apenas nos anos finais da II GM que a produção caiu.
Economistas da JPMorgan
consideram que a pandemia poderia custar ao mundo pelo menos US$5,5
milhões de milhões
(trillion)
em produção perdida ao longo dos dois anos seguintes, maior do
que a produção anual do Japão. E estará perdida para
sempre. Esse valor representa quase 8% do PIB até o fim do
próximo ano. O custo só para as economias desenvolvidas
será semelhante ao das recessões de 2008-2009 e de 1974-1975.
Mesmo com níveis de estímulo monetário e orçamental
sem precedentes, é pouco provável que o PIB retorne à sua
tendência anterior à crise até pelo menos 2022.
O Banco de Pagamentos Internacionais (BIS, na sigla em inglês) advertiu
que esforços nacionais desconexos poderiam conduzir a uma segunda vaga
de casos, um cenário de pior caso que deixaria o PIB dos EUA cerca de
12% abaixo do seu nível anterior ao vírus até ao final de
2020. Isto é muito pior do que na Grande Recessão de 2008-9.
A economia dos EUA perderá 20 milhões de empregos segundo
estimativas da
@OxfordEconomics
, provocando a maior ascensão da taxa de desemprego desde a Grande
Depressão e afectando severamente 40% dos postos de trabalho.
E há a situação das chamadas "economias
emergentes" do "Sul Global". Muitas delas são
exportadoras de
commodities
básicas (como energia, metais industriais e alimentos agrícolas)
os quais, desde o fim da Grande Recessão, tiveram os preços a
despencar.
E agora a pandemia está a intensificar esta contracção.
Prevê-se que a produção económica em mercados
emergentes caia 1,5% este ano, o primeiro declínio desde que
começaram registos confiáveis em 1951.
O Banco Mundial considera que em 2020 a pandemia pressionará a
África sub-saariana para a recessão, pela primeira vez em 25
anos. No seu relatório Africa Pulse o banco diz que a economia da
região contrairá 2,1% a 5,1% do crescimento de 2,4% no ano
passado, e que o novo coronavírus custará à África
sub-saariana US$37 a US$79 mil milhões em perdas de
produção este ano devido à interrupção do
comércio e da cadeia de valor, dentre outros factores. "Estamos a
encarar um
colapso do preço das commodities
e um colapso no comércio global diferente de qualquer coisa que
tenhamos visto desde a década de 1930", disse
Ken Rogoff, o antigo economista chefe do FMI
.
Mais de 90 "países emergentes" indagaram acerca de salvamentos
(bailouts)
do FMI cerca da metade dos países do mundo enquanto pelo
menos 60 procuraram recorrer aos programas do Banco Mundial. As duas
instituições, em conjunto, dispõem de recursos até
US$1,2 milhões de milhões que disseram disponibilizar para
combater as consequências económicas da pandemia, mas esse
número é ínfimo quando comparado com as perdas de
rendimento, PIB e saídas de capital.
Desde Janeiro, cerca de US$96 mil milhões saíram dos mercados
emergentes, de acordo com dados do Institute of International Finance, um grupo
bancário. Isso é mais do triplo dos US$26 mil milhões
saídos durante a crise financeira global de uma década
atrás. "Uma avalanche de crises de endividamento público
vai certamente seguir-se", afirmou, e "o sistema não consegue
lidar com tantos incumprimentos e reestruturações ao mesmo
tempo", afirmou Rogoff.
No entanto, em muitos quadrantes reina o optimismo de que, uma vez acabados os
confinamentos
(lockdowns),
a economia mundial recuperará numa vaga de
procura "reprimida". As pessoas voltarão a trabalhar, as
famílias gastarão como nunca antes e as empresas
recontratarão o seu antigo pessoal e começarão a investir
num futuro pós-pandémico mais risonho.
Como disse o governador do Banco da (minúscula) Islândia: "O
dinheiro que agora se poupa porque as pessoas ficam em casa
não desaparecerá ele escorrerá novamente para a
economia assim que a pandemia acabar. A prosperidade estará de
volta". Esta opinião foi partilhada pelo timoneiro da maior
economia do mundo. O secretário do Tesouro dos EUA, Mnuchin disse
corajosamente: "Isto é uma questão de curto prazo. Pode
demorar um par de meses, mas vamos ultrapassar isto e a economia será
mais forte do que nunca".
O antigo secretário do Tesouro e guru keynesiano, Larry Summers, fez uma
tentativa de concorrência: "a recuperação pode ser
mais rápida do que muitas pessoas esperam porque tem o carácter
da recuperação da depressão total que atinge uma economia
de Cape Cod
[1]
todos os Invernos ou a recuperação do PIB americano que se
verifica todas as segundas-feiras de manhã". Com efeito, ele dizia
que a economia americana e mundial estavam como Cape Cod fora da
estação; simplesmente pronta a abrir no Verão, sem
qualquer prejuízo significativo para os negócios durante o
Inverno.
Isso é algum optimismo. Pois quando estes optimistas falam de uma
rápida recuperação em V, eles não estão a
reconhecer que a pandemia do COVID-19 não está a gerar uma
recessão "normal" e está a atingir não apenas
uma única região, mas toda a economia global. Muitas empresas,
sobretudo as mais pequenas, não regressarão após a
pandemia. Antes dos confinamentos, havia algo como 10 a 20% de
empresas nos EUA e na Europa que mal conseguiam lucros suficientes para cobrir
os custos de funcionamento e o serviço da dívida. Estas empresas
ditas "zumbis" podem ter encontrado o último prego nos seus
caixões neste Inverno de Cape Cod. Várias cadeias de retalho e
de lazer de média dimensão já declararam bancarrota e
poderão seguir-se as companhias aéreas e agências de
viagens. Um grande número de empresas de óleo de xisto
está também afogada (não em petróleo).
Como concluiu o importante analista financeiro, Mohamed El-Erian: "A
dívida já está a revelar-se uma linha divisória
para as empresas que correm para se adaptarem à crise e um factor
crucial numa competição de sobrevivência dos mais
aptos". As empresas que entraram na crise altamente endividadas
terão mais dificuldade em continuar. Se saírem desta
situação, emergirão para uma paisagem onde muitos dos seus
competidores desapareceram".
Portanto, vai demorar muito mais tempo a regressar aos níveis de
produção anteriores após os confinamentos.
Economistas da Nomura consideram improvável que o PIB da Zona Euro
exceda o nível do quarto trimestre de 2019 antes de 2023!
E recordem, tal como expliquei em pormenor no meu livro
The Long Depression
, que após a Grande Recessão não houve retorno à
tendência anterior de crescimento qualquer que fosse. Quando o
crescimento recomeçou, foi a uma taxa mais baixa do que anteriormente.
Desde 2009, o crescimento anual per capita do PIB dos EUA tem sido em
média de 1,6%. No fim de 2019, o PIB per capita estava 13% abaixo da
tendência de crescimento anterior a 2008. Assim, apesar de uma
expansão de uma década, a economia dos EUA caiu outra vez abaixo
da tendência desde que a Grande Recessão terminou. O fosso agora
é igual a US$10 200 por pessoa uma perda permanente de
rendimento. E agora a Goldman Sachs está a prever uma queda no PIB per
capita que liquidaria todos os ganhos dos últimos dez anos!
Depois, há o comércio mundial. O crescimento do comércio
mundial mal tem acompanhado o crescimento do PIB global desde 2009 (linha
azul), muito abaixo da sua taxa anterior a 2009 (linha pontilhada). Agora
afasta-se mesmo daquela trajectória mais baixa (linha amarela
pontilhada). A Organização Mundial do Comércio não
vê qualquer retorno sequer a esta trajectória mais baixa durante
pelo menos dois anos.
Mas o que dizer das gigantescas injecções de crédito e
empréstimos feitos pelos bancos centrais em todo o mundo e dos enormes
pacotes de estímulo orçamental dos governos a nível
mundial? Será que isso não vai mudar as coisas mais rapidamente?
Bem, não há dúvida de que bancos centrais e mesmo
agências internacionais como o FMI e o Banco Mundial saltaram para a
injecção de crédito através de compras de
obrigações do Estado, obrigações de empresas,
empréstimos a estudantes e mesmo
ETFs
numa escala nunca antes vista, mesmo durante a crise financeira global de
2008-9. As compras da Reserva Federal de títulos do Tesouro já
estão a superar programas anteriores de flexibilização
quantitativa.
E as despesas orçamentais aprovadas pelo Congresso dos EUA no mês
passado superam muito o programa de despesas durante a Grande Recessão.
Fiz uma estimativa a fim de dimensionar as injecções de
crédito
e de pacotes orçamentais anunciados globalmente para preservar a
economia e os negócios. Considero que alcançaram mais de 4% do
PIB em estímulos orçamentais e mais 5% em injecções
de crédito e garantias governamentais. Isto é o dobro do montante
na Grande Recessão, com alguns países chave a se
esforçarem ainda mais para compensar trabalhadores desempregados e
pequenas empresas encerradas.
Estes pacotes vão ainda mais longe de uma outra maneira. A entrega
directa de cash pelo governo às famílias e empresas é, de
facto, aquilo a que o famoso economista monetarista Milton Friedman chamou
"dinheiro de helicóptero"
, dólares a serem despejados do céu para salvar pessoas.
Esqueça os bancos; ponha o dinheiro directamente nas mãos
daqueles que precisam dele e que o gastarão.
Os economistas pós-keynesianos que pressionaram em favor do dinheiro de helicóptero, ou o dinheiro do povo, estão assim justificados
.
Além disso, subitamente esta ideia, que até agora era rejeitada e
desprezada pela política económica convencional
(mainstream),
tornou-se altamente aceitável, nomeadamente o gasto orçamental
financiado não pela emissão de mais dívida (títulos
do governo) mas sim simplesmente "imprimindo moeda", isto é, o
Fed ou Banco da Inglaterra depositam moeda na conta do governo para gastar.
O comentador keynesiano Martin Wolf, tendo anteriormente torcido o nariz
à MMT [moderna teoria monetária],
diz agora
: "abandonem os velhos tabus ". Os governos já abandonaram as
velhas regras orçamentais, e com razão. Os bancos centrais
também têm de fazer o que for preciso. Isto significa
financiamento monetário de governos. Os bancos centrais fingem que o que
estão a fazer é reversível e que não é
financiamento monetário. Se isso os ajudar a actuar, tudo bem, ainda que
provavelmente não seja verdade. ... Não há alternativa.
Ninguém deveria importar-se. Há maneiras de gerir as
consequências. Mesmo "dinheiro de helicóptero" pode
muito bem ser plenamente justificável numa crise tão
profunda".
As políticas da Moderna Teoria Monetária (MMT) chegaram!
Naturalmente, este puro financiamento monetário é suposto ser
temporário e limitado mas os rapazes e garotas do MMT estão
triunfantes e dizem que se pode tornar permanente, tal como eles defendem.
Nomeadamente, os governos deveriam gastar e assim criar dinheiro e levar a
economia rumo ao pleno emprego e mantê-la lá. O capitalismo
será salvo pelo Estado e pela moderna teoria monetária.
Já discuti em pormenor em várias mensagens os viéses teóricos da MMT de um ponto de vista marxista
. O problema com esta teoria e política é que ela ignora o factor
crucial: a estrutura social do capitalismo. Sob o capitalismo,
produção e investimento são para lucro, não para
atender às necessidades do povo. E o lucro depende da capacidade de
explorar a classe trabalhador suficientemente em comparação com
os custos de investimento em tecnologia e activos produtivos. Isto não
depende de o governo ter proporcionado bastante "procura efectiva".
A suposição dos rapazes e garotas radicais
pós-keynesianos/MMT é de que se governos gastarem e gastarem,
isto levará famílias a gastarem mais e capitalistas e investirem mais
. Portanto, o pleno emprego pode ser restaurado sem qualquer mudança na
estrutura social de uma economia (isto é, do capitalismo). Sob o MMT, os
bancos permaneceriam no seu lugar; as grandes companhias, as FAANGs
[2]
permaneceriam intactas; o mercado de acções continuaria a rolar.
O capitalismo seria consertado com a ajuda do estado, financiado pela
árvore da moeda mágica (MMT).
Michael Pettis é um bem conhecido macroeconomista especializado em
balanços baseado em Pequim. Num artigo irresistível intitulado
MMT heaven and MMT hell
, ele assume a suposição optimista de que imprimir dinheiro para
aumentar os gastos do governo é um truque que pode resultar. Ele diz:
"o resultado final é este: se o governo pode gastar estes fundos
adicionais de modo a fazer o PIB crescer mais rapidamente do que a
dívida, os políticos não têm de se preocupar com
inflação desgovernada ou com acumulação de
dívida. Mas se este dinheiro não for utilizado de forma
produtiva, o oposto é que é verdade".
Ele acrescenta: "criar ou tomar dinheiro emprestado não aumenta a
riqueza do país a menos que fazer isso resulte directa ou indirectamente
num aumento do investimento produtivo... Se companhias dos EUA estão
relutantes em investir não por o custo do capital ser alto mas ao
invés porque a lucratividade expectável é baixa, é
improvável que elas respondam ao trade-off entre capital mais barato e
procura mais baixa investindo mais". Você pode levar um cavalo
à água, mas não pode fazê-lo beber.
Suspeito que grande parte da generosidade monetária e fiscal
acabará por não ser gasta mas sim acumulada, ou então
investida não em trabalhadores e na produção mas sim em
activos financeiros improdutivos não é de admirar que os
mercados bolsistas do mundo tenham voltado a saltar quando o Fed e os outros
bancos centrais injectaram dinheiro e empréstimos gratuitos.
Na verdade, mesmo o economista de esquerda Dean Baker duvida do paraíso
do MMT e da eficácia de tão grandes gastos orçamentais.
"É realmente possível que estejamos a ver demasiada procura,
pois uma explosão das despesas pós-encerramento ultrapassa a
capacidade imediata dos restaurantes, companhias aéreas, hotéis e
outras empresas. Nesse caso, podemos realmente assistir a uma explosão
da inflação, pois estes negócios levantam os preços
em resposta a uma procura excessiva" ou seja, levam ao MMT inferno.
Assim, ele conclui que "despesas genéricas não são
aconselháveis neste momento".
Bem, a prova do pudim está no comer e nós veremos. Mas a
evidência histórica que eu e outros compilámos ao longo da última década ou mais
, mostra que
o chamado multiplicador keynesiano tem efeito limitado
para restaurar o crescimento, sobretudo porque não é o
consumidor que importa para reviver a economia, mas sim companhias capitalistas.
E há novas provas sobre o poder do multiplicador keynesiano. Não
tem sido a relação de um por um ou mais, como frequentemente se
afirma, ou seja, um aumento de 1% do PIB na despesa pública não
conduz a um aumento de 1% do PIB na produção nacional. Alguns
economistas examinaram o multiplicador na Europa ao longo dos últimos
dez anos. Concluíram que "em contraste com afirmações
anteriores de que o multiplicador orçamental subiu bem acima de um no
auge da crise. Contudo, nós argumentamos que o "verdadeiro"
multiplicador ex-post permaneceu abaixo de um".
E há poucos motivos para que desta vez seja mais elevado. Noutro
documento,
alguns economistas convencionais
sugerem que uma recuperação em forma de V é
improvável porque "a procura é endógena e afectada
pelo choque da oferta e outras características da economia. Isto sugere
que o estímulo orçamental tradicional é menos eficaz numa
recessão causada pelo nosso choque de oferta. ... a procura pode, na
verdade, ter uma reacção excessiva ao choque de oferta e conduzir
a uma recessão devido a uma procura deficiente por causa da "baixa
substituibilidade entre sectores e mercados incompletos, com consumidores
constrangidos pela liquidez", pelo que "várias formas de
política orçamental, por dólar gasto, podem ser menos
eficazes".
Mas o que mais podemos fazer? Assim, "apesar disto, a política
óptima para enfrentar uma pandemia no nosso modelo combina tanto
afrouxamento da política monetária como um seguro social
abundante". E é esta a questão. Se é para a
estrutura social das economias capitalistas permanecerem intactas, então
só resta imprimir dinheiro e efectuar despesas governamentais.
Talvez a própria profundidade e alcance desta recessão
pandémica crie condições em que os valores do capital
sejam tão desvalorizados por bancarrotas, encerramentos e despedimentos
que as empresas capitalistas fracas serão liquidadas e aquelas
tecnologicamente mais bem sucedidas assumirão o seu lugar num ambiente
de rentabilidade mais elevada. Este seria o ciclo clássico de
expansão, colapso e expansão que a teoria marxista sugere.
O antigo chefe do FMI e aspirante presidencial francês, o infame
Dominique Strauss-Kahn, dá pistas a este respeito
: "a crise económica, ao destruir o capital, pode proporcionar uma
saída. As oportunidades de investimento criadas pelo colapso de parte do
aparelho produtivo, assim como o efeito sobre os preços das medidas de
apoio, podem ressuscitar o processo de destruição criativa
descrito por Schumpeter".
Apesar da dimensão desta recessão pandémica, não
tenho a certeza de que se verifique destruição suficiente de
capital, especialmente tendo em conta que grande parte do financiamento do
resgate
(bailout)
vai manter empresas, não famílias, a funcionar. Por essa
razão, espero que o fim dos confinamentos
não verá uma recuperação em forma de V ou mesmo a
um retorno ao "normal" (dos últimos dez anos).
No meu livro,
The Long Depression,
desenhei um diagrama esquemático para mostrar a diferença entre
recessões e depressões. Uma recuperação em forma de
V ou de W é a norma, mas há períodos na história
capitalista em que impera a depressão. Na depressão de 1873-97
(que é de mais de duas décadas), houve baixas
(slumps)
em diferentes países seguidas de recuperações fracas que
tomaram a forma de um sinal de raiz quadrada em que a tendência anterior
de crescimento não é restaurada.
Os últimos dez anos têm sido semelhantes ao fim do século
XIX. E agora parece que qualquer recuperação da baixa da pandemia
será persistente e também que nos próximos anos
produzirá uma expansão que está abaixo da tendência
anterior. Será mais uma perna na longa depressão que temos
experimetado durante os últimos dez anos.
13/Abril/2020
NT
[1] Cape Cod: Estação balnear na costa Leste dos EUA.
[2] FAANG: grupo de empresas formado pela Facebook, Amazon, Apple, Netflix e
Google.
Ver também:
O capital em coma induzido
Coronavirus y economía
, livro de Juan Torres López, 2a. ed., 224 p., 1051 kB.
[*]
Economista, britânico.
O original encontra-se em
thenextrecession.wordpress.com/2020/04/13/the-post-pandemic-slump/
Tradução de JF.
Este artigo encontra-se em
https://resistir.info/
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