Interferón, o medicamento que Cuba desenvolveu com êxito para o
coronavírus
O ocidente silencia o Interferón
Ainda que não exista uma cura eficaz contra a pneumonia viral COVID-19,
causada pelo novo coronavírus, as autoridades sanitárias chinesas
estão a desenvolver tratamentos eficazes que reduzem tanto quanto
possível o número de mortes.
Um dos medicamentos utilizados para tratar os pacientes é o
interferón alfa-2b humano recombinante, que é produzido desde o
ano 2007 na empresa mista sino-cubana Changchun Heber Biological Technology
(ChangHeber), localizada na província nordestina de Jilin.
Li Wenlan, directora executiva da companhia, informou que a Comissão
Nacional de Saúde da China incluiu o interferón alfa-2b no seu
plano de diagnóstico e tratamento para a pneumonia COVID-19, pelo que
aumentou a procura do medicamento.
Fabricação cubana a contra-relógio
De acordo com a directora, não existiam grandes stocks em armazém
do referido remédio e o processo de produção original e a
seguir do anti-viral terminado demora pelo menos 50 dias. Contudo, se se
produzir directamente com o interferón original poupa-se pelo menos dois
terços do tempo.
"Ao tomar conhecimento do grave surto do novo coronavírus na China
e da necessidade urgente do interferón original para a
produção de medicamentos anti-virais, o lado cubano adiou seus
pedidos anteriores de importação para a China", informou Li.
Além disso, decidiram designar um grupo de peritos cubanos para oferecer
ajuda à China.
A ChangHeber iniciou a produção a partir do interferón
original de 25 de Janeiro a 14 de Fevereiro, em apenas 21 dias, puseram no
mercado do país asiático a primeira partida de interferón
alfa-2b humano recombinante. Até o momento estão
disponíveis 190 mil unidades, aliviando em certa media a pressão
da procura do anti-viral.
A experiência de um hospital de Sevilha
O interferón foi utilizado junto com outros fármacos relativos ao
tratamento do VIH/Sida, no Hospital "Virgen del Rocío" de
Sevilha.
Conforme explicou o médico do centro sevilhano, Miguel Ángel
Benítez, o medicamento foi catalogado como um "êxito",
uma vez que os pacientes respondem positivamente ao tratamento experimental.
Trata-se da aplicação de
lopinavir
e
ritonavir
também usado para prevenir o VIH que junto ao interferón
beta, teve êxito na China e continua a ser utilizado por vários
países afectados pela epidemia.
O Interferón alfa 2B, indicam os especialistas, possui um mecanismo de
actuação diferente dos outros dois fármacos que
estão a ser usados, mas é igualmente eficaz. O medicamento cubano
é uma proteína que, de forma natural, produzem as células
do ser humano quando são infectadas por un virus. "O objectivo
é alertar as demais células que desenvolvem assim uma maior
resistência à infecção", disseram os
médicos.
Cuba foi um dos primeiros países do Terceiro Mundo a desenvolver a sua
própria tecnologia para o interferón em fins da década de
1980. A ilha caribenha e o país asiático mantêm diversos
projectos de cooperação em matéria de medicina e
biotecnologia.
15/Março/2020
Ver também:
Cuban drug could save thousands of lives in coronavirus pandemic
O original encontra-se em
movimientopoliticoderesistencia.blogspot.com/...
Esta notícia encontra-se em
https://resistir.info/
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