A privatização da violência
Blackwater, os novos mercenários e o fim do monopólio estatal da
violência
por Christian Mielenz
No princípio do Outubro deste ano o chefe da empresa militar Blackwater,
Eric Prince, teve que responder perante o Congresso dos Estados Unidos.
Acusação: os seus colaboradores teriam feito um massacre de 11
civis iraquianos em Bagdade.
[1]
Tinham-se comportado como cowboys atiradores compulsivos. O chefe dos
mercenários não assumiu qualquer culpa. E de facto não
tinha nada a temer, nem ele nem os seus empregados. Efectivamente o
Ministério dos Negócios Estrangeiros americano tinha garantido
aos empregados da Blackwater imunidade contra qualquer
perseguição penal.
[2]
A crise da sociedade das mercadorias produtora de mais-valia desde os anos
oitenta tem trazido para o vermelho as contas dos orçamentos de Estado
por todo o mundo. Em consequência disso surgiu um persistente ataque
kamikase ao Estado, sem precedente na história do capitalismo. Já
não há instituição estatal que se possa considerar
livre da privatização, como não há serviço
público defendido da hipótese de ser sacrificado no altar do
mercado livre. A privatização não se detém, nem
sequer perante o núcleo central do Estado, o monopólio da
violência. Não se trata apenas da supressão de postos de
trabalho na polícia e nas forças armadas
[3]
a própria violência é atomizada e delegada nos
indivíduos. Como resultado temos, entre outros, as firmas militares
privadas, que operam para lá da legalidade e da ilegalidade e são
usadas também na área estatal. Pois o fim do Estado como
"capitalista colectivo ideal" (Marx) significa também o fim
das "aquisições civilizatórias" dos
últimos 200 anos, que se desenvolveram até ao fim do
século XX, como contrapolo da "mão invisível"
(Adam Smith) do mercado. As modernas categorias do direito, da soberania, da
polícia e do exército só podem "funcionar" como
força estatal institucionalizada se não forem submetidas à
racionalidade da valorização do valor, mas assumirem, pelo
contrário, papéis especiais no exterior da
valorização do capital, como instrumentos contra as
tendências destrutivas do "sujeito automático" (Marx).
Do ponto de vista histórico, o próprio monopólio estatal
da violência foi consequência do processo da
modernização da "acumulação
primitiva" (Marx). A dissolução gradual das velhas
sociedades agrárias pré-modernas pelo processo da
modernização desligou partes inteiras da população
dos seus modos de vida habituais. Se nas guerras pré-modernas o
camponês ainda levava as armas para casa, o mais tardar no século
XVI surgiu um novo "tipo de guerra".
[4]
O camponês foi transformado em trabalhador "soldado" que,
desenraizado após a guerra, não encontrava o caminho de regresso
à antiga vida de camponês
[5]
, mas vagueava pela terra, vagabundeando e pilhando em bandos, até ainda
ao século XVIII. Segundo Rink, 40 % dos bandos de assaltantes
pré-modernos eram compostos de soldados desmobilizados ou desertores.
Estes "saqueadores" pouco têm a ver com os ladrões
livres e rebeldes das lendas de ladrões românticos da sociedade
moderna, como as que se contam às crianças nas histórias
para adormecer. Os bandos proto-modernos eram célebres pela suas
violências, privações de liberdade, pilhagens e
ocupações de casas, precisamente entre a população
local, com a qual entre outras coisas pretendiam compensar as bases da vida e
da subsistência de que tinham sido privados. O Estado absolutista no
início da Idade Moderna procurou tornar-se o senhor desta
violência dos bandos, sem margem para dúvidas, na medida em que
monopolizou e reivindicou para si a violência: a população
foi progressivamente desarmada; o porte de armas pelos "civis" foi
proibido. A autoridade absolutista procurou integrar também os bandos de
saqueadores. O Estado fez assim uso do sub-empresariado de mercenários
militares, que se tinha constituído no início da Idade Moderna,
para formar e utilizar os mercenários para os seus próprios fins.
Estas "tropas ligeiras" (Rink) foram usadas sobretudo em
missões de exploração e espionagem, segurança das
fronteiras e patrulhamento. Porém, a estatização da
violência só foi conseguida a pouco e pouco ao longo da Idade
Moderna. O Estado absolutista tinha que "abastecer" os
mercenários, ou seja, dar-lhes acesso a despojos de guerra, na forma de
víveres, uma vez que ele próprio não apoiava
financeiramente os mercenários. Esta pilhagem "legal",
porém, a todo o momento podia deslizar novamente para os
"velhos" excessos de violência bárbara e na realidade
acontecia isso mesmo; particularmente quando os mercenários eram
insuficientemente pagos pelo Estado. Mesmo no caso de unidades de tropas
regulares acontecia o "sugar" do país e "viver do
país" (Rink) quando deixavam de receber do Estado o soldo regular.
Só no século XIX o Estado controlou completamente os saqueadores,
tomando nas suas mãos integralmente a violência.
Assim se pode agora fazer ideia do que se passará quando o
monopólio estatal da violência se voltar a dissolver e recair na
violência privada do sujeito das mercadorias. Se a
monopolização da violência pelo absolutismo no
início da Idade Moderna estava sob o signo da imposição do
moderno sistema de produção de mercadorias, agora, desde o fim do
século XX, estamos perante o limite histórico e a queda desta
sociedade de fetiche. O monopólio da violência do
"Leviatã" (Hobbes) está entretanto de tal modo
arruinado que as tropas regulares estatais estão dependentes das firmas
militares privadas. O massacre feito pela Blackwater em Bagdade não teve
consequências e a empresa foi autorizada a continuar a operar no Iraque
precisamente por causa desta dependência das forças armadas
regulares perante as firmas militares privadas.
[8]
Uma vez que com a privatização da violência esta se tornou
num serviço perfeitamente tão normal como a venda de salsichas,
os soldados não podem ser acusados pelo seu trabalho.
"Até agora, em mais de quatro anos, nem um único
mercenário compareceu perante o tribunal, apesar de ter surgido uma
série de relatórios sobre incidentes em que os soldados privados
atiraram arbitrariamente sobre pessoas e as mataram. Pelo contrário,
até agora 64 soldados dos Estados Unidos tiveram que responder por
homicídio perante tribunais militares. Os contratados gozam de uma
imunidade de facto, pois além disso as autoridades iraquianas não
os podem perseguir. Foi o primeiro governador do Iraque, Paul L. Bremer, que o
proibiu com a Ordem 17. A Ordem 17 do governo de transição
continua em vigor até hoje. À imunidade penal por ela garantida
acresce um nível de rendimento que não tem qualquer
relação com o dos soldados regulares."
[9]
Tanto as actividades como os colaboradores das firmas militares privadas
movem-se num espaço que está para além da
sindicância judicial e da transparência civis. Os colaboradores da
Blackwater no Iraque, vivos ou mortos, são considerados civis, apesar de
evidentemente participarem em acções militares e de apoiarem as
tropas regulares. "Tanto nos comunicados oficiais como nos media, as
vítimas de atentados, de ataques ou de raptos são referidas quase
sem excepção como civis. Na verdade, frequentemente só
são civis do ponto de vista formal, uma vez que se trata de elementos de
empresas de prestação de serviço militar e portanto
de soldados modernos, que actuam como parte num conflito de guerra. Por
exemplo, os quatro americanos que foram linchados em Fallujah em 31/03/2004
foram apresentados pelos media como civis. Na realidade tratava-se de quatro
combatentes da empresa militar privada americana Blackwater que escoltavam um
transporte."
[10]
Não há dados estatísticos dos mortos e feridos de firmas
como a Blackwater
[11]
apesar de só no Iraque estes soldados constituírem o maior
contingente após o americano, com um efectivo entre 10.000 e 25.000
homens.
[12]
"Muitas firmas têm antecedentes furta-cores. Special Ops Associates
de Fort Lauderdale na Florida é dirigida por um homem que se apresenta
apenas como "Dave K.". Gaba-se de ter participado em
acções militares especiais ao serviço do exército
americano no Afeganistão. O chefe da Londoner Olive Security é um
colunável de nome Harry Legge-Bourke, cuja irmã Tiggy foi outrora
objecto de ciúme da parte da princesa Diana. Entre as 68 maiores
empresas contam-se inúmeras empresas de Internet e empresas em nome
individual. "Fish and chips security" na expressão pejorativa
de Durrand. Todas têm em comum um secretismo mafioso (!) sobre a sua
actividade. São os governos e instituições oficiais que
exigem este secretismo. O Pentágono, o Ministério da Defesa
britânico e a Autoridade Provisória da coligação
liderada pelos americanos em Bagdade recusam-se a dar informações
concretas sobre o assunto. Shane Wolf, do departamento de
comunicação estratégica da Autoridade Provisória,
declara que tal é "secreto" por razões
estratégicas. O almirante David Nash, oficial do Pentágono
responsável pela reconstrução do Iraque, afirmou
não saber que parte do orçamento para a
reconstrução (18,6 mil milhões de dólares para 2004
e 2005) era destinada à segurança. "Ouço todos os
números possíveis."
[13]
A estrutura opaca das firmas militares privadas é idêntica
à dos outros conglomerados empresariais globais. Os departamentos das
firmas militares estão espalhados pelo globo: as actividades de lobby
estão nos países industrializados ocidentais, os departamentos
financeiros nos paraísos fiscais, os "departamentos de
acção" estão espalhados pelo mundo.
[14]
Juridicamente as firmas militares privadas são empresas comerciais e
como tal se comportam. As firmas militares privadas recrutam os seus soldados
globalmente, os seus colaboradores têm em condições
perfeitamente normais contratos de trabalho etc
Quanto aos empregados
administrativos, trata-se de trabalhadores livres, que são chamados 'on
demand', ou seja, de acordo com a procura. Estamos perante um "mercado da
violência" (Uesseler), um ramo económico em forte
crescimento. O
outsourcing
das campanhas militares já tinha
começado sob George Bush senior e sob Bill Clinton, porque era preciso
poupar dinheiro. George W. Bush e o seu ministro da Defesa, Donald Rumsfeld,
revelaram-se grandes fãs desta ideia: o Pentágono atribuiu cada
vez mais tarefas à Halliburton & Cª a
construção da prisão de Guantánamo Bay tal como
voos de reconhecimento, o serviço nas messes de oficiais tal como a
manutenção da central telefónica na central de comando ou
o treino da polícia iraquiana. A reconstrução de cidades
ou de campos de petróleo bombardeados é também tarefa de
firmas privadas. Não admira que o negócio em torno das guerras
americanas seja considerado entretanto um lucrativo big business. A filial da
Halliburton, KBR, conseguiu assim o saneamento fiananceiro. E entretanto o ramo
do apoio militar acciona a sua própria associação de Lobby
em Washington através da International Peace Operations
Association."
[15]
Ora naturalmente que a privatização do monopólio da
violência não pode dar certo, do mesmo modo que fracassaram outras
privatizações (educação, serviços
públicos etc). As empresas militares como a Halliburton ou a Blackwater
conseguem contra-governar a sociedade produtora de mercadorias tão pouco
como as outras empresas com tarefas privatizadas; pelo contrário,
corrompem e asselvajam na mesma medida que as outras empresas. A
privatização do monopólio da violência tem interesse
quando muito para as firmas militares privadas. O Estado, pelo
contrário, paga o treino e os custos de manutenção dos
soldados em formação.
Logo que os soldados completam a formação regular são
simplesmente alistados pelas firmas militares privadas. Também aqui as
empresas militares funcionam como 'global players'. O facto de um soldado ter
tomado parte na repressão de um levantamento, em assassinatos em massa,
em excessos de violência e tortura não só é
indiferente para as empresas militares, mas tais sujeitos até são
procurados por isso mesmo: "Depois de ter sido tornada pública a
periculosidade das missões no Iraque e de governos, como por exemplo o
das Filipinas, terem desaconselhado oficialmente os seus cidadãos a
participarem em missões naquele país, as firmas militares fazem
os recrutamentos cada vez mais noutros países. Particularmente
procurados para o efeito parecem ser os participantes credenciados em
órgãos de repressão das ex-ditaduras latino-americanas e
do regime do Apartheid da África do Sul. Quem por razões de ordem
criminal já não está em condições de
integrar os serviços oficiais nas forças armadas e na
polícia encontra emprego junto das inúmeras empresas militares
privadas. Estas procuram precisamente pessoal com este tipo de
referências (!)."
[16]
Assim, por exemplo, a empresa militar Triple Canopy: "A Triple Canopy, de
Lincoln, Illinois, deslocalizou a sua actividade de recrutamento das Filipinas
para El Salvador. A razão para isso, segundo o porta-voz da firma, Joe
Mayo, está na história militar dos países da
América Central. A empresa, especializada em protecção
especial, foi à procura de soldados com formação em
forças especiais. Em El Salvador, um campo de exercício de luta
anti-subversiva durante a guerra civil entre 1981 e 1993, não era
difícil encontrar esquadrões da morte com experiência,
formados pelo exército americano."
[17]
O mesmo se passa no Chile: "122 ex-membros do exército chileno,
afastados do serviço por envolvimento em crimes contra a humanidade,
trabalham no Iraque para a duvidosa democracia da Blackwater. Agora
estão empregados na empresa uruguaia Neskowin, dirigida por José
Manuel Pizarro, um ex-oficial do exército de Pinochet. Segundo
declarações de Pizarro à revista chilena
La Tercera,
também recrutam ex-militares da Argentina. Um porta-voz
da Blackwater garantiu ao jornal britânico
The Guardian
que os comandos chilenos são "muitíssimo
profissionais" (!)"
[18]
A remuneração por exemplo de um colaborador da Halliburton no
Iraque é de "
7.000 dólares americanos por mês,
com seguro de vida, contrato de trabalho temporário e "cada
três meses umas pequenas férias numa cidade europeia à sua
escolha
".
[19]
De modo que os "cowboys" das firmas militares privadas comportam-se
de forma condizente. De tal modo que um colaborador da Blackwater em Nadjaf, no
Iraque, designou a acção concertada de morte aos iraquianos como
"dia de festa de tiro ao alvo".
[20]
Não passa de puro cinismo quando o governo dos Estados Unidos refere
que cada empresa militar que pretenda obter um serviço tem de mostrar
que os seus elementos têm "experiência numa empresa militar ou
de segurança", bem como têm de receber "vinte horas de
treino em manejo de armas, identificação do inimigo, planeamento
de operações, comunicações por rádio e
ética (!)".
Uma vez que as empresas militares privadas, tal como as outras empresas,
estão em última instância submetidas à actual
corrida global pela redução de custos, passa-se com os
mercenários muitas vezes o mesmo que com os trabalhadores dos call
center: a formação é reduzida ao mínimo,
porque
é muito cara. Os massacres estão assim pré-programados.
Podemos continuar a reflectir sobre o que se passará quando o trabalho
mal pago for adoptado também pelas firmas militares privadas. Não
devia oferecer dúvidas que a privatização da
violência continua a executar a ruína da sociedade moderna:
"Onde surgem os 'novos soldados' seja na América Latina ou
no Próximo Oriente, no Sudeste Asiático ou em África
crescem a instabilidade e o caos, floresce o comércio ilegal de
armas e de drogas, estabelecem-se redes informais entre o aparelho militar e o
aparelho do crime, aumenta o terror contra a população civil e
cresce a exploração do país em causa, dos seus recursos e
da sua força de trabalho. A militarização da sociedade
progride
cada vez mais. Com o
outsourcing
dos domínios centrais do
monopólio da violência a favor das firmas militares privadas os
governos abrem mão de partes cada vez maiores da sua competência.
As consequências estão à vista: falta de
transparência e de controle, bem como responsabilidade reduzida, conduzem
a estruturas de decisão pouco transparentes e a
responsabilização insuficiente. A consequência é que
a acção militar se desenvolve num espaço à margem
do direito que é de facto cada vez maior."
[21]
A situação não é melhor no que diz respeito
à clientela das firmas militares privadas. Se um regime despótico
precisa de reprimir uma sublevação, se organizações
não governamentais usam pessoal de segurança, se bandidos e
terroristas precisam de protecção ou se governos ocidentais
pretendem simplesmente serviços de tortura para tudo isso servem
as actuais empresas militares Blackwater & Cª.
[22]
Na senda da desmontagem do Estado, os próprios soldados se tornam cada
vez mais tão bárbaros e terroristas como os saqueadores do
início da Idade Moderna. Entre Janeiro de 2005 e Setembro de 2007 os
colaboradores da Blackwater participaram pelo menos em 200 combates com armas
de fogo no Iraque dos quais mais de 80% provocados por eles mesmos.
[23]
Os ex-protagonistas do poder estatal tornam-se cada vez mais semelhantes aos
potentados de crise globais.
[24]
"A muitos destes guerrilheiros voluntários aplica-se perfeitamente
o conceito de 'unlawful combatant' (combatente fora de lei) criado pelos
Estados Unidos para os Taliban e para os terroristas (!). Em todo o caso, na
Convenção de Genebra não há qualquer
previsão correspondente. Apesar disso os governos têm cada vez
menos inibições em delegar neles o monopólio da
violência."
[25]
Mais cedo ou mais tarde também os desempregados e empregados de
miséria poderão vir a cuidar da segurança do capitalismo
global de crise, no Iraque ou noutro lado.
[26]
Não é difícil de perceber que também esta
força barata privada nada pode conseguir contra a crise da sociedade das
mercadorias.
09/Novembro/2007
Notas:
(1) vd.: Wie Cowboys im Wilden Westen [Como os cowboys no Oeste selvagem], in:
ZEIT online 4.10.2007
(2) vd.: por exemplo, Tagesspiegel-online de 31.10.2007
(3) O presidente do sindicato da polícia indignava-se há tempos
porque o Estado alemão suprimiu 10.000 lugares na polícia desde
2001, apesar do perigo terrorista crescente.
(4) vd.: Lottes, Günther: Die Zähmung des Menschen durch Drill und
Dressur [A domesticação do Homem pela disciplina e adestramento],
in: van Dülmen, Richard (Hg.): Erfindung des Menschen [A
invenção do Homem], Wien 1998; P.221-239
(5) vd.: Kurz, Robert: Kanonen und Kapitalismus (Canhões e capitalismo
http://obeco.planetaclix.pt/rkurz2.htm ) ou Der Urknall der Moderne (O estouro
da modernidade http://obeco.planetaclix.pt/rkurz94.htm )
(6) vd.: Rink, Martin: Partisanen und Landvolk 1730 bis 1830 [Partisans e povo
de 1730 a 1830]., in: Militärgeschichtliche Zeitschrift [Revista de
História Militar] 59 (2000); P.28
(7) vd.: ibidem; P.39 ss.
(8) vd.: Ladurner, Ulrich: Blutige Willkür der Söldner [A
arbitrariedade sanguinária dos soldados], in: ZEIT 27.9.2007
(9) ibidem
(10) Azzellini, Dario: Der Krieg im Irak und die Armee der Privaten [A guerra
no Iraque e o exército dos privados], in: Blätter für deutsche
und internationale Politik [Folha de política alemã e
internacional] 3 (2005); P.335
(11) vd.: ibidem
(12) vd.: ibidem; P.334
(13) Luyken, Reiner: Der Freischuss, in: ZEIT 17.6.2004
(14) vd.: Uesseler, Rolf: Neue Kriege, neue Söldner [Novas guerras, novos
soldados],: in: Blätter für deutsche und internationale Politik
[Folha de política alemã e internacional] 3 (2005); P.328ff.
(15) Fischermann, Thomas: Die tägliche Grenzübertretung [Todos os
dias a pisar o risco], in: ZEIT 22.12.2003
(16) Azzellini, Dario: Der Krieg im Irak und die Armee der Privaten [A guerra
no Iraque e o exército dos privados], in: Blätter für deutsche
und internationale Politik [Folha de política alemã e
internacional] 3 (2005); P.335
(17) ibidem; P.335 sg.
(18) ibidem; P.336
(19) ibidem
(20) vd.: Bühler, Alexander: Söldner beim Festtagsschießen
[Mercenários em dia de festa de tiro ao alvo], in: ZEIT online 4.10.2007
(21) Uesseler, Rolf: Neue Kriege, neue Söldner [Novas guerras, novos
soldados], in: Blätter für deutsche und internationale Politik [Folha
de política alemã e internacional] 3 (2005); P.331
(22) vd.: ibidem
(23) vd.: Bühler, Alexander: Söldner beim Festtagsschießen
[Mercenários em dia de festa de tiro ao alvo], in: ZEIT online 4.10.2007
(24) vd.: Kurz, Robert: Weltordnungskrieg [A guerra de ordenamento mundial],
Bad Honnef 2003
(25) Luyken, Reiner: Der Freischuss [Tiro livre], in: ZEIT 17.6.2004
(26) Em Setembro de 2001, por exemplo, o então ministro da defesa,
Rudolf Scharping, propôs o envio de desempregados para o serviço
militar em missões no estrangeiro.
Ver também:
Blackwater: O exército sombra de Bush
A privatização do Estado
Resposta aos desastres, mas só para os eleitos
"Contratados privados" (leia-se mercenários) no Iraque são ex-violadores de direitos humanos
As firmas militares privadas
As provas pedidas pelo embaixador: No Iraque os EUA eliminam os que ousam contar os mortos
Desperdício, fraude e abuso: mais um dia no Pentágono
O original, DIE PRIVATISIERUNG DER GEWALT, encontra-se em
www.exit-online.org
.
A tradução em
http://obeco.planetaclix.pt/christian_mielenz.htm
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
.
|