"A Europa vive um período de contra-revolução"
por Pierre Pranchère
[*]
entrevistado por Alberto Lopes
Ex-membro do Comité Central do Partido Comunista Francês, foi
deputado à Assembleia Nacional de França e ao Parlamento Europeu
durante quase duas décadas. De origem camponesa, filho de um
ferroviário, aos 16 anos já lutava na Resistência francesa
à ocupação alemã, durante a II Guerra Mundial.
Pierre Pranchère, hoje com 82 anos, visitou recentemente Portugal
pela segunda vez e veio de novo ao Alentejo já aqui tinha estado
no Verão de 1975, apaixonado pela Revolução dos Cravos.
Falou agora ao
Alentejo Popular
da sua participação no "maquis" na região da
Corrèze, de episódios menos conhecidos da II Guerra Mundial, da
sua experiência como deputado, do fracasso da União Europeia e da
luta dos comunistas franceses.
Não se pergunta aos amigos por que é que nos vêm
ver, mas qual o objectivo desta visita a Portugal?
Esta viagem, com a minha mulher e a nossa filha, teve dois eixos de
interesse: primeiro, visitar o país, aprofundar o conhecimento da
história deste povo, orgulhoso enquanto nação e que
reivindica com muita força a a sua história; e, depois, como
comunista, rever Portugal, porque estive aqui em Julho de 1975, no auge da
Revolução dos Cravos. Com o 25 de Abril, o 1.º de Maio de
1974, os cravos nas espingardas dos soldados, quis então vir perceber
melhor a situação em Portugal. Eu era na época deputado na
Assembleia Nacional de França e nós, comunistas franceses,
tínhamos toda a simpatia pelo Partido Comunista Português e pelo
movimento dos capitães, que foi o "pivot" central desse
formidável avanço para a democracia. Nessa altura tive contactos
com militantes do PCP e quis ver de perto a Reforma Agrária, que esteve
também no centro do movimento de Abril, englobando militares,
operários agrícolas, camponeses sem terra e intelectuais. Tive a
oportunidade, nesse Verão de 75, de assistir a um comício em
Évora com Álvaro Cunhal. Eis, pois, por que razão quis
voltar agora a Portugal continuo a ter a Revolução dos
Cravos no coração...
E quais foram as impressões da visita?
No momento em que a nossa viagem chega ao fim, estou particularmente
encantado. Há semelhanças entre a história do povo de
Portugal e a história do povo de França o apego à
Nação, o apego aos valores republicanos, aos valores
revolucionários, aos valores da paz e da amizade, que surgem agora com
mais força. Quero saudar, muito sinceramente, a luta que levam a cabo os
trabalhadores, o povo português, e igualmente a luta do Partido Comunista
Português, que se bate com muita tenacidade contra a
liquidação das conquistas da Revolução dos Cravos.
Nós, franceses, conhecemos bem essa realidade, já que temos um
governo de uma enorme ferocidade contra os trabalhadores. Encontramo-nos hoje
confrontados não só em França mas em toda a União
Europeia com um ressurgir do fascismo, com uma presença insolente dos
herdeiros de Hitler e de Mussolini. Assistimos a propostas escandalosas, por
exemplo em Itália com o governo de Berlusconi, onde há
simpatizantes fascistas, e no quadro da União Europeia, assistimos a uma
campanha de reabilitação do fascismo e de
criminalização do comunismo. Nós, em França, em
particular o
Pôle de la Renaissance Communiste
, promovemos uma campanha muito grande para demonstrar que o comunismo e o
nazismo são absolutamente opostos, que não é
possível qualquer comparação, que não é
possível fazer uma amálgama. Por exemplo, os comunistas
portugueses lutaram contra a mais longa ditadura fascista na Europa, a de
Salazar, e dezenas de milhares de comunistas franceses derramaram o seu sangue
no combate pela liberdade e para vencer o fascismo. Assim, nestes dias em
Portugal, ouvimos, perguntámos, tentámos compreender melhor os
problemas e vemos o futuro com muita confiança. Os comunistas que querem
permanecer comunistas, que são revolucionários, devem trabalhar
para reconstituir o movimento comunista internacional de modo a que, face
à barbárie do imperialismo, sejamos portadores de uma verdadeira
alternativa. O socialismo ou a barbárie é também a
nossa palavra de ordem.
"Cumpri o meu dever de patriota, de comunista"
Voltaremos a abordar a actualidade, mas quero agora colocar-lhe algumas
questões sobre acontecimentos históricos em que participou, em
França, durante a II Guerra Mundial. A sua região, a
Corrèze, desempenhou um papel muito importante na Resistência
à ocupação alemã... Com que idade é que
entrou na luta dos "maquisards"?
Na Corrèze há uma longa história de luta pela
liberdade. Nessa região, por exemplo no período da Comuna de
Paris [1871], houve ali posições revolucionárias. Os
camponeses são proprietários da terra, têm pequenas
explorações agrícolas e havia ali muita simpatia
revolucionária que se ampliou quando eles foram trabalhar para os
estaleiros de construção de caminhos-de-ferro, para as grandes
cidades, como Paris, regressando depois à província. Na
Corrèze houve sempre uma grande representação desta
força e no período da Frente Popular houve um enorme
reforço do Partido Comunista. Contrariamente à Espanha, com a
Frente Popular não estivemos no governo mas logo após a
vitória eleitoral houve uma greve geral dos trabalhadores, apoiada pelo
campesinato, greve que alcançou conquistas como férias pagas, 40
horas, aumentos de salários. O que foi decisivo depois porque a
Frente Popular não resistiu muito tempo à fragilidade dos
radicais e do Partido Socialista foi a constituição nas
fábricas de poderosas organizações comunistas e sindicais.
E a Corrèze, em seguida, conheceu um período de repressão:
em 1939 a imprensa comunista foi proibida, militantes foram presos, o PCF foi
ilegalizado. Conhecemos uma situação extraordinária,
porque os que nos acusavam de sermos traidores à pátria foram os
que assinaram os Acordos de Munique liquidando a Checoslováquia,
recusaram a fazer a "entente" com a URSS em relação
à Polónia, sacrificaram-na deliberadamente porque sabiam que sem
o apoio da União Soviética a Polónia seria esmagada... Os
que nos acusavam tornaram-se a seguir, no essencial, naqueles que
traíram a República, traíram a França...
Foi então organizada a Resistência contra os
alemães...
Sim, surgiu na Corrèze a resistência, que se apoiava no
Partido Comunista. Havia, é certo, homens e mulheres que seguiam o
general De Gaulle, mas foi uma batalha, no fundamental, desde o início,
travada pelos comunistas. O meu pai era da Resistência e eu aos 15 anos
aderi ao Partido Comunista clandestino, aos 16 estava com o pessoal das
ligações e do reabastecimento, num grupo do "maquis"
gaulista que veio implantar-se na nossa aldeia (sou de origem camponesa, embora
o meu pai fosse ferroviário). O contexto era tal que a
mobilização na Corrèze foi considerável, atingindo
proporções dificilmente imagináveis: tivemos como
"franc-tireurs et partisants" (FTP), que foram criados pelo Partido
Comunista, cerca de 11 mil combatentes em 240 mil habitantes! Havia
lá uma força extraordinária, homens e mulheres que estavam
na Resistência, de tal ordem que, por exemplo, no período de
1943/44, os alemães estacionados na Corrèze, que não era
unidades de elite estavam nessa altura praticamente todas na frente
russa , diziam da Corrèze que era a "Pequena
Rússia"...
Foram tempos difíceis mas, ao mesmo tempo, para os
"maquisards", heróicos...
Em 1940 havia a pena de morte por actividades comunistas mas os
responsáveis do Partido Comunista tornaram-se os comandantes, os
oficiais, os que treinaram esse formidável exército popular.
Houve a insurreição e na Corrèze a palavra de ordem de
insurreição nacional que aliás não era
só dos comunistas, porque havia também as forças gaulistas
traduziu-se numa directiva de liquidar os destacamentos militares
alemães. Era uma palavra de ordem ambiciosa mas que correspondia
à guerrilha na Corrèze as unidades de franco-atiradores
fustigavam sem cessar os alemães, que dificilmente conseguiam
movimentar-se no terreno. Em 44, os "franc-tireurs" atacaram o
quartel alemão de Tulle e, depois de dois dias de combate
difícil, mortífero, a guarnição alemã foi no
essencial aniquilada, tendo os sobreviventes sido também liquidados.
É preciso dizer que neste combate os franco-atiradores foram
admiráveis e que os alemães tiveram perdas consideráveis,
foram obrigados a render-se.
E os nazis retaliaram?
No contexto do Maciço Central, o estado-maior alemão
não dispunha de forças necessárias para manter o controlo
da situação. Este ataque ao aquartelamento de Tulle fez mudar a
correlação de forças em favor da Resistência e os
alemães foram forçados a recorrer a uma divisão SS (a
2.ª Divisão Das Reich, que tinha sido derrotada na batalha de
Kursk) e a despachá-la para o departamento da Corrèze. Essa
divisão SS, de grande ferocidade, não tentou combater os
"franc-tireurs", porque não estava apta para a luta de
guerrilha, e atirou-se à população civil, enforcando 99
pessoas em Tulle, deportando centenas de trabalhadores, martirizando um sem
número de jovens. Chegou-se ao auge do horror, porque não
escaparam nem as crianças, nem os bebés, nem as mulheres
foi um massacre pavoroso de mais de 600 pessoas.
Que memória guarda desses momentos históricos?
É uma parte indissociável da minha vida. No que me diz
respeito, entrei na Resistência sabendo bem o que ia encontrar o
meu pai era também comunista e resistente. Participei em
acções de sabotagem, em acções ofensivas, cumpri o
meu dever de patriota, de comunista.
De Gaulle ameaçou deixar Londres e ir para Moscovo
Ainda sobre II Guerra Mundial, há opiniões
contraditórias de historiadores sobre as relações entre o
general De Gaulle e Roosevelt e Churchill. É verdade que, para a
França do pós-guerra, Roosevelt preferia um governo com
ex-ministros de Pétain em vez do general De Gaulle?
Sim, sim. Em Junho de 1940, depois do ataque da Alemanha nazi, De Gaulle
um representante da burguesia francesa mas um democrata partiu
para Londres, de acordo com Churchill. O Partido Comunista lançou um
apelo a 10 de Julho de 1940, no dia em que Pétain assassinou a
República com as baionetas alemãs. Esse apelo do PCF dizia que
nunca um grande povo como o nosso seria um povo de escravos, e perspectivava,
com base na política de unidade no partido, quais seriam as etapas
seguintes. Mais tarde, quando os dirigentes norte-americano e inglês,
Roosevelt e Churchill, tentaram afastar De Gaulle que lhes parecia
não estar a jogar o jogo deles , houve uma
aproximação entre De Gaulle e o Partido Comunista. Essa
aproximação foi decisiva para a Resistência. Fez-se no
momento do desembarque americano e inglês na África do Norte, em
Novembro de 1942, quando Roosevelt e Churchill afastaram De Gaulle e a
França combatente, que não foi autorizada a participar na
acção, e preferiram aliar-se aos generais franceses que
continuavam a depender do general Pétain, do regime de Vichy. Nesse
período, De Gaulle teve um apoio capital da posição
adoptada pela URSS, porque a União Soviética tinha beneficiado da
solidariedade do general De Gaulle desde o ataque alemão: a União
Soviética reconheceu a França combatente e negociou com De Gaulle
a possibilidade de cooperação. De Gaulle propôs que uma
esquadrilha francesa combatesse na frente russa, como os aviadores franceses
combatiam na Royal Air Force britânica, e em Novembro de 1942,
contornando a batalha de Stalinegrado, pilotos franceses chegaram a uma base
próxima de Moscovo e iniciaram a formação dessa
esquadrilha. Ao mesmo tempo, um encontro entre emissários do general De
Gaulle e a direcção do Partido Comunista alcançava um
acordo. Mais tarde, em 10 de Fevereiro de 1943, De Gaulle escrevia uma
notável carta ao comité central do Partido Comunista foi o
único partido ao qual ele se dirigiu desta forma , em que
reconheceu a importância do Partido Comunista na Resistência, na
formação dos franco-atiradores, e em que fez referência
à vitória de Stalinegrad, afirmando que "eu sei que a
França combatente pode contar com o Partido Comunista
Francês". Este entendimento entre gaulistas e comunistas foi a
espinha dorsal do acordo que se conseguiu mais tarde, em Maio, no Conselho
Nacional da Resistência, depois de Jean Moulin ter unificado a
Resistência. Isto foi decisivo, pois Roosevelt e Churchill tinham
já fixado a data em que iam afastar De Gaulle. Foram então
obrigados a aceitar a ida de De Gaulle a Argel, mas os arquivos mostram que
até 1944 continuaram a procurar afastar De Gaulle e que em Julho/Agosto
houve uma última tentativa de reunir em Paris o antigo parlamento
com os deputados que votaram por Pétain em Vichy! , para designar
um governo para a França libertada...
Sabe-se hoje que De Gaulle esteve para mudar-se de Londres para
Moscovo...
O filho do general De Gaulle, o almirante Phillipe De Gaulle, publicou
as suas memórias,
De Gaulle, mon père
, e ali conta coisas
extraordinárias. Diz que quando De Gaulle percebeu a animosidade de
Roosevelt e Churchill, pediu ao embaixador da União Soviética em
Londres que informasse Stalin de que, se os norte-americanos e ingleses
concretizassem as suas intenções, ele pediria para se instalar na
União Soviética! Isto faz parte da nossa História e hoje
os governantes franceses, como o Sr. Sarkozy, querem fazer esquecer esse
compromisso histórico realizado entre gaulistas e comunistas. E querem
apagá-lo porque a sua política vai contra tudo o que fez a
grandeza de França, porque depois da libertação houve um
governo com ministros comunistas, entre eles Maurice Thorez, que realizaram as
maiores transformações ao serviço dos trabalhadores e da
nação.
"Stalingrado mudou o destino da II Guerra Mundial"
Ainda sobre a II Guerra: Hollywood apresenta os norte-americanos como os
grandes vencedores da batalha da Normandia. Qual foi o papel da
Resistência nessa fase da guerra?
Quando o desembarque da Normandia estava em preparação,
havia uma crescente exigência popular nesse sentido, já que os
americanos e os ingleses não avançavam, estavam atolados na
campanha de Itália. E os factos apoiavam essa exigência: em
Stalinegrado o destino da guerra mudou. Stalinegrado foi a vitória da
inteligência, a vitória da União Soviética que
conseguiu produzir nessa altura armamento de uma qualidade
extraordinária, como os carros de assalto T-34 e os
lança-foguetes múltiplos "Katiousha". Stalinegrado
marcou o ponto de viragem da guerra. Aliás, De Gaulle foi à
União Soviética em Dezembro de 1944 e deslocou-se a Stalinegrado,
onde afirmou: "Que grande povo!". Mais tarde, em 1966, considerou
"decisivo" o papel da Rússia ele não falava da
União Soviética... na derrota da Alemanha nazi. Depois da
batalha de Moscovo, da batalha de Kursk, o Exército Vermelho retomou a
iniciativa estratégica e só parou em Berlim em finais de Abril de
1945. E quando Hitler se suicidou, os soldados soviéticos estavam a 80
metros do seu "bunker" ele não teve outra
solução para não cair prisioneiro do Exército
Vermelho.
Voltando ao desembarque anglo-americano da Normandia...
Os americanos e ingleses prepararam o desembarque, segundo os
historiadores e especialistas militares, com a ideia de enganar os nazis,
fazendo-lhes crer que o desembarque seria noutra zona, em Dunquerque. Por isso
não bombardearam a costa da Normandia para destruir as
fortificações ali existentes. A batalha foi terrível,
porque as tropas alemãs estavam entrincheiradas, armadas com
canhões e metralhadoras, e dizimaram regimentos ingleses e americanos
inteiros. A certa altura, o general americano Bradley achou que era
necessário retirar, face às elevadas perdas das forças
atacantes... O que se seguiu mostrou se não tivesse havido a
intervenção da Resistência francesa teria sido
possível o contra-ataque alemão Rommel estava de
licença em Berlim mas regressou rapidamente ao terreno. As forças
anglo-americanas lançaram nessa altura, de pára-quedas, armas
para resistência, na Bretanha e na Normandia até essa
altura, estávamos mal armados e passámos a ter então
espingardas, metralhadoras, bazucas, armas para combater. Mais tarde, altos
comandos militares americanos reconheceram que sem as acções de
sabotagem da Resistência, na retaguarda das tropas alemãs, o
êxito do desembarque estaria comprometido. A Resistência foi um
elemento muito importante, se não decisivo, da libertação
tão rápida da França.
"A União Europeia é o inimigo mortal dos povos europeus"
Finda a II Guerra, foi deputado à Assembleia Nacional de
França em 1956-58 e 1973-78 e ao Parlamento Europeu, entre 1979 e 1989.
Que recordações tem dessa fase da sua vida política?
Fui eleito deputado muito jovem, com 29 anos, em 1956, e a minha
candidatura foi apresentada pelo Partido Comunista na Corrèze, pelos
seus militantes, operários, camponeses, pelos antigos combatentes da
Resistência. A guerra colonial tinha prosseguido depois do afastamento
dos comunistas do governo pelos socialistas, radicais e
democratas-cristãos. Tivemos um grande êxito eleitoral, elegemos
mais de 150 deputados comunistas e na Corrèze tínhamos dois em
quatro deputados. (Aliás, tínhamos dois deputados desde 1945: na
Corrèze, o Partido Comunista obteve, depois da libertação,
40 por cento dos votos, era uma força considerável).
Houve depois a guerra colonial (Indochina, Argélia), o golpe de
força dos generais em Argel, a emergência da V República,
foi um período extremamente difícil para o nosso povo, o general
De Gaulle chegou ao poder, já não como durante a
Resistência mas com o apoio da extrema-direita e da direita. Mais tarde,
quando voltei à Assembleia Nacional, houve um entendimento entre o
Partido Comunista e o Partido Socialista com base num programa comum,
aliás elaborado pelo PCF e discutido com as bases. Hoje, o meu
julgamento sobre essa aliança, contrariamente à da Frente Popular
quando houve uma unidade das bases e não um acordo de
cúpula é muito crítico. Miterrand, cinicamente,
abandonou a orientação que tinha sido acordada... Foi
também um período complicado, de luta e combate.
Quanto ao Parlamento Europeu...
Já no Parlamento Europeu, as coisas foram muito claras desde o
início e até ao final dos 10 anos que ali passei: era a Europa do
grande capital, a Europa das multinacionais, a Europa onde o combate dos povos
devia ter uma força que não existe para travar um período
de contra-revolução. De contra-revolução que
prossegue hoje. Esta Europa do grande capital pode conduzir a Europa e o Mundo
a um período de aventura, período que começou com a
liquidação dos países socialistas. Estamos numa fase de
atomização dos estados, das nações, há uma
tentativa de reduzir os estados vejam-se o Montenegro, o Kosovo, etc.
, de colocar os povos em inferioridade face aos países
imperialistas como a Alemanha, a França, a Grã-Bretanha. E
há a participação da União Europeia nas guerras do
Iraque e do Afeganistão. O Afeganistão é um verdadeiro
barril de pólvora, e não só local, porque é uma
ameaça contra o Irão, a China, a Rússia é
essa a verdadeira razão de o imperialismo querer ter o
Afeganistão à sua mercê. Por tudo isto, a União
Europeia é hoje o inimigo mortal dos povos da Europa. E nós, no
Pôle de la Renaissance Communiste, defendemos a saída da
França da União Europeia, para não dar cobertura a estas
políticas inaceitáveis. Pode e deve-se fazer a ruptura. Uma
ruptura que não significa ruptura de relações
económicas e outras, mas que permita a reconquista da
independência e da soberania e a negociação de vantagens
recíprocas entre os povos.
[*]
http://fr.wikipedia.org/wiki/Pierre_Pranchère
O original encontra-se em
http://www.alentejopopular.pt/noticias.asp?id=3465
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
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