A lei marcial aprovada na Grã-Bretanha ameaça com a possibilidade
de um Golpe de Estado a qualquer momento
A lei marcial, os estados de emergência e demais formas de terrorismo de
Estado não acabam nunca e isso por dois motivos: facilitam a
dominação de classe e, além disso, justificam-na. Cabe
acrescentar que as normas que se impõem não expiram nunca, nem
tão pouco as instituições que são criadas por
motivos extraordinários.
As formas de dominação são de tal modo favorecidas que a
burguesia suspira para que surjam dramas, como a demolição por
explosivos das Torres Gémeas, ou vírus assassinos, até o
ponto de que
se não surgem convém iniciá-los, magnificá-los e
inclusive inventá-los.
Na Grã-Bretanha a Lei sobre o Coronavírus recém aprovada
[1]
desencadeou, como de costume, uma campanha de imprensa para deixar claro aos
mais temerosos que "não cria um estado policial" e que as
faculdades extraordinárias concedidas à polícia e aos
militares "só" vão durar dois anos.
Como tudo o que se refere a esta pandemia, também essa campanha de
imprensa é falsa. Para isso basta ler o artigo 89, que esclarece as
partes que são temporárias, as que não são e as que
podem ser prorrogadas com diferentes pretextos e ardis do primeiro-ministro ou
de qualquer outro do governo que as considere necessárias.
Em consequência,
uma quarta parte (e talvez mais) de toda a Lei não expirará nunca,
por mais que a pandemia retroceda, deixe de haver mortos, vacinem toda a
população maciçamente e os hospitais se esvaziem.
As leis de emergência aprovam-se para fazer parte do elenco repressivo de
forma permanente. "Per omnia saecula seculorum", diziam os juristas
romanos.
Desde há séculos um capítulo fundamental de toda lei
marcial, especialmente na Grã-Bretanha, é sempre a impunidade:
o que façam ou deixem de fazer aqueles que tomas as decisões e
que as executam não são submetidos à responsabilidade.
O governo e seus funcionários não prestam contas, têm
carta branca para fazer qualquer coisa, o que se pode denominar de muitas
maneiras, como "carta de corso" ou impunidade.
Várias secções da nova lei britânica esclarecem que
a carta branca é permanente: os funcionários públicos
estão isentos de responder por qualquer dano que causem a um paciente
que esteja a ser tratado pelo coronavírus e inclusive de qualquer outra
doença que se "suspeite" que possa estar relacionada com o
coronavírus.
Por outras palavras,
a responsabilidade médica desapareceu, tanto para os médicos como
para os hospitais.
Se matarem um doente já não acontece nada, pode-se continuar a
matar tranquilamente tal como ordenam os protocolos sanitários que o
próprio governo aprovou.
Por exemplo: se alguma multinacional inventa uma vacina, o governo pode
acelerar sua aplicação aos doentes (e aos suspeitos) sem
necessidade de seguir os protocolos habituais de segurança. Para dizer
isso em linguagem clara: podem utilizar os doentes e suspeitos de
contágio como cobaias de laboratório.
Precisam de mais exemplos? Vejam: os artigos 59 a 70 permitem dar um golpe de
Estado uma vez que o governo pode adiar as eleições e essa
faculdade não tem um prazo de caducidade. O golpe de Estado é uma
ameaça que ficará para sempre. "Per saecula seculorum".
08/Abril/2020
[1]
http://www.legislation.gov.uk/ukpga/2020/7/section/89/enacted
[*]
Movimiento Político de Resistencia
O original encontra-se em
movimientopoliticoderesistencia.blogspot.com/
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
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