O modo de pensar da Casa Negra americana
Mais uma vez os Estados Unidos provam o seu alinhamento total com Israel
impondo ao nosso país, nosso povo, nossas mulheres e nossos filhos sua
escolha infernal: ou vocês rendem-se à nossa vontade e deixam-nos
tratar dos vossos assuntos e rearranjar as vossas vidas de acordo com o nosso
"caos criativo" cujo "modelo democrático" pode ver
nos massacres a serem cometidos no Líbano, na Palestina e no Iraque, ou
nós mataremos todos vocês.
Mais uma vez os Estados Unidos ordenam aos canibais sionistas que destruam
nossas cidades e aldeias, tudo totalmente à vista do mundo e da muito
"moderna e civilizada" "comunidade internacional", a qual
pôs o globo de pernas para o ar porque dois soldados foram capturados
numa acção militar pelo legítimo e legal movimento de
resistência do nosso povo contra uma entidade baseada na conquista e no
assassínio. Esta "comunidade internacional" nem pestanejou
quando testemunhou os corpos desmembrados das nossas crianças ou os
corpos mutilados dos nossos cidadãos, martirizados porque não
eram sionistas. Eles são as vítimas de um novo modo de pensar
nazi, fascista, que o mundo civilizado deveria estar a cooperar para extirpar
pelas raízes, um modo de pensar que provem da Casa Negra americana e dos
neo-conservadores e estende-se à terra da Palestina e ao seu povo.
Mais uma vez Israel, de acordo com a decisão americana, está a
fazer todo o possível para ocupar novas terras árabes contra o
pano de fundo da cumplicidade, do silêncio e da complacência dos
regimes árabes oficiais sem uma única excepção.
Mostrando audácia só contra os seus próprios povos,
esmagando-os com agentes de segurança e toda a violência que
possam dispor, eles apresentam-se espantosamente impotentes perante o inimigo
da sua nação árabe e dos seus povos. Se vós sois
incapazes para a confrontação, a resistência e a firmeza do
povo libanês actuará em vosso benefício derrotando e
humilhando o "exército invencível". Ele fez isto no
passado e mil vezes capaz de faze-lo outra vez. Assim, mantenham as vossas
riquezas e os vossos activos, escondam o vosso medo e a vossa tremura diante da
confrontação não vos pedimos nada. Pedimos aos
nossos povos árabes para furarem o bloqueio e romperem através
das fronteiras para nos trazer alguns suprimentos de alimentos,
provisões e remédios. Será que estas coisas também
incomodarão os vossos governantes?
Mais uma vez o Líbano permanece só, a confrontar o dragão
com uma posição de unidade oficial, popular e de
resistência que exige um alto à agressão e apela ao
enfrentamento do agressor de todas as formas. Exige a
libertação do território e dos nossos prisioneiros.
Façamos com que esta unidade seja a base sobre a qual o Líbano
auto-confiante pode levantar-se, o fundamento para a construção
de um estado árabe, democrático e patriótico. Este
é o estado que está a levantar-se hoje com todas as suas partes
componentes, no combate com o inimigo e através do fortalecimento da
firmeza popular e da preocupação para com os refugiados, que
amanhã terão de reconstruir o que foi destruído. Este
é o estado ao qual todos devem submeter-se. Um estado de
instituições e igualdade de cidadania. Um estado cujas
instituições e formas de governo originam-se na escolha
democráticas do nosso povo libanês exercida de acordo com
instrumentos que merecem reforços. Este é o estado que pode
preservar a unidade, soberania e independência do país, não
as seitas, confissões e quotas assinaladas que deixaram o país
vulnerável e transformaram-no numa arena onde outros podem actuar. Para
este objectivo apelamos a que todas as forças populares e
políticas libanesas convirjam numa conferência nacional abrangente
baseada na confrontação bem sucedida com o agressor e destinada a
fazer com que este fracasse em atingir seus objectivos.
11/Agosto/06
[*]
Secretário-geral do Partido Comunista Libanês
O original (em árabe) encontra-se em
http://www.lcparty.org/100806_5.html
A versão em inglês encontra-se em
http://www.lcparty.org/110806_8.html
Este declaração encontra-se em
http://resistir.info/
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