À beira do precipício:
A segurança energética e a estabilidade económica estão por um fio

por Daniel L. Davis [*]

Gráfico da produção mundial. Sou major do Exército dos Estados Unidos. Quem olhar este relatório pela primeira vez poderá perguntar com razão porque um oficial do Exército está a escrever acerca de questões energéticas. A génese deste projecto começou há muitos meses quando estava a efectuar investigações para um projecto relacionado com o desenvolvimento da força futura no Exército dos EUA. Acreditei que era importante incluir uma avaliação efectiva daquilo que o mundo poderá parecer-se no ano em que a força fora projectada completar seu âmbito inicial (2030). Assim, vim a descobrir o que algumas das melhores cabeças do mundo tinham a dizer acerca daquilo que esperar daqui a 20 anos. Especificamente, pretendi examinar o crescimento da população, a produção alimentar, a disponibilidade de água, e os abastecimentos energéticos. O que descobri chocou-me.

Bem abaixo do radar de visibilidade do público em geral, nos últimos cinco ou seis anos geólogos, cientistas, economistas e antigos executivos de companhias petrolíferas tem travado uma campanha no sentido de educar e informar toda a gente quanto às sérias questões de abastecimento relacionadas com a principal fonte de energia primária do mundo: o petróleo bruto. Tal como a maior parte das pessoas, eu nunca ouvira a expressão "pico petrolífero" ("peak oil") antes de 2003, e não havia sequer pensado no que poderia acontecer se a oferta de petróleo evoluísse para um planalto (plateau) e a seguir declinasse. Depois de ler literalmente centenas de fontes acerca do assunto e entrevistar algumas das figuras chave neste campo, meu olhos foram realmente abertos.

Bem informado com quantidades significativas de material de investigação, senti-me na obrigação de colocar isto no papel e escrevi um relatório sobre o assunto. O público americano deve em primeiro lugar ser tornado consciente da escala deste problema intrusivo; ficará então evidente que uma acção governamental significativa é necessária.

O objectivo final deste relatório é encorajar o governo dos Estados Unidos a iniciar imediatamente uma série de estudos pormenorizados para averiguar a verdadeira natureza da ameaça colocada pelo pico da produção mundial de petróleo, e começar a construir desde já os fundamentos da acção que será necessária no dia inevitável em que o pico ocorrer. Como destacado por várias importantes autoridades, o tempo necessário para uma acção significativa de mitigação é medido em décadas. É crítico, portanto, que a acção principie desde agora.

Finalmente – mas criticamente – desejo exprimir os meus mais sinceros agradecimentos ao Dr. Colin Campbell que gastou um tempo significativo em muitas ocasiões a fim de me explicar um certo número de questões, bem como ao co-fundador da ASPO-USA , Steve Andrews, por publicar este estudo como um Relatório Especial. Sem a ajuda do Dr. Campbell e a boa vontade do Sr. Andrew para publicar o trabalho de um obscuro oficial do Exército, este relatório nunca teria visto a luz do dia.

16/Julho/2007

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[*] Major do Exército dos Estados Unidos, actualmente a servir numa unidade de Cavalaria. Serviu durante mais de 20 anos as Forças Armadas. Combateu com o 2º Regimento de Cavalaria no Tempestade no Deserto em 1991, serviu no staff do Comando de Forças Combinadas no Afeganistão e no Comando Central em 2005 (em Cabul, Afeganistão; Tampa, Florida, e Camp As Sayliyah, Qatar). Em 1997-18 serviu como assistente de Assuntos Externos e Militares do senador Kay Bailey Hutchison. Durante a sua carreira serviu nos EUA, Afeganistão, Iraque, Arábia Saudita, Kuwait, Qatar, Alemanha e Coreia do Sul. Já foi publicado no International Herald Tribune, The New York Times, The Washington Times, Defense News, Dallas Morning News, the Army Times, the Air Force Times, the Taipei Times, and the Korea Herald Tribune. Tem um mestrado em relações internacionais pela Troy University.

O original encontra-se em http://www.aspo-usa.com/index.php?option=com_content&task=view&id=173&Itemid=91

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
18/Jul/07