Programa do executivo
Privatização do Estado com indulgência da igreja
Política Económica dos Governos do Rotativismo.
Uma Economia fraca e uma Finança forte. O primado da parasitaria
empresarial e o receio do capital de risco. Um capitalismo de assalto ao
Orçamento de Estado, aos Fundos Europeus, à Massa Salarial, ao
Ordenamento do Território, à Carta Ambiental. Um programa
diabolizador do interesse público e sacralizador do interesse privado,
tendo em vista a privatização dos lucros e a
nacionalização dos prejuízos. Para imprimir maior
mérito a este frenesim de
modernidade,
ainda temos a aposta na desqualificação como desígnio do
desenvolvimento condicionado.
Política de Defesa dos Governos do Rotativismo.
As Forças Armadas puseram termo à Guerra Colonial Portuguesa e
passaram a ser mobilizadas para as guerras coloniais americanas.
Política de Saúde e Segurança Social dos Governos do
Rotativismo.
Miséria mínima garantida.
Política Educativa dos Governos do Rotativismo.
O povo deve saber ler os avisos das Finanças e saber escrever
mensagens nos telemóveis. O Estado só deve saber contar.
Política Cultural dos Governos do Rotativismo.
A cultura é uma menina que vai restaurar o hímen a
clínicas espanholas. Mantém-se para subornar algumas elites e
envernizar as betoneiras.
Política Desportiva e Recreativa dos Governos do Rotativismo.
O futebol é mais importante do que o Fado e do que Fátima.
Portugal é um rectângulo de jogo. A bola é a cabeça
dos eleitores e dos contribuintes.
Política de Liberdade de Imprensa dos Governos do Rotativismo.
Cada vez menos Comunicação e cada vez menos Social.
Papel dos Partidos Reformistas na Ilusão das Massas Populares.
Mário Soares meteu o Socialismo na gaveta. António Guterres
meteu a gaveta num cofre. José Sócrates depositou o cofre no
Banco Central Europeu.
Papel das Confissões Religiosas na Definição da Agenda do
Poder.
A Doutrina Sexual da Igreja é mais excitante do que a Doutrina Social
da Igreja.
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Escritor, jornalista
Este artigo encontra-se em
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