Uma perspectiva cubana: 50 anos de transição ao socialismo
Em seu discurso comemorativo do quinquagésimo aniversário do
triunfo da Revolução cubana, pronunciado em janeiro de 2009, o
presidente Raúl Castro, a quem o povo se refere simplesmente como
"Raúl", reiterou o discurso de Fidel aos estudantes da
Universidade de Havana, pronunciado em 2005: "Esta nação
pode autodestruir-se...Quem não pode destruí-la são eles
(referindo-se ao imperialismo estadunidense); nós, sim, nós
podemos destruí-la e seria culpa nossa."
Raúl dirigiu-se aos "líderes de amanhã"
dizendo-lhe para não esquecer que "esta é a
Revolução dos humildes, feita para os humildes e pelos
humildes" e que a militância dos líderes "impede que
eles mesmos destruam o Partido". Ele advertiu quanto aos perigos colocados
pelo imperialismo, dizendo que os futuros líderes não devem
"sucumbir ao canto das sereias do inimigo" e devem "permanecer
conscientes de que, em sua essência, [o inimigo] nunca vai deixar de ser
agressivo, dominador e trapaceiro."
[1]
Não obstante, Raúl está aberto ao diálogo com o
governo Obama, sempre que a soberania nacional de Cuba for respeitada. Ele
ofereceu liberar todos os "dissidentes" cubanos (financiados pelos
Estados Unidos) em troca da liberação dos "5
Heróis" os 5 patriotas cubanos injustamente encarcerados em
1998 por terem infiltrado grupos terroristas baseados na Flórida para
proteger Cuba de atos terroristas, como aquele da bomba no Hotel Havana que
tirou a vida de um turista italiano em 1997. O terrorista confesso, treinado
pela CIA, Luis Posada Carriles autor intelectual do atentado ao hotel e
do atentado à bomba, em 1976, contra um avião civil cubano que
regressava ao país proveniente da Venezuela e que matou 73 pessoas
caminha livremente pelas ruas de Miami enquanto os 5 Heróis
permanecem na prisão. Dez anos e meio após seu encarceramento,
dois deles nunca puderem receber a visita de suas esposas, cujo visto é
negado pelas autoridades estadunidenses.
A defesa que faz Obama do bloqueio comercial estadunidense, velho de 47 anos,
é inaceitável para Cuba e para o resto da América latina.
Este bloqueio vem financiando terrorismo, inclusive guerra biológica, e
teve um custo até agora de cerca de 100 bilhões de
dólares, tendo causado a morte de 3.478 pessoas e deixado estropiadas
2.099 outras. Obama tampouco desmereceu os relatórios de 2004 e 2006 da
"Comissão para uma Cuba Livre", conclamando a derrocar o
governo cubano. Em 2008, o orçamento do governo estadunidense para
destruir a Revolução foi de 47 milhões de dólares.
Para as cubanas e para os cubanos, neste início de século XXI, os
maiores objetivos de seu processo de transição para novas formas
e práticas de socialismo revolucionário (processo este que
já completou seus 50 anos) incluem os seguintes pontos já
publicamente anunciados:
- racionalizar os ministérios no respeito aos princípios
socialistas garantidos pela Constituição, reduzindo a burocracia
ineficiente e excessiva
[2]
-
superar os problemas econômicos e sociais derivados do aumento da
diferença de nível de classes dos anos 1990, quando o antigo
bloco soviético entrou em colapso
-
eliminar o "sistema de câmbio duplo" introduzido nos
anos 1990 na base de 24 pesos comuns para 1 peso conversível
(praticamente 1 euro) e o consequente mercado negro, bem como a
deformação do sistema de preços e salários
[3]
-
defender a soberania nacional, fortalecer a unidade nacional e
consolidar e ampliar suas ações de solidariedade internacional
-
facilitar as visitas de familiares de cubanos residentes nos Estados
Unidos e as viagens de cubanas e cubanos ao exterior
-
reformar o PCC (Partido Comunista Cubano) em seu Sexto Congresso
Nacional, em fins de 2009, não havendo modelos de socialismo
pré-estabelecidos (o Quarto e o Quinto Congresso também
introduziram reformas)
Racionalização e reestruturação do Estado
Em sua alocução à recém eleita Assembléia
Nacional do Poder Popular, em 24 de fevereiro de 2008, Raúl emitiu uma
vez mais um de seus frequentes chamados a que se reúnam sindicatos,
federações estudantis, grupos de mulheres, conselhos municipais
para ajudar a criar uma melhor "estrutura funcional, com menos
agências sob a administração central do Estado e com uma
melhor distribuição de suas responsabilidades". Em setembro
e outubro de 2007, bem à maneira cubana, mais de 5 milhões de
pessoas já haviam participado desse tipo de reunião e haviam
feito mais de um milhão de propostas concretas.
Em 3 de março de 2009, após outro ano de encontros de massa
(interrompido em fins de 2008 por três furacões devastadores que
causaram prejuízos econômicos sem precedentes em casas e
cultivos), o Conselho de Estado anunciou uma reestruturação
estatal. Houve "reestruturação de quadros" e nove novos
ministros assumiram funções. Houve redução de dois
ministérios graças à fusão entre os
ministérios do Comércio Internacional e de Investimento
Internacional, bem como entre os ministérios da
Alimentação e da Pesca). As mudanças foram interpretadas
como o começo do enfrentamento de certos problemas de sociedade,
graças à redução do número de burocratas e
à racionalização de ministérios e de agências
implicados na planificação econômica.
Quase todos os novos ministros são funcionários de carreira e
muitos pertencem à relativamente jovem geração que vem
assumindo posições de liderança desde os anos 1990.
Há três novas ministras, uma das quais é de origem
camponesa. Um novo ministro e um quadro chave do processo de mudança
são de origem militar. O brigadeiro general Salvador Pardo Cruz se
tornou ministro do Ferro, do Aço e da Maquinaria industrial pesada, uma
das muitas áreas econômicas fortemente ligadas às
Forças Armadas Revolucionárias. O major general José Amado
Ricardo substitui o secretário do Conselho de ministros Carlos Lage
Dávila.
Dois proeminentes revolucionários que aceitaram seus rebaixamentos foram
Lage e o ex-ministro de Relações Exteriores, Felipe Pérez
Roque. Ambos prestaram serviços por um longo tempo e confessaram ter
cometido "erros". A Lage, um médico, foi creditado o
mérito de ter ajudado a tirar Cuba do crescimento econômico
negativo do começo dos anos 1990 através da
introdução de reformas de mercado, de joint ventures e de
empresas capitalistas em pequena escala. Antes de seu desempenho como ministro
das relações exteriores, Pérez Roque havia prestado
serviços como colaborador direto de Fidel. Ambos favoreceram a
integração econômica de Cuba com o resto da América
latina.
Vários jornalistas estrangeiros interpretaram essas mudanças como
uma espécie de "ruptura" entre Raúl e Fidel. Isso fez
com que Fidel escrevesse uma vigorosa "reflexão" na qual
afirmou ter sido consultado, embora isso não fosse necessária
"pois abandonei as prerrogativas do poder há certo tempo" e
que o "doce néctar do poder... havia despertado
ambições que os levaram a desempenhar um lamentável papel.
O inimigo externo se encheu de esperanças com eles". Fidel
explicaria mais tarde numa entrevista com o respeitado sociólogo
argentino Atilio Borón que ele havia escrito aquelas palavras para
"cortar pela raiz os boatos sobre um conflito entre os dois homens. Eu
não podia, por meu silêncio, dar credibilidade a esses
disparates".
[4]
Até meados de março
não havia comunicados oficiais específicos sobre que
"erros" Lage e Pérez Roque haviam cometido
[NR]
nem sobre como isso poderia afetar futuras tomadas de decisão sobre a
economia e as relações exteriores. Isso deixou muitas perguntas
sem resposta.
Defesa militar
Analistas estrangeiros da política cubana às vezes suspeitam que
as Forças Armadas Revolucionárias se tornaram muito influentes
sob o governo de Raúl Castro. Quando perderam financiamento estatal
durante a crise econômica do começo dos anos 1990, as
Forças Armadas Revolucionárias passaram a se autofinanciar
através de suas empresas geralmente eficientes.
Cuba tem uma força de defesa militar, não de ataque. Trata-se de
um custoso sistema de defesa com armamentos sofisticados e "milhares de
quilômetros de túneis", com base na teoria de que
"evitar uma guerra é a mesma coisa que ganhar uma guerra"
[5]
. Além disso, as Forças Armadas Revolucionárias são
muito bem integradas à sociedade civil.
Ao longo dos últimos 50 anos, milhões de homens e mulheres, nas
palavras de Raúl, "foram trabalhadores, estudantes, soldados ou as
três coisas ao mesmo tempo a cada uma das frequentes ocasiões em
que as circunstâncias o exigiram."
[6]
Os mais recentes exercícios militares treinaram 430 000 combatentes e
mais de 1 milhão de milicianos e reservistas, o que não inclui os
inúmeros Comitês de Defesa da Revolução e as redes
de resistência que tornam "impossível um ataque à Cuba
sem o extermínio de seu povo em armas."
[7]
"Nosso Exército é nosso povo!" proclamou Fidel Castro
em 1959. De fato, 50 anos depois, Cuba continua a ter um Exército do
povo, não um exército profissional deste separado, e que
está consituído principalmente de uma jovem
geração. Todos os homens habilitados prestam serviço
militar dos 16 aos 19 anos e as mulheres amiúde também integram
as Forças Armadas.
Três milhões de cubanos têm menos de 20 anos. Quase todas as
famílias estiveram de alguma forma implicadas com as Forças
Armadas Revolucionárias, mesmo se as famílias têm
diminuído ao longo dos anos. Os cubanos se orgulham de seus parentes que
combateram em Angola e ajudaram a acabar com o apartheid na África do
Sul. Da mesma forma, eles são gratos ao pessoal militar por salvar vidas
durante os furacões e outros desastres. Eles apreciam as Forças
Armadas Revolucionárias pelo trabalho educacional conduzido pelas tropas
nas comunidades bem como por sua ajuda no reflorestamento, na colheita da cana,
no desenvolvimento de comunidades de montanhas e por produzir comida não
apenas para os soldados mas para o conjunto da população.
[8]
Debatendo "Mudanças dentro do Socialismo"
Os debates públicos se tornaram mais generalizados e diversificados
desde 2007, quando houve um chamado a críticas mais sinceras e debates
mais abertos. Com base em entrevistas que realizei junto a diversos membros do
Partido e líderes, posso afirmar que o PCC tem diferentes pontos de
vista. Parte do setor tecnocrático está a favor de reformas
econômicas semelhantes àquelas ocorridas na China ou no
Vietnã. Alguns dos antigos burocratas são resistentes às
mudanças. Mas um número crescente de membros, bem como a
sociedade civil com um todo, buscam meios de concretizar um socialismo cubano
mais participatório e descentralizado e menos "verticalista"
sem com isso pôr em perigo a unidade e a soberania nacionais.
A julgar pela mídia cubana e por inúmeras conversas pessoais,
cubanos de várias gerações, especialmente aquelas pessoas
com menos de 45 anos, aspiram a mudanças radicais "dentro do
socialismo" (já que apenas o socialismo pode perservar a
Revolução e suas conquistas sociais). Alguns querem atacar os
problemas ligados à alienação e que sejam enfatizadas as
ideias e o exemplo de Che Guevara. Outros querem vencer a pobreza, reduzir as
diferenças de classe, introduzir mais inovações com mais
controle direto dos trabalhadores ou das comunidades e menos mandonismo
político, em suma, uma transição para novas formas de
democracia socialista concomitante à oxigenação daquelas
atualmente existentes.
[9]
Várias reformas econômicas já estão em curso. Dois
exemplos indicam o dinamismo da atual transição. O limite de teto
salarial foi abolido como parte dos esforços para aumentar a
produção e reduzir o absenteísmo laboral. Uma reforma
agrária foi lançada, permitindo a exploração de
terras públicas por agricultores privados, amiúde cooperativas,
cujos participantes fazem este tipo de solicitação. Há uma
política de preços para apoiar os produtores rurais de forma a
reduzir importações e tornar produtiva a terra cultivável
disponível que permanece em mãos do Estado. No entanto, novas
complicações tecem-se no horizonte, incluindo o potencialmente
importante influxo de dinheiro proveniente de familiares que vivem nos Estados
Unidos, aumentando assim as diferenças entre os "os novos
ricos" e o resto da sociedade.
Podemos afirmar que Cuba é o único sistema socialista até
agora existente, enfrentando problemas típicos de sociedades de uma
pequena ilha caribenha, que tem conseguido escapar das tragédias que
têm destruído seus vizinhos. Ao mesmo tempo, Cuba vem realizando
mudanças revolucionárias de considerável magnitude. Esse
socialismo sui generis tem gerado uma população altamente educada
e criativa, que pode se orgulhar de diversas conquistas internacionalmente
reconhecidas nos campos da educação pública e da
saúde, da habitação, bem como nos campos da
ciências, dos esportes, da cultura e da proteção do meio
ambiente.
[10]
A Revolução cubana trem profundas raízes históricas
que permeiam a cultura do país. Ela tem sido um longo processo baseado
em realidades como a agressão por parte dos Estados Unidos. Ela continua
sua transição para o socialismo internacionalista baseado nas
práticas e nos valores cubanos desenvolvidos desde as primeiras revoltas
dos escravos e desde as lutas por independência nacional, justiça
social, liberdade e equidade. Suas ideias-guia têm sido a
"ética" e o "amor" a luta para criar uma base
ética unificada marcada pela solidariedade humana e pelo amor ao
próximo. É por isso que entre as grandes figuras
históricas de Cuba incluem-se figuras como Hatuey, Céspedes,
Maceo, Martí e Mella.
[11]
O internacionalismo tem sido uma chave para o sucesso da
Revolução. Martí, Fidel, Raúl e Che, como Leon
Trotsky, sempre insistiram em dizer que nenhuma Revolução
sobreviveria limitada a um só país. O célebre
internacionalismo cubano está impregnado na cultura popular, marcado por
nomes como Máximo Gómez e Che Guevara.
[12]
O poeta revolucionário e soldado José Martí, nos anos
1880 e 1890, proclamou a luta contra o imperialismo e chamou à unidade
da América latina para enfrentá-lo. Imaginando uma utopia
assentada sobre princípios éticos, Martí insistiu em que
"Pátria é Humanidade" e que "Patriotismo nada mais
é do que o Amor". Martí forjou um único partido
politico nacional, que ele julgou necessário, juntamente com a luta
armada, para atingir os objetivos revolucionários. Esta é a
herança que continua a guiar a transição cubana de nossos
dias.
Durante os duros tempos da realidade econômica dos anos 1990, ao
invés de reduzi-lo, Cuba ampliou seu internacionalismo, enviando ainda
mais médicos, professores e outros profissionais para países
necessitados, um generoso movimento que juntamente com uma
revolução ética solidamente implantada ajudou a
salvar o socialismo na ilha. Em 2004, juntamente com a Venezuela, Cuba
lançou a ALBA Alternativa Bolivariana para a América
latina e o Caribe um modelo de relação de solidariedade
humana. Hoje, a ALBA se está espalhando vigorosamente em toda a
região, enquanto o mundo capitalista estertora em estado de quase
colapso.
Notas
1. Raúl Castro, Fiftieth Anniversary Address, Santiago de Cuba, Jan. 1,
2009.
2. Em 2002, A Assembléia Nacional do Poder Popular emendou a
Constituição para tornar o socialismo "irrevocável,
não podendo o capitalismo nunca mais retornar a Cuba." Oito
milhões de cubanos assinaram a petição em favor dessa
emenda.
3. Um líder cubano economista disse-me em março de 2009 que a
unificação das duas moedas seria algo muito complexo do ponto
vista econômico e social e que só avançaria gradualmente no
ambiente de crise econômica mundial e de seu impacto sobre Cuba (por
exemplo, o preço do principal mineral de exportação de
Cuba, o níquel, desmoronou).
4. Atilio Borón, "Una reunión en primera persona con
Fidel," Página 12, March 14, 2009, author's translation. For
Fidel's reflection, see posting on Fidel Castro News site, March 4, 2009,
http://fidel-castro-news.newslib.com/.
5. Raúl Castro, entrevista com a jornalista cubana Talía
González Pérez, Dec. 31, 2008, author's translation from
http://www.cnctv.cubasi.cu/noticia.php?idn=12659. The tunnels store major
military equipment, from tanks to planes, but no boats.
6. Veia-se Nota 1.
7. Luis Britto García, "Cuba Revolucionaria", Tribuna Popular,
Dec. 28, 2008, author's translation,
http://luisbrittogarcia.blogspot.com/2008/12/cuba-revolucionaria.html.
8. Para mais informações, leia-se Susan Hurlich, "Three
Celebrations," People's Voice, 15:1, 2007, 7 & 10.
9. Uma reivindicação concerne aos direitos dos homossexuais e dos
travestis. A filha de Raúl, Mariela Castro Espín, sexóloga
profissional, luta por uma legislação para reformar o
Código Civil com o objetivo de garantir aos casais homossexuais os mesmo
direitos dos casais heterossexuais. Segundo Castro Espín, ainda que a
sociedade esteja mais aberta aos homossexuais que no passado, uma grande
campanha educacional continua a ser necessária. O PCC tem homossexuais
entre os seus membros. Mariela pretende propor no Sexto Congresso do Partido
Comunista que a aceitação de fato torne-se explícita e
obrigatória nos estatutos do Partido.
10. Cuba é hoje uma potência mundial em biotecnologia e pesquisa
oncológica. Sua vitalidade cultural nas artes e no pensamento
crítico é notável. A WWF reconheceu Cuba como o
país mais avançado do mundo em desenvolvimento ecologicamente
sustentável. Os progressos em agricultura orgânica surgidos no
"Período especial", as energias renováveis e a
política de economia de energia da "Revolução
Energética" lançada nos anos 1990, mas ampliada em 2006,
contribuíram para esse avanço geral. No entanto, devido à
devastação dos furacões e apesar de taxas de crescimento
econômico entre 8 e 11 %, o "Período Especial" ainda
persiste.
11. Revolucionários que lutaram por seus ideiais. Hatuey era um chefe
índio que foi queimado pelos "Conquistadores"
espanhóis. Carlos Manuel de Céspedes proclamou a
independência de Cuba da Espanha e a abolição da
escravidão, em 10 de outubro de 1868, dando início à
Guerra dos trinta anos". Antonio Maceo, um afrocubano, foi o principal
comandante guerrilheiro durante esta guerra. José Martí morreu em
1895, lutando nesta mesma guerra, que chegou a derrotar os espanhóis
antes da invasão estadunidense de 1898, a qual ligou uma Cuba
"independente" aos interesses capitalistas. Julio Antonio Mella,
assassinado em 1929, foi o fundador e o líder da Federação
dos Estudantes Universitários e do Partido Comunista que rejeitou
"as servis cópias de revoluções feitas por outros
homens" e defendeu os "seres humanos que agem segundo seus
próprios pensamentos e seu próprio entendimento e não
segundo raciocínios estranhos". O triunfo da
Revolução cubana em 1959 concluiu a luta nacional pela soberania.
12. Gomez era um afrodominicano que se tornou general e que comandou soldados
independentistas. Guevara nasceu na Argentina, mas tornou-se um
líder-chave e um pensador da Revolução cubana, lutou na
África e foi assassinado em 1967 sob ordens dos Estados Unidos
após ser capturado na Bolívia.
NR: Posteriormente, em Maio, o jornal
El País
publicou notícia do
envolvimento dos visados com serviços de espionagem espanhóis. A
notícia teve como origem vídeos que as autoridades cubanas
apresentaram aos seus quadros.
[*]
Estado-unidense emigrado no Canadá coordenou
viagens de pesquisa a Cuba; é redator honorário de Latin
American Perspectives; foi vice-presidente do Tribunal Benito
Juárez, um tribunal da sociedade civil que teve lugar no México
em 2005 e que concluiu que a política dos Estados Unidos em
relação a Cuba correspondia à
definição de "genocídio" proposta pelas
Nações Unidas. Este artigo é dedicado a Célia Hart
(falecida em 2008). Foi publicado em Against the Current, Nº 141, July/August
2009, http://www.solidarity-us.org/node/2273; IELA, Univ. Federal de Santa
Catarina, Brasil, 28/Julho/09 ; Comité de Defesa da Humanidade
Capítulo Rio de Janeiro, 28/Julho/09 . Tradução de Emerson
da Silva.
O original e a versão em português encontram-se em
http://www.jamescockcroft.com/node/185
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
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