Cimeira do G20
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Aqui estão alguns excertos da declaração conjunta do G20
(destaques acrescentados por mim):
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Prelúdio
Será que isto não parece que os governos gostariam de reinar com
risco financeiro excessivo tomado ao sector privado, enquanto ao mesmo tempo
aumenta o seu próprio risco financeiro?
DINHEIRO COMO DÍVIDA
Desde a criação do Federal Reserve System, em 1913, o
dólar perdeu 95% do seu valor, pois foi criado dinheiro (dívida)
em resposta à procura de crédito. A seguir à morte, em
1971, do acordo de Bretton Woods deixou de haver qualquer redutor de velocidade
(speed-bump)
para esta expansão da oferta monetária. Bancos centrais
controlavam a política monetária através do ajuste da taxa
de desconto, da taxa de Fundos Federais, da percentagem de exigência de
reserva
(reserve requirement)
e de várias outras mudanças de regras. Ao contrário do
passado distante, quando aumentos de dinheiro exigiriam novas despesas com
energia e materiais para encontrar mais ouro a partir da
mineração a fim de apoiar a nova emissão de divisas, sob o
regime dos últimos 40 anos os bancos comerciais, com a permissão
do Fed, puderam criar dinheiro (crédito) à vontade. Enquanto
houvesse uma procura por crédito, a oferta monetária podia
crescer apenas com uma corrente de papel aos bens reais a que ela se destinava
representar. Enquanto dívidas do período anterior pudessem ser
liquidadas em dólares, não em recursos, o dinheiro como
dívida aumentava e as pessoas aceitavam isto como um recurso de
substituição e aumentavam a extracção e o consumo
de bens reais consequentemente. Isto não foi um problema confinado aos
Estados Unidos virtualmente todos os países (e todas as economias
principais) utilizaram divisa fiduciária sustentada por nada mais
do que a fé no governo.
É lógico que um tal sistema iria finalmente dissociar-se,
não ligeiramente mas significativamente, das suas correntes
biofísicas (muito do que foi escrito nestas páginas [
The Oil Drum
] desde 2005 foram de facto tentativas de quantificar tais afastamentos).
Basicamente, o mundo tem agora entre US$400-700 milhões de
milhões
(trillion)
em dívida e outros activos que exigem serviço, a repousar no
topo de US$55 milhões de milhões em PIB e numa oferta de energia
de alta qualidade que está a esgotar-se (cuja infraestrutura foi paga
há muito com a energia incorporada nas décadas de 1960 a 1980).
Como esta dívida não é realmente um jogo de soma zero mas
antes um marcador da oferta monetária insana através das
respostas sociais e políticas ao longo de quatro décadas,
é extremamente improvável que a quantidade de recursos naturais
que teremos disponível por unidade de tempo nos permita reembolsar pouco
mais do que uma fracção desta dívida. (Estarei a
apresentar "Abstract Energy Gain and the Permanent Recession" na
conferência da ASPO em Denver
onde esmiuçarei isto com mais pormenor).
ABSOLUTAMENTE NADA FOI RESOLVIDO
Em suma, absolutamente nada foi "resolvido" nos últimos meses.
Os componentes da pirâmide da dívida apenas mudaram de livros de
registo. Sob muitos aspectos reais caímos do despenhadeiro no
último Outono e uma espingarda de ar gigante (intervenção
governamental não baseada sobre recursos reais) permitiu-nos continuar o
sentimento de levitação desde então. Mais de 30% do PIB do
G20 foi garantido por bancos centrais do próprio G20 através de
garantias de empréstimo, compras de papel comercial, vários
programas dinheiro por nada
(Cash-for-coyote),
etc. O resultado destas medidas foi uma recuperação moderada do
PIB nocional, com os custos de menos recursos e menos tempo para tratar dos
problemas subjacentes reais. Se somos incapazes de crescer, quem dirá de
um modo "forte", "sustentável" ou
"equilibrado". Todo o "modelo do aumento da oferta
monetária a cada ano de modo suficiente para liquidar dívidas
anteriores" não só choca-se contra uma parede como entra em
reversão, o qual finalmente morrerá pois super-excedemos
significativamente nossos níveis de dívida
sustentáveis/reembolsáveis.
Há duas desconexões fundamentais com a realidade que prevalecem
entre aqueles que aconselham nossos decisores: 1) a concepção
errada de que dinheiro é algo como um recurso e não o marcador de
dívida que ele realmente é; e 2) que a energia seja tratada do
mesmo modo como outra qualquer commodity, analisável em termos de
dólares pelo mercado. A seguir a estas duas falsas
suposições, colocámo-nos num canto perigoso
esperamos que ao imprimir dinheiro e garantias do governo o cargueiro
finalmente reapareça outra vez a transbordar, como magia. Como tal,
após a recuperação fantasma (conduzida pelos
estímulos fiscais/monetários do governo), no próximo ano
ou pouco mais ou menos espero que o sistema financeiro desande
(unravel)
ou há um esquecimento geral da dívida ou o Fed e outros
tentam moldar o seu caminho de saída do problema.
Temos suficiente conhecimento para efectuar melhores escolhas.
QUESTÕES À LAREIRA:
1) Pode você articular uma resposta política concertada que
realmente levasse a um crescimento "forte",
"sustentável" e "equilibrado"?
1a) Se não puder, que espécie de política de
"prioridades económicas" recomendaria? Pense com coragem.
2) O que será preciso para economistas, decisores políticos e
autoridades internacionais entenderem que dinheiro/crédito não
é um recurso, e não fazer o seu próprio cargueiro?
Favor centrar-se sobre a questão do meio. Assumindo que a minha
visão seja correcta na generalidade, o que poderia ser feito?