O lobby e a invasão israelense do Líbano:
Os factos deles e os nossos
por James Petras
Todas as organizações judias a nível nacional, regional e
local lançaram uma campanha de propaganda e de recolha de fundos no
valor de 300 milhões de dólares, em apoio dos 21 civis judeus e
dos 116 soldados mortos durante a invasão israelense do Líbano
(mas não dos 18 árabes israelenses mortos, que foram
excluídos dos abrigos, destinados apenas a judeus). Como auxiliares do
Ministério dos Negócios Estrangeiros israelense, nem uma
única das 52 entidades que compõem a organização
"The Presidents of the Major Jewish Organizations [Os presidentes das
principais organizações judias]" nos EUA fez qualquer
crítica pública à destruição em massa, por
Israel, de habitações civis, hospitais, escritórios,
supermercados, caravanas de refugiados, igrejas e mesquitas, e à morte
deliberada de civis, de trabalhadores da manutenção de paz e de
operações de resgate das Nações Unidas, com
bombardeamentos precisos.
Pelo contrário, todo o lobby judeu fez eco, detalhadamente, às
mentiras de Israel a dizerem que os mortos libaneses deveram-se ao "uso de
escudos humanos" por parte da resistência libanesa, apesar da
devastação total de subúrbios do sul de Beirute, repletos
de habitantes, completamente fora do alcance de
rockets
do Hezbollah
A magnitude do encobrimento, pelo lobby judeu, do enorme ataque militar, pode
ser analisado em grande detalhe.
As Forças Armadas de Israel (IDF) lançaram no Líbano, a
cada dia, 5000 mísseis, bombas anti-
bunker
de 5 toneladas, bombas de fragmentação, assim como bombas
anti-pessoais de fósforo, durante 27 dias totalizando mais de 135
mil mísseis, bombas aéreas e projécteis de artilharia.
Durante os últimos 7 dias de guerra, Israel lançou 6000 bombas e
projécteis por dia mais de 42 mil, para um total de 177 mil,
sobre um território com grande densidade populacional e do tamanho do
estado mais pequeno dos EUA. Em contraste, a resistência nacional
libanesa, lançou 4000
rockets
durante o período total de 34 dias, numa média de 118 por dia.
O rácio é de 44 para 1 sem mencionar a diferença de
tamanho, os efeitos mortais a longo prazo de milhares de bombas de
fragmentação que não explodiram (que provocaram perto de
50 mortos ou feridos, desde o final das hostilidades) e a destrutiva
incursão militar israelense por terra.
Os lobistas judeus anunciaram o número de 41 baixas civis, esquecendo-se
de mencionar que apenas 23 eram judeus. Os restantes 18 eram membros das
minorias cristãs e árabes muçulmanas, que constituem 20%
da população. A desproporção do número de
árabes israelenses mortos resultou da política governamental de
fornecer abrigos e sistemas de alarmes com sirene aos judeus, e ignorar as
necessidades de segurança dos seus cidadãos árabes. A
relação entre civis mortos e soldados era de 41 para 116, ou seja
26% do total de mortos israelenses (mas se considerarmos apenas os israelenses
judeus e membros das IDF, a relação passa para 23 para 116, isto
é 16% dos judeus mortos eram civis). Claramente, a resistência
libanesa estava a apontar a maioria do seu poder de fogo para os invasoras das
IDF. Em contraste, no Líbano, dos 1181 dados como mortos até ao
momento, 1088 era civis e apenas 93 eram combatentes. Por outras palavras, 92%
dos mortos libaneses, eram civis mais do triplo da taxa de civis mortos
pela resistência libanesa, e cerca de 6 vezes a taxa de judeus mortos (os
únicos que contam, para a máquina de propaganda lobista). De
forma ainda mais clara: foram mortos mais de 47 civis libaneses, por cada judeu
israelense morto.
Os argumentos do lobby judeu que reclamam uma superioridade moral e militar no
Médio Oriente que se combina paradoxalmente com avisos de que a
sobrevivência de Israel está em perigo foram
despedaçados como resultado do seu fracasso em aniquilar o Hezbollah.
O lobby faz eco dos argumentos militares israelenses, da invencibilidade das
suas forças armadas, baseado em grande parte na sua "luta"
contra os rapazes palestinianos atiradores de pedras. Hoje, é
visível que eles são bastante vulneráveis, quando se
confrontam com veteranos da guerrilha libanesa, bem armados. De acordo com um
relatório das Nações Unidas, de 26 de Junho a 26 de Agosto
de 2006, Israel matou 202 palestinianos, 44 dos quais, crianças, tendo
perdido apenas 1 soldado. No entanto, no Líbano, Israel perdeu 116
soldados para 93 combatentes libaneses, em 34 dias (quase metade do tempo). Por
outras palavras, morreram 157 vezes mais israelenses como resultado da
invasão do Líbano, num mês, do que na Palestina em 2 meses
(Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários das
Nações Unidas, 26 de Agosto de 2006).
A campanha de propaganda do lobby judeu no Congresso dos EUA, através
dos grandes meios de comunicação e mesmo nas nossas pequenas
comunidades, em defesa da "Chuva de Verão" israelense (bombas
a chover sobre civis), contra os palestinianos, foi exposta exaustivamente como
uma política de terra queimada, pelo relatório das
Nações Unidas e resumido no diário israelense
Haaretz
(27 de Agosto de 2006). De acordo com o
Haaretz,
"A (campanha)
ainda se estende severamente a 1,4 milhões
de palestinianos
milhares de palestinianos foram forçados e fugir
das suas casas, depois de contínuas incursões das IDF na Faixa
(Gaza) e fortes bombardeamentos
a Força Aérea israelense
efectuou 247 ataques aéreos em Gaza
mais de um milhão de
pessoas ficaram sem fornecimento regular de água e electricidade."
O lobby, tal qual habilidosos totalitários, inverte os papéis,
chamando terroristas às vítimas palestinianas (todas as 202) e
vítimas (1 soldado morto que muito provavelmente foi morto por
"fogo amigo") aos executores (as Forças de Defesa de Israel
IDF)
George Orwell teria escrito um texto severo sobre a versão do lobby
israelense, do "Triunfo dos Porcos"
[1]
, onde um morto israelense vale mais do que 202 palestinianos.
Analisando o "Daily Alert", a folha de propaganda preparado pelo
"Jerusalem Center for Public Affairs" (um braço
propagandístico semi-oficial do regime de Israel), para a
"Conference of Presidents of Major America Jewish Organizations
(CPMAJO)", não se encontra uma única menção ao
facto de que o estado judeu estava a matar perto de 10 civis libaneses por cada
combatente, enquanto que a resistência do Hezbollah estava a matar quatro
vezes mais soldados israelenses, do que civis israelenses (judeus ou
não). Nem uma única opinião, um artigo, um editorial ou
comentário reproduzidos pelo "Daily Alert", dos jornais
Wall Street Journal, Washington Post, The National Telegraph, New York Sun, USA
Today, Boston Globe, New York Times, Haaretz, The Jerusalem Post
ou do
The Times
(Reino Unido), menciona o facto de a tão badalada
"precisão" israelense nos bombardeamentos ter conseguido
alvejar civis, enquanto os defensores do Líbano, com armamento muito
menos refinado, atingia principalmente os invasores das IDF.
Estas omissões do lobby israelense e dos seus membros e apoiantes, na
respeitável imprensa sensacionalista e nos meios electrónicos,
foram absolutamente necessárias para perpetuar o mito de que Israel
estava a travar uma guerra "defensiva", "existencial"
(sic), pela "sobrevivência", contra os "terroristas"
representados pelo Hezbollah e a Resistência Nacional Libanesa.
Será que a destruição por parte de Israel, de 15 mil casas
em Beirute e até no Norte do Líbano, foram acções
defensivas como reclama a CPMAJO? Será que estes peritos,
riquíssimos, educados em Princeton, Yale, Harvard, Hopkins e Chicago,
apologistas da invasão de Israel, realmente acreditam que bombardear
hospitais, supermercados, estações de tratamento de água,
igrejas e mesquitas no Sul do Líbano, refinarias de petróleo,
indústrias de lacticínios, fábricas de alimentos e de
medicamentos em Beirute, transportes, auto-estradas e pontes no Norte do
Líbano, eram actos "existenciais", essenciais para a
sobrevivência do "estado de Israel"? Será que
não percebem a lógica matemática aqui apresentada? A
lógica do genocídio? Será que os investidores
bancários, professores, dentistas e todo o exército de rabis
leitores de toras talmúdicas acreditam que Israel é a
vítima inocente da agressão ao ponto de justificar o facto
90% do número total de mortos libaneses terem sido civis? Profissionais
tão bem instruídos deveriam saber que desde Janeiro de 1996
até Agosto de 2006 houve incidentes semanais ao longo da fronteira de
Israel com o Líbano, envolvendo raids, mortes e sequestros de civis
libaneses, bem como disparos de
rockets
em ambas as direcções.
Será que os magnatas de Hollywood, que patrocinaram tão
generosamente a máquina de guerra israelense, sabem que Elliott Abrams,
conselheiro do presidente Bush para o Médio Oriente (acérrimo
defensor da pureza judia e colaborador íntimo dos altos comandos
israelenses) no início do Verão deu total apoio a um plano
israelense para destruir o Hezbollah, pelo menos um mês antes do
incidente na fronteira (ver S. Hersh,
New Yorker,
21 de Agosto de 2006)?
É claro que as elites instruídas sabem tudo sobre o apetite de
Israel pelo poder e dominação
Ao contrário dos bons
alemães, nos anos 1940, que afirmavam que não viam o fumo a sair
das chaminés nem os sinistros comboios, as imagens actuais de
prédios devastados e crianças brutalizadas são bem
visíveis, facilmente acessíveis e seguidas de relatórios
bem publicitados, por todos os grupos de direitos humanos, sobre os crimes
israelenses contra a Humanidade. Eles sabiam e apoiaram os crimes de Israel
antes e depois do cessar-fogo e escolheram orgulhosamente subscrever a
guerra, as políticas e o estado, como verdadeiros cúmplices
perante os factos.
Apesar disso, o lobby judeu diz-nos que o sequestro de dois soldados pelo
Hezbollah, junto à fronteira de Israel, foi o detonador da
invasão a grande escala. Numerosas fontes em todo o mundo discutem a
declaração israelense de ter sido um ataque do Hezbollah, para
lá da fronteira. De acordo com a revista norte-americana de grande
tiragem,
Forbes
(12 de Julho de 2006), com a agência de notícias francesa AFP (12
de Julho de 2006), com o respeitável
Asia Times
(15 de Julho de 2006) e com a polícia libanesa, os soldados de Israel
foram capturados dentro do Líbano, na zona de Ai'tu Al-Chaarb, uma
aldeia libanesa a alguns quilómetros da fronteira com Israel.
Enquanto que o lobby judeu angaria fundos, exclusivamente para soldados
judeus-israelenses e civis, o Hezbollah está empenhado num programa de
reconstrução não sectária, que envolve todas as
comunidades e famílias libanesas, independentemente das
preferências religiosas ou da etnia. A razão encontra-se no facto
de a resistência libanesa ser um movimento nacional. Ao contrário
do que propagandeia o lobby, a resistência libanesa não foi algo
exclusivamente xiita ou mesmo muçulmano. A invasão de Israel
conseguiu unir as facções do Líbano, na defesa da sua
terra. Dos 93 combatentes libaneses mortos, 20% eram de outras
organizações que não o Hezbollah, um ponto ignorado pelos
ideólogos do lobby, que seguem a política de Israel, de empurrar
os EUA a atacarem o Irão, Síria e outros estados do Médio
Oriente, conhecidos pela sua hostilidade às ambições
hegemónicas de Israel.
Consequências da guerra israelense
Tanto em Israel como nas redes judias que o apoiam, o falhanço do
exército israelense em conseguir o seu objectivo de derrotar e eliminar
a resistência libanesa, particularmente o Hezbollah, teve um enorme
impacto. Em Israel, a maior crítica feita ao regime de Olmert-Perez e
do general Haluz, quer de soldados quer de civis, é que o governo foi
muito brando não houve bombardeamentos suficientes, houve falta
de tropas terrestres e muita preocupação com os civis libaneses.
O cessar-fogo, queixaram-se eles, foi prematuro, com pouco território
ocupado. O Likud e outros partidos do Knesset [parlamento], pediram o
bombardeamento da Síria e do Irão.
Apesar de muitos progressistas, nos EUA e em Israel, falarem de
"tumultos", "desacordos" e grandes polémicas no
rescaldo da guerra, como algo típico das "batalhas" da
democracia israelense, eles ignoraram a brutal substância militar e a
direcção ultra-direitista da opinião pública de
Israel. As polémicas de "quem ganhou a guerra", em Israel,
estão basicamente assentes na preparação de um novo, e
mais violento, ataque ao Líbano e a outros adversários de Israel.
Esta fúria militarista manifesta-se nos brutais ataques diários
aos palestinianos em Gaza e na Cisjordânia, onde aviões
israelenses bombardeiam casas e as forças terrestres assassinam e ferem
dúzias de civis assassinos "existenciais" contra jovens
que atiram pedras. A fúria israelense afectou alguns notáveis do
clero judeu. O Rabbinical Council of América (RCA) pediu que Israel
reavaliasse as suas regras militares de guerra, tendo em conta o "uso, sem
escrúpulos, de civis, hospitais, ambulâncias e mesquitas, como
escudos humanos", por parte do Hezbollah, de acordo com o
Jerusalem Post
de 21 de Agosto de 2006.
O RCA e a moderna organização ortodoxa de mulheres, a Eminah,
representam mais de um milhão de judeus norte-americanos. Eles exigiram
que se maximizassem as mortes de civis, de forma a diminuir o "risco"
para os "nossos" soldados (judeus israelenses), no melhor
espírito dos capelães nazis incitando a política de terra
queimada das Wehrmacht [forças armadas alemãs], durante a II
Guerra Mundial. Os seus correligionários israelenses, os rabis Eliyahu
e Drori, fizeram eco das "delicadas críticas" do RCA, em
termos mais berrantes e desinibidos: "As nossas forças armadas
corruptas, que nos dizem que os nossos soldados têm de colocar a sua vida
em jogo para proteger civis inimigos são a causa de termos perdido a
guerra", de acordo com o amável rabi Eliyah, que encara todos os
civis não-judeus que se opõem à política de Israel
como inimigos merecedores de incineração. Para não ficar
atrás, o bom rabi Drori, acusou o resto da civilização
Ocidental de ser "anti-semita" por ficar horrorizada com a selvagem
destruição israelense. "Os anti-semitas exigem que
façamos uso da nossa moralidade cristã, enquanto que os nossos
inimigos actuam como bárbaros", (
Jerusalem Post,
21 de Agosto de 2006). Aparentemente, a morte e mutilação de
crianças, não satisfaz este rabi enraivecido.
Embora se possa pensar que estes rabis dos EUA e de Israel são
simplesmente loucos ou psicopatas isolados, há três semanas
atrás um rabi chamado Doy Lior, em nome do "Yesh Council of Rabbis
(que tem milhares de seguidores israelenses), anunciou que "quando os
nossos inimigos seguram uma criança numa mão e disparam contra
nós, com a outra, ou então quando há mísseis que
são propositadamente apontados para populações civis na
Terra de Israel, em evidente desacordo com critérios morais, nós
somos obrigados a agir de acordo com a moralidade judia que nos ordena que
"se alguém se levanta para te matar, levanta-te e mata-o
primeiro", (
Jerusalem Post,
25 de Agosto de 2006). Os Homens Sagrados da Terra Santa estão a dar
a bênção religiosa às mais de três centenas de
crianças libanesas mortas e rogam a morte de mais crianças no
futuro. Isto tudo, dizem-nos, segundo a "moral judia". Seguramente,
muitos judeus norte-americanos, especialmente os liberais e mesmo os
conservadores, se opõem à aprovação rabínica
do massacre de crianças, mas estamos ensurdecidos com o seu comprometido
silêncio. O lobby ignora convenientemente a conversa da moralidade
judia, defendendo a linha "moderada" e secular israelense de que as
mortes de civis são devidas ao uso, pelo Hezbollah, de bebés
libaneses e pessoas idosas, como escudos para cometer os seus crimes. Por isto
tudo, temos um debate acalorado sobre se a morte de civis e crianças
libanesas se baseia em tácticas militares ou em
considerações ético-religiosas.
O director executivo do American Jewish Committee [Comité Judeu
Americano], David A. Harris, difunde a indecente mentira da propaganda da
"esquerda" sionista dos EUA, depreciando o papel do lobby judeu no
assegurar do apoio total da Casa Branca e do Congresso dos EUA à
destruição israelense do Líbano. Debatendo a
subserviência dos EUA a Israel, Harris afirmou, "Nenhuma outra
nação se mostrou preparada para ter uma relação
tão íntima com Israel, em todas as esferas bilaterais
desde a venda de armas, à partilha de informação secreta
internacional, a uma zona de livre comércio, cooperação
científica e a apoio diplomático. Mais nenhuma
nação tem a capacidade, por força do seu estatuto e
tamanho, para ajudar a assegurar a busca de Israel, de uma paz forte e
duradoura (sic)
No recente conflito com o Hezbollah, mais uma vez, os
EUA demonstraram a sua vontade de ficar do lado de Israel, fornecer apoio vital
e aguentar a pressão de muitos dos seus aliados, que teriam preferido
uma paragem mais cedo, dos confrontos, mesmo que isso implicasse manter o
Hezbollah praticamente intacto e a postos
Qualquer que seja o factor
principal, não pode haver dúvidas que os judeus americanos
são um elemento essencial da equação
(ligação dos EUA a Israel). Mais uma razão para que os
judeus americanos trabalhem dia a dia para assegurar um fortalecimento das
ligações mutuamente benéficas (sic)", (
Jerusalem Post,
25 de Agosto de 2006).
Para falar como deve ser, as redes judias e os lobbies foram capazes de
assegurar 98% de apoio do Congresso a uma resolução que apoiava a
invasão do Líbano por Israel, mesmo com 54% dos Democratas e 39%
dos Republicanos favoráveis a uma política de neutralidade e
não a um alinhamento com Israel (sondagem Times-Bloomberg, efectuada
entre 25 de Julho e 1 de Agosto de 2006, e publicada pela Jewish Telegraph
Agency a 15 de Agosto). O lobby convenceu, pressionou e ameaçou a Casa
Branca para poder prolongar os bombardeamentos terroristas de Israel, como
disse Harris, tão orgulhosamente. O lobby judeu trabalha "dia a
dia" para conseguir que Israel possa fazer uma limpeza étnica na
Palestina, lançar bombas de 5 toneladas em edifícios de
apartamentos, arrasar aldeias e isolar os EUA, até dos seus mais
próximos aliados, à custa dos contribuintes norte-americanos, dos
nossos ideais democráticos e da nossa soberania. E o American Jewish
Committee tem a
chutzpah
(arrogância) de dizer que é uma "ligação
mutuamente benéfica". Bem, parece-me que isto é uma grande
desonestidade política!
30/Agosto/2006
[1] O livro de George Orwell, "Animal Farm", foi traduzido em
Portugal por "Triunfo dos Porcos" e no Brasil por "A
Revolução dos Bichos".
O original encontra-se em
http://www.axisoflogic.com/artman/publish/article_22881.shtml
Tradução de AL.
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
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