O capitalismo no seu melhor
Ricos e célebres investem em bunkers de luxo

Bunker no Dakota do Sul. Muitas pessoas ricas e célebres não esperaram instruções oficiais para se porem ao abrigo do coronavírus. Elas investiram em massa nos bunkers da Vivos Group. Esta sociedade da Califórnia especializou-se na construção de pequenas fortalezas de luxo onde famílias ricas podem sobreviver a uma catástrofe. Nos EUA, empresas que oferecem kits de sobrevivência e abrigos de socorro registam vendas recordes.

Algures no sudoeste de Dakota do Sul, perto das Black Hills, encontra-se uma zona com 23 quilómetros quadrados composta por centenas de bunkers recobertos de terra. Antigamente era um local onde o exército americano armazenava explosivos e munições, durante a Segunda Guerra Mundial.

Bunker no Dakota do Sul. Feitos de betão e aço, os 575 bunkers eram habitados por centenas de trabalhadores do exército. Mas em 2016 o complexo foi rebaptizado "Vivos xPoint", depois de a empresa Vivos Group comprar os locais. Os bunkers foram objecto de um relooking luxuoso e aguardam novos habitantes que querem sobreviver ao "fim do mundo".

A PARTIR DE 35 MIL DÓLARES POR PESSOA

Os edifícios foram construídos para resistir a uma explosão de 500 mil libras (226 toneladas) de pólvora. Cada um deles pode abrigar dez a vinte pessoas. No total, há lugar para cerca de 5000 "residentes". A dimensão dos bunkers varia de 8 x 20 metros a 8 x 24 metros.

Planta do bunker. Foi estabelecido um sistema de condomínio. Cada pessoa que se pretende mudar para um bunker deve pagar 35 mil dólares no primeiro ano. Por este preço, terá um bunker nu – mas se preferir sobreviver no luxo, com água, electricidade e ventilação, será preciso pagar um suplemento. A selagem hermética da porta para proteger o bunker de intrusões de água, ar e gás do exterior também é uma opção.

ABASTECIMENTO ANUAL DE ALIMENTOS

Pode-se assegurar um abastecimento alimentar para um ano em cada bunker, segundo a Vivos. A empresa garante igualmente a segurança no sítio e o pessoal encarregado da manutenção e de outros serviços. Há igualmente uma loja e um dos bunkers foi transformado em escola.

Se pensa que isso só existe nos Estados Unidos, então engana-se. Além de um segundo projecto no estado de Indiana, a Vivos investiu num complexo de abrigos anti-catástrofes em Rothenstein, na Alemanha. Novos bunkers na Ásia e na Espanha devem seguir-se, declarou a empresa.

Devido à crise do coronavírus, Robert Vicino, agente imobiliário da Vivos, declarou ao New York Post que as vendas explodiam. "Nossos helicópteros estão a postos para quando chegar o momento. Todos os meus clientes sabem que alguma coisa de mau pode acontecer. Talvez estejamos a um mês do colapso total. O que é que cada um vai fazer quando não houver mais comida nem dinheiro? Mas daqui até lá, será demasiado tarde para me chamarem".

07/Abril/2020

O original encontra-se em www.7sur7.be/...

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08/Abr/20