Crítica ao projecto global de privatizar e mercantilizar a electricidade
Dúzias de governos aventuraram-se na trilha da
desregulamentação e privatização da electricidade
desde os meados da década de 1990. Isto tornou-se a
convenção aceite entre governos e líderes de
opinião apesar dos consequentes aumentos de preços e desastres
que se seguiram na sua esteira: as séries de apagões
(blackouts)
que foram experimentados desde a Califórnia até Buenos Aires e
Auckland; as operações de salvamento
(bailouts)
de companhias de
electricidade que foram necessárias na Califórnia e na
Grã-Bretanha; a necessidade do racionamento de electricidade no Brasil;
e o facto de que ela se tornou demasiado cara para milhões de pessoas
desde a Índia até à África do Sul.
A desregulamentação e privatização da electricidade
é chamada de 'liberalização' pelos seus advogados, que
utilizam este termo para disfarçar o facto de que é essencialmente
uma mudança maciça da propriedade e do controle da electricidade
para mãos privadas, em nome da eficiência económica e em
busca de lucros privados. 'Liberalização' tem habitualmente
significado que as equipes de manutenção que eram outrora
plenamente dotadas de pessoal foram cortadas dramaticamente, o que conduziu a
frequentes falhas de equipamento. Ela significa que a função de
planeamento das autoridades da electricidade, que outrora asseguravam reservas
adequadas de produção para os momentos de pico da procura, e
mantinham infraestrutura nos países em desenvolvimento, foram
abandonadas às forças do mercado. Devido às forças
do mercado os preços agora são baseado não sobre o custo
de produção e sim sobre quão desesperadamente os
consumidores querem electricidade e isto leva ao disparo de preços
sempre que companhias privadas sejam capazes de limitar a oferta em tempos de
procura elevada.
A privatização da electricidade não é algo que os
cidadãos tenham pedido ou desejado. Em geral, houve muito pouca
participação pública nas decisões quanto à
reforma da electricidade e, ao observar as consequências, tem havido
muito protestos amargos contra a privatização da electricidade.
Levantamentos populares verificaram-se na Argentina, Índia,
Indonésia e Gana. Protestos travaram propostas de
privatização no Peru, Equador e Paraguai. Na República
Dominicana várias pessoas foram mortas durante protestos contra
apagões impostos por companhias privatizadas. Na África do Sul,
milhares de manifestantes marcharam durante uma greve geral de dois dias para
protestar contra a privatização, a qual chamaram "o
apartheid renascido"
("born-again apartheid").
Em Papua Nova Guiné foram mortos estudantes quando milhares de pessoas
reuniram-se em comício contra a planeada privatização de
serviços governamentais incluindo a Elcom, a autoridade da
electricidade. Mesmo na China, trabalhadores protestaram contra a venda de uma
central eléctrica na província de Henan a uma companhia privada e
ameaçaram "bloquear a auto-estrada estatal e deitar sobre os
trilhos do caminho de ferro quando viessem os comboios".
[1]
Então, por que governos de todo o mundo estão a ignorar a
opinião pública? Como foram os governos persuadidos de que a
electricidade é apenas uma mercadoria que deveria ser comerciada no
mercado como barrigas de porcos, ao invés de um serviço essencial
que precisa ser controlado e fornecido pelos governos para assegurar sua
disponibilidade, confiabilidade e acessibilidade?
Durante a década de 1970 interesses de negócios promoveram uma
combinação de teorias económicas neoclássicas e
liberalismo económico ou de mercado (referido como neoliberalismo). A
sua fórmula política básica envolvia cortes nos gastos
governamentais, privatização de serviços e activos do
governo, e desregulamentação de actividades de negócios;
tudo em nome dos mercados livres, da competitividade, da eficiência e do
crescimento económico. Esta fórmula, por vezes referida como o
Consenso de Washington, foi adoptada de bom grado em muitos países
desenvolvidos e imposta aos países em desenvolvimento pelo Banco Mundial
e pelo FMI como condição para os seus empréstimos.
O Consenso de Washington colocava uma "fé exagerada nos mecanismos
de mercado" para resolver problemas económicas e isto deu
prioridade aos objectivos económicos sobre os objectivos sociais,
destruindo tradições socialmente benéficas e aspectos
desejáveis de culturas nestes processos. Serviços sociais de
governo foram dizimados. No fim, a responsabilidades dos governos
provavelmente serão reduzidas a pouco mais do que a lei e a ordem e a
defesa nacional.
[2]
O sector público foi amplamente caracterizado pelos think tanks da
extrema direita e pelos economistas neoliberais como "inchado e
ineficiente". Afirmaram eles que monopólios possuídos pelos
poderes públicos e regulamentados pelo Estado eram tão
esbanjadores e ineficientes que companhias privadas a competirem num mercado
livre podiam poupar bastante dinheiro para simultaneamente cortar preços
e fazer um lucro. Mas a suposta ineficiência dos fornecedores de
electricidade de propriedade pública era muitas vezes retórica
não fundamentada utilizada para ganhar e manter o controle privado.
Isto foi camuflado pela evidência acumulada de uma centena de anos de
abastecimento de electricidade por todo o mundo. Empresas de electricidade de
propriedade pública haviam sistematicamente fornecido electricidade a
custos não maiores do que as empresas de propriedade privada e muitas
vezes por preços que eram menores do que aqueles cobrados pelas
companhias privadas.
[3]
Um dos primeiros países a adoptar a reforma orientada para o mercado foi
o Chile depois de o general Pinochet derrubar em 1973 o governo
democraticamente eleito de Salvador Allende, com o apoio do governo americano.
Seguiu-se a Grã-Bretanha em 1990. Tanto a privatização
chilena como a britânica foram experimentos conduzidos por interesses de
negócios e moldados por uma mistura de dogma neoliberal e, no caso
britânico, política pragmática. Mas eles tornaram-se
modelos para os países que se seguiram.
A ascensão do thatcherismo na Grã-Bretanha pode ser
atribuída em grande medida aos esforços de dois think tanks, o
Institute of Economic Affairs (IEA) e o seu rebento, o Centre for Policy
Studies (CPS) fundado em 1974 por Keith Joseph e Margaret Thatcher. O CPZ
publicou
Privatize Power
em 1987, o qual acusava o Central Electricity Generating Board (CEGB) de ser
ineficiente, inflexível e secreto. Recomendou a separação
do CEGB em companhias de produção, transporte e
distribuição. Foi isto o que acabou por acontecer na
Grã-Bretanha e em países que fizeram os mesmo.
Em 1979 Margaret Thatcher pensava que os planos de privatização
do seu partido seriam demasiado controversos para mencionar na sua campanha
eleitoral. Contudo, muitos homens de negócio estavam persuadidos de que
serviços fornecidos pelo governo, tais como electricidade, eram
demasiado caros devido a ineficiências e devido aos objectivos sociais a
que eles aspiravam, tais como equidade e emprego. Eles acreditavam que a falta
de competitividade dos fornecimentos do governo tornavam a indústria
privada também incompetitiva.
A desregulamentação nos EUA foi conduzida primariamente por
interesses de negócios; em particular, indústrias que utilizavam
grandes quantidades de electricidade e desejavam ser capazes de reduzir custos
fazendo acordos com fornecedores concorrentes, e companhias privadas de
produção que queriam uma oportunidade de fazer lucros com o
negócio da electricidade anteriormente monopolizado pela distribuidoras
(utilities)
regulamentadas. Pela mesma razão, aspirantes a comerciantes de
electricidade (quem compra energia aos produtores e vende-a a consumidores e
retalhistas de electricidade) também pressionaram vigorosamente pela
desregulamentação. A mais importante delas era a Enron.
O Center for Responsive Politics destaca que "só durante os
primeiros seis meses de 1996, os interesses da energia gastaram pelo menos US$
27 milhões para pressionar
(lobby)
o Congresso e agências federais quanto à
desregulamentação".
[4]
Além disso, foram gastos milhões de dólares com
"investigações, inquéritos, anúncios em
televisão e colocação de relva sintética
desenvolvendo organizações de base".
[5]
A maior parte dele visava decisores políticos e burocratas
e não a maioria dos consumidores de electricidade.
O processo para a desregulamentação não podia ser
apresentado ao público em termos de auto-interesse. Tinha de ser
apresentado como sendo de acordo com os interesses de uma público mais
vasto. Grupos tais como grandes utilizadores industriais de energia utilizaram
a linguagem dos advogados do mercado livre a fim de apresentar o seu caso em
termos que não fossem tão obviamente auto-interesseiros. Os
think tanks neoconservadores proporcionaram aquela linguagem e venderam o
conceito de desregulamentação como sendo do interesse
público. Os media de negócios também desempenharam uma
parte indiscutível na promoção da
desregulamentação.
Foram formados muitos grupos de frente corporativos e coligações
para promover a desregulamentação, incluindo a Alliance for
Competitive Electricity, Citizens for State Power, Electric Utilities
Shareholders' Alliances, the Alliance for Power Privatization, e a Coalition
for Customer Choice in Electricity. A Americans for Affordable Electricity
coordenou a campanha pela desregulamentação e gastou US$ 4
milhões num ano com isso, além daquilo que cada um dos seus
membros gastou. A Enron, por exemplo, gastou US$ 25 milhões em apenas
seis meses e programou US$ 200 milhões num ano para publicidade a fim de
ganhar clientes e "persuadir os americanos a pedirem
desregulamentação mais rápida".
[6]
Ela também muitos milhões mais com doações
políticas e a pressionar políticos estaduais e federais.
Na Austrália, a privatização também foi dirigida
pelos interesses dos negócios e os
think tanks
que eles financiaram. Durante a década de 1980 o neoliberalismo foi
promovida pelos grupos de negócios, os quais viam a reforma do governo
como um meio de reduzir os seus impostos, aumentar oportunidades de
investimento e, no caso da reforma de empresas do governo tal como as de
electricidade, como um meio de diminuir o custo do fornecimento de
infraestrutura para si próprias.
Para promover a privatização e desregulamentação na
Austrália os negócios foram ajudados por uma rede
instituições de investigação do governo e
financiadas pela indústria, incluindo "a Industries Assistance
Comission, os ramos de investigação do Tesouro e do Departamento
de Finanças, o Bureau of Agricultural Economics, Industry Economics e o
Labour Market Research".
[7]
Durante a década de 1980 a expansão da infraestrutura
eléctrica em países em desenvolvimento fora financiada por
empréstimos governamentais tomados no exterior devido à escassez
de capital local. As dívidas cresceram porque os consumidores locais
não podiam pagar preços suficientemente elevados para liquidar
aqueles empréstimos. Na década de 1990, devido aos altos
níveis de endividamento, os bancos de desenvolvimento cessaram de
emprestar dinheiro a países em desenvolvimento para desenvolverem a sua
própria infraestrutura e encorajaram-nos, ao invés disso, a
confiar no investimento estrangeiro. A tendência rumo ao financiamento e
construção da produção de electricidade pelo sector
privado aumentou por todo o mundo.
[8]
Os grandes bancos internacionais de empréstimos e agências de
desenvolvimento promoveram uma política de prescrições
para países em desenvolvimento que incluíam a
privatização de empresas de propriedade estatal e a
liberalização para o capital estrangeiro do acesso àquelas
empresas. Este receituário político beneficiou bancos,
corporações multinacionais e instituições
financeiras internacionais, muitas vezes a expensas de negócios locais,
e sempre a expensas dos pobres. Na África, tal 'assistência'
provou uma queda de 23 por cento nos rendimentos. Na Rússia, levou a
que a produção nacional fosse reduzida à metade.
[9]
Os financiadores internacionais também estão a ajudar a promover
a privatização. Ao invés de emprestar dinheiro a governos
do terceiro mundo, agora eles emprestam a investidores estrangeiros para
construírem e operarem infraestruturas em países em
desenvolvimento. Deste modo, os produtores independentes de energia
(independent power producers, IPPs)
são financiados e a electricidade produzida é então
vendida às distribuidoras estatais que as vendem aos seus clientes.
Isto é considerado como o primeiro passo rumo à
privatização.
Durante a década de 1990 quase US$ 187 mil milhões de dinheiro
privado fluiu para os sectores de energia de 76 países em
desenvolvimento, em resultado das políticas de
liberalização e privatização do Banco Mundial e do
FMI. Hoje, nos países em desenvolvimento o sector privado é
"um importante financiador e operador a longo prazo de actividades em
infraestrutura", incluindo a electricidade. Os projectos dos dez maiores
investidores representavam mais de um terço de todo o investimento neste
sector.
[10]
Supõe-se que o capital estrangeiro supra os países em
desenvolvimento com muita necessidade de capital. Contudo, é
discutível a extensão
em que este investimento estrangeiro torna capital adicional disponível
para desenvolvimento de infraestruturas. Onde a
plena privatização teve lugar, como na América Latina, o
investimento directo estrangeiro (IDE) está a dirigir-se cada vez mais
para fusões e aquisições de empresas existentes ao
invés de financiar novos investimentos e infraestrutura. De facto, de
metade a dois terços do IDE em todo o mundo destina-se a
estas fusões e aquisições.
[11]
Isto também ocorreu na Ásia, a partir da última crise no
continente. "Em 1998, por exemplo, enquanto o total de IDE que fluiu para
cinco países asiáticos afectados pela crise declinou em US% 1,5
mil milhões, estima-se que as fusões e aquisições
transfroiteiriças naqueles países tenham aumentado para mais de
US$ 3 mil milhões". As fusões e aquisições
permitem às corporações estrangeiras tirarem proveito de
uma situação de crise quando os preços das
acções locais e os valores de mercado estão baixo. Muito
desta actividade verificou-se no sector de serviços e está
associada a programas de privatização.
[12]
"Analogamente, novos empréstimos de bancos comerciais
embora numa escala muito mais pequena estão a ser usados para
reestruturar passivos externos existentes ao invés de serem investidos
em novas fábricas e equipamentos".
[13]
No caso de projectos de produtores independentes de energia (IPP), novas
infraestruturas resultam claramente de investimento estrangeiro. Contudo, a
quantia de dinheiro investida é pequena em comparação com
a quantia restituída pelas distribuidoras locais, muitas vezes em
divisas estrangeiras, dinheiro que deixa então o país. Para
muitos projectos de IPP, os investidores estrangeiros só aplicam, em
média, 24 por cento do seu próprio dinheiro. O resto é
obtido através de empréstimos, principalmente de bancos
estrangeiros e agências. Os IPPs expandem a capacidade a um custo muito
elevado, que de facto aumenta os gastos do governo e a dívida externa,
inibe a competição, prejudica a inovação
tecnológica e aumenta os custos do consumidor.
A privatização é boa para os bancos porque o dinheiro
levantado pela venda de activos ajuda os governos a pagarem os juros das suas
dívidas, pelo menos a curto prazo. Também é boa para as
corporações multinacionais porque elas são capazes de
comprar activos lucrativos do governo e têm mais oportunidades de vender
os seus produtos e serviços dentro de novos mercados, muitas vezes com
pesados subsídios financiados pelos contribuintes. Contudo, a
privatização de serviços tais como a electricidade tem
levado a mais desemprego e a preços cada vez mais impraticáveis,
muitas vezes sem melhorar a qualidade, a capacidade ou a confiabilidade do
sistema eléctrico.
O Brasil privatizou o seu sistema eléctrico em 1995. Ele foi comprado
por uma complicada teia de investidores privados estrangeiros, incluindo a
Enron, os quais gastaram sozinhos mais de US$ 3 mil milhões a comprar a
infraestrutura de outras companhias já existentes no Brasil. O Brasil
outrora era
admirado e invejado pela sua abundância de electricidade barata tornada
possível pelo aproveitamento de rios, mas em 2001 este sistema veio
abaixo. O cerne do problema estava no modelo britânico sobre o qual o
Brasil estruturou a sua privatização. Os consumidores
experimentaram aumentos de preços maciços, enquanto os
proprietários estrangeiros repatriaram lucros e evitaram investiram em
novas capacidades de produção.
A Índia, tal como o Brasil, foi pressionada pelo FMI e pelo Banco
Mundial a privatizar a sua electricidade. A Enron utilizou a sua
influência política junto à embaixada americana e a CIA
para ganhar em 1992 um contrato de US$ 3 mil milhões a fim de construir
a Dhabol Power Plant, no sul de Bombaim. Este foi o maior investimento
estrangeiro da Índia. Os habitantes locais protestaram contra os
impactos ambientais e sociais do projecto, cuja electricidade era
inconfiável e muito poluidora. Ela cobrava tanto pela electricidade que
em Junho de 2001 o governo do estado rescindiu o seu contrato para a compra de
electricidade e a central foi forçada a encerrar.
A privatização e a desregulamentação da
electricidade tem todos os elementos de um abuso de confiança bem
sucedido. O engano ou a fraude consistiu em persuadir o público e os
políticos que os representam de que uma alteração
dramática no controle dos seus sistema eléctricos seria do
interesse público. Aos consumidores de electricidade foram prometidos
cortes de taxas, melhor serviço e a "escolha do consumidor"
devido à concorrência que a desregulamentação
promoveria. Aos governos foram prometidos reduzidos défices
orçamentais e menos responsabilidades por um sector de serviços
cada vez mais complexo e capital-intensivo.
Os governos, confiados em que executavam a vontade do povo e protegiam os
activos públicos, foram cooptados por toda sorte de
invenções, que iam desde a persuasão refinada de
think
tanks
bem financiados a pressões menos do que subtis exercidas por
organizações internacionais de empréstimos, todas elas
combinadas com frequentes e generosas contribuições financeiras
para campanhas de fundos de partidos políticos e ofertas de futuras
oportunidades de carreira a políticos e burocratas aposentados.
Isto resultou em todo o mundo numa transferência maciça de
propriedade e controle sobre activos de electricidade do público para
companhias privadas. As companhias que assumiram o comando do abastecimento da
electricidade na maior parte dos países são
multinacionais com pouco interesse no bem estar dos cidadãos locais.
Estas companhias estão a concentrar-se cada vez mais
através de fusões e aquisições num pequeno
grupo de conglomerados muito grandes que dominam o fornecimento de
electricidade a nível nacional e internacional. A
reestruturação e a privatização também
resultou numa perda de empregos maciça. Só na Austrália,
o emprego no sector da electricidade caiu "de cerca de 83 mil em meados da
década de 1990 para os 33 mil trabalhadores de hoje..."
[14]
É claro que a vasta maioria do povo em cada país onde o grande
abuso de confiança eléctrica teve lugar é a sua
vítima e não a sua beneficiária. Empregos foram perdidos,
os preços da electricidade aumentaram, a qualidade do serviço e a
fiabilidade caíram, a poluição aumentou, e os
contribuintes tiveram de salvar companhias privadas de electricidade nos maus
tempos sem receber quaisquer dividendos nos bons tempos.
Notas
[1] Mark O'Neill. 'Power Plant Sale Agreement Sparks Outcry from Workers.'
South China Morning Post.
20 August, 2001, p. 3.
[2] Frank Stilwell. 'Economic Rationalism: Sound Foundations for Policy?' In
Beyond the Market: Alternatives to Economic Rationalism.
ed Stuart Rees, Gordon
Rodley and Frank Stilwell. Leichhardt, NSW: Pluto Press. 1993, p. 36; John
Williamson. 'In Search of a Manual for Technopols'. In
The Political Economy of
Policy Reform.
ed John Williamson. Washington, DC: Institute for International
Economics. 1994, p. 17.
[3] Many examples are given in Sharon Beder.
Power Play: The Fight to Control the World's Electricity.
Melbourne and New York: Scribe Publications and the New Press. 2003
[4] Center for Responsive Politics. 'Power to the People? Money, Lawmakers, and
Electricity Deregulation.' opensecrets.org. Accessed on 4 January 2001.
http://www.opensecrets.org/pubs/cashingin_electric/contents.htm
.
[5] James Walsh.
The $10 Billion Jolt.
Los Angeles: Silver Lake Publishing.
2002, pp. 53-4.
[6] Allen R. Myerson. 'Enron, Seeking to Be a Household Name, Plans to Start
Its Campaign on Super Bowl Sunday.'
New York Times.
14 January, 1997
[7] Tim Duncan and Anthony McAdam. 'New Right: Where Is Stands and What It
Means.'
The Bulletin
10 December, 1985, p. 38.
[8] Asian Development Bank. 'The Bank's Policy Initiatives for the Energy
Sector.' Philippines: Asian Development Bank. May 1995; R. David Gray and John
Schuster. 'The East Asian Financial CrisisFallout for the Private Power
Projects.'
The World Bank Group - Public Policy for the Private Sector
August,
1998, p. 1.
[9] Gregory Palast. 'IMF's Four Steps to Damnation.'
Observer.
29 April, 2001,
p. 7.
[10] Ada Karina Izaguirre. 'Private Participation in Energy.'
The World Bank
Group - Public Policy for the Private Sector
May, 2000, pp. 1-3.
[11] Chakravarthi Raghavan. 'FDI Is No Panacea for South's Economic Woes.'
Third World Resurgence
October/November, 1999
[12] Ibid.
[13] Chris Adams. 'Privatising Infrastructure in the South.'
Focus on Trade
May, 2001
[14] Nigel Wilson. 'Power to the People.'
The Australian.
26-27 April, 2003, p.
25.
[*]
Professora da School of Social Sciences, Media and Communication at the
University of Wollongong, Austrália. Autora de
Power Play: The Fight for Control of the World's Electricity
e numerosos outros livros. Este artigo foi enviado para
publicação em "Envisioning a Renewable Public Energy
System", Korean Labor Social Network on Energy (KLSNE), Seoul, South
Korea, June 2005, pp. 177-185.
O original encontra-se em
http://www.uow.edu.au/arts/sts/sbeder/critique.html
.
Tradução de JF.
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
.
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