À beira do precipício:
A segurança energética e a
estabilidade económica estão por um fio
Sou major do Exército dos Estados Unidos. Quem olhar este
relatório pela primeira vez poderá perguntar com
razão porque um oficial do Exército está a escrever acerca
de questões energéticas. A génese deste projecto
começou há muitos meses quando estava a efectuar
investigações para um projecto relacionado com o desenvolvimento
da força futura no Exército dos EUA. Acreditei que era
importante incluir uma avaliação efectiva daquilo que o mundo
poderá parecer-se no ano em que a força fora projectada completar
seu âmbito inicial (2030). Assim, vim a descobrir o que algumas das
melhores cabeças do mundo tinham a dizer acerca daquilo que esperar
daqui a 20 anos. Especificamente, pretendi
examinar o crescimento da população, a produção
alimentar, a disponibilidade de água, e os abastecimentos
energéticos. O que descobri chocou-me.
Bem abaixo do radar de visibilidade do público em geral, nos
últimos cinco ou seis anos
geólogos, cientistas, economistas e antigos executivos de companhias
petrolíferas tem travado uma campanha no sentido de educar e informar
toda a gente quanto às
sérias questões de abastecimento relacionadas com a principal
fonte de
energia primária do mundo: o petróleo bruto. Tal como a maior
parte das pessoas, eu nunca ouvira a expressão "pico
petrolífero"
("peak oil")
antes de 2003, e não havia sequer pensado no
que poderia acontecer se a oferta de petróleo evoluísse para um
planalto
(plateau)
e a seguir declinasse. Depois de ler literalmente centenas de fontes acerca
do assunto e entrevistar algumas das figuras chave neste campo, meu olhos foram
realmente abertos.
Bem informado com quantidades significativas de material de
investigação, senti-me na obrigação de colocar isto
no papel e escrevi um relatório sobre o assunto. O público
americano deve em primeiro lugar ser tornado consciente da escala deste
problema intrusivo; ficará então evidente que uma
acção governamental significativa é necessária.
O objectivo final deste relatório é encorajar o governo dos
Estados Unidos a iniciar imediatamente uma série de estudos
pormenorizados para averiguar a verdadeira natureza da ameaça colocada
pelo pico da produção mundial de petróleo, e
começar a construir desde já os fundamentos da
acção que será necessária no dia inevitável
em que o pico ocorrer. Como destacado por várias importantes
autoridades, o tempo necessário para uma acção
significativa de mitigação é medido em décadas.
É crítico, portanto, que a acção principie desde
agora.
Finalmente mas criticamente desejo exprimir os meus mais sinceros
agradecimentos ao Dr. Colin Campbell que gastou um tempo significativo em
muitas ocasiões a fim de me explicar um certo número de
questões, bem como ao co-fundador da
ASPO-USA
, Steve Andrews, por
publicar este estudo como um Relatório Especial. Sem a ajuda do Dr.
Campbell e a boa vontade do Sr. Andrew para publicar o trabalho de um obscuro
oficial do Exército, este relatório nunca teria visto a luz do
dia.
16/Julho/2007
Para ler o relatório completo clique
aqui
. Se preferir descarregar clique com o botão direito do rato e
faça Save As... (530 kB, PDF).
[*]
Major do Exército dos Estados Unidos, actualmente a servir numa unidade
de Cavalaria. Serviu durante mais de 20 anos as Forças Armadas.
Combateu com o 2º Regimento de Cavalaria no Tempestade no Deserto em 1991,
serviu no staff do Comando de Forças Combinadas no Afeganistão e
no Comando Central em 2005 (em Cabul, Afeganistão; Tampa, Florida, e
Camp As Sayliyah, Qatar). Em 1997-18 serviu como assistente de Assuntos
Externos e Militares do senador Kay Bailey Hutchison. Durante a sua carreira
serviu nos EUA, Afeganistão, Iraque, Arábia Saudita, Kuwait,
Qatar, Alemanha e Coreia do Sul. Já foi publicado no
International Herald Tribune, The New York Times, The Washington Times, Defense
News, Dallas Morning News, the Army Times, the Air Force Times, the Taipei
Times, and the Korea Herald Tribune.
Tem um mestrado em relações internacionais pela Troy University.
O original encontra-se em
http://www.aspo-usa.com/index.php?option=com_content&task=view&id=173&Itemid=91
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
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