Declaração sobre a decisão da ANVISA,
regulador de saúde do Brasil, de adiar a autorização da
Sputnik V no Brasil
por Sputnik V
A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) de adiar a aprovação da Sputnik V é,
infelizmente, de natureza política e nada tem a ver com o acesso do
regulador à informação ou ciência.
A decisão do regulador também contradiz uma decisão
anterior do Ministério da Ciência, Tecnologia e
Inovação (MCTI), que reconheceu a vacina Sputnik V como segura e
permitiu sua produção no Brasil.
A equipe da Sputnik V abordou as questões técnicas levantadas
pelos diretores da Anvisa durante a reunião de 26 de abril para
demonstrar que essas alegações não têm embasamento
científico e não podem ser tratadas com seriedade na comunidade
científica e entre os reguladores internacionais.
1. O Centro Gamaleya, que realiza um controle de qualidade rigoroso de todos os
locais de produção da Sputnik V, confirmou que nenhum
adenovírus competente para replicação (RCA) foi encontrado
em qualquer um dos lotes de vacina Sputnik V que foram produzidos. Os controles
de qualidade existentes garantem que nenhum RCA possa existir na vacina Sputnik
V. Antes da inspeção a equipe da Anvisa recebeu ofício do
Centro Gamaleya datado de 26 de março de 2021 que diz claramente:
"Além disso, gostaríamos de informar que durante a
liberação da vacina no local do Centro e no local do contrato do
JBC Generium, nem um único lote contendo RCA foi registrado."
2. A qualidade e segurança da Sputnik V são, entre outras
coisas, garantidas pelo fato de que, ao contrário de outras vacinas, ela
usa uma tecnologia de purificação de quatro estágios que
inclui dois estágios de cromatografia e dois estágios de
filtração de fluxo tangencial. Esta tecnologia de
purificação ajuda a obter um produto altamente purificado que
passa pelo controle de qualidade obrigatório, incluindo controle de RCA
ou de presença de qualquer aditivo. O controle para RCA é
realizado não apenas para o produto acabado, mas também em todas
as etapas da produção, incluindo a semente viral. A equipe da
Sputnik V acredita que sua tecnologia de purificação é a
melhor entre todas as vacinas e é um dos pilares para a segurança
das vacina.
3. Apenas os vetores adenovirais não replicantes do tipo E1 e E3, que
são inofensivos para o corpo humano, são usados na
produção da vacina Sputnik V.
4. A equipe da Anvisa em Moscou teve pleno acesso a todos os documentos
relevantes, bem como aos locais de pesquisa e produção. Todos os
documentos e dados científicos pertinentes, bem como o acesso direto aos
cientistas do Centro Gamaleya responsáveis pelo desenvolvimento das
vacinas, foram disponibilizados para a equipe da Anvisa.
5. Em resposta às dúvidas sobre a validação dos
processos de esterilização, as unidades fabris que estavam sendo
inspecionadas forneceram protocolos de avaliação de risco e
também a carta oficial de compromisso que dizia claramente que a
validação da filtração esterilizante será
realizada e os resultados serão fornecidos à ANVISA.
6.O escopo da inspeção incluiu apenas os dois locais de
produção dos quais estão planejadas as entregas para o
Brasil.
A segurança e eficácia da Sputnik V foram confirmadas por 61
reguladores em países onde a vacina foi autorizada com uma
população total de mais de 3 mil milhões de pessoas. O
estudo do mundo real na Rússia após a vacinação de
3,8 milhões de pessoas demonstrou a eficácia da Sputnik V em
97,6%.
Ao contrário de outras vacinas, não houve casos de trombose do
seio venoso cerebral (CVST) durante o uso da Sputnik V.
Vários estudos independentes do mundo real em países onde a
vacina está sendo usada em programas de vacinação em massa
mostram fortes evidências que confirmam a eficácia e
segurança da Sputnik V. Esses estudos disponíveis publicamente
estão listados abaixo:
1. O governo da Hungria publicou os dados oficiais comparando 5 vacinas usadas
na Hungria. Esses dados mostram que a Sputnik V é a vacina mais
eficiente e segura.
2. O estudo oficial de vacinação do governo mexicano confirma que
o Sputnik V é a vacina mais segura com 7 vezes menos efeitos adversos
por dose administrada do que as vacinas de mRNA.
3. Os dados do mundo real do Ministério da Saúde da Argentina
mostraram que a taxa de infecção de COVID-19 após a
primeira dose de vacinação é 2 vezes menor para a Sputnik
V em comparação com outras vacinas. Nenhum caso de morte foi
registrado na Argentina após a vacinação completa contra
com a Sputnik V.
O Supremo Tribunal Federal (STF) vai rever a decisão da Anvisa já
nesta semana, quando ouvir uma moção de 7 estados brasileiros
cujos governos estão se esforçando para salvar vidas e acelerar
seus programas de vacinação, trazendo vacinas mais seguras e
eficientes para o país. A equipe da Sputnik V continuará a
trabalhar com o governo do Brasil, os estados, nosso parceiro brasileiro
União Química, que está pronto para iniciar a
produção em larga escala da vacina, bem como com todas as outras
partes no Brasil para salvar vidas. A equipe da Sputnik V acredita que a
cooperação construtiva entre os países sem o envolvimento
da política ajudará o mundo a derrotar a pandemia.
29/Abril/2021
A versão oficial em português encontra-se em
sputnikvaccine.com/...
Esta declaração encontra-se em
https://resistir.info/
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