por Richard Gale e Dr. Gary Null
[*]
O presidente Obama e os seus principais responsáveis superiores na
área da saúde estão empenhados num grande esforço
de relações públicas para afastar as
atenções acerca da efectividade e segurança da vacina para
gripe suína desviando-a para a questão de haver quantidade
suficiente da mesma para satisfazer a todos. E os media, como sempre, em plena
cooperação. Isto reflecte o modo como o debate dos media foi
manipulado durante as guerras do Vietname e do Iraque. Ao invés de
debater se deveríamos mesmo estar a combater naquelas guerras, os media
debatiam apenas se estávamos a utilizar a estratégia militar
correcta.
Um número crescente de cientistas e médicos está a emitir
duras críticas ao plano do governo para vacinar (forçosamente se
necessário) virtualmente toda a população dos EUA com o
que eles afirmam ser uma vacina fracamente testada que não só
é ineficaz contra a gripe suína como também poderia
incapacitar e mesmo matar muito mais pessoas do que as que beneficia.
A campanha de relações públicas dos Centers for Disease
Control (
CDC
) tem divulgado anúncios "amedrontadores" que retratam a gripe
suína como uma "pandemia" total responsável por
destruir vidas sem conta e que, se não travada pela
vacinação universal, poderia matar milhões de
cidadãos americanos. Mas cientistas e responsáveis da
saúde por todo o mundo têm afirmado que tais
afirmações dos governos são injustificadas e
deliberadamente enganosas.
O Dr. Anthony Morris, por exemplo, um distinto virologia e antigo chefe do
Gabinete de Vacinas da Federal Drug Administration (FDA) dos EUA, declara que
"Não há evidência de que qualquer vacina da gripe
desenvolvida até agora seja eficaz na prevenção ou
mitigação de qualquer ataque de gripe" e que "Os
produtores destas vacinas sabem que elas são sem valor, mas eles
continuam a vendê-las de qualquer modo".
Em Novembro de 2007 o jornal britânico
The Scotsman
publicou advertências do inventor da vacina por injecção
("flu jab"),
Dr. Graeme Laver. O Dr. Laver foi um grande cientista australiano envolvido na
invenção de uma vacina para gripe, além de desempenhar um
papel científico de relevo na descoberta de drogas anti-gripe. Ele
declarou publicamente que a vacina que ajudou a criar era ineficaz e [que] a
infecção natural com a gripe era mais segura. "Nunca fiquei
impressionado com a sua eficácia", disse o Dr. Laver.
Ouvimos a suposição feita pelos CDCs
de que o número de mortes do vírus H1N1 está em
níveis pandémicos e agora numa "emergência
nacional". Era de supor que com todos os recursos do
New York Times
a sua matéria de primeira página da edição de 26
de Outubro sobre as estatísticas dos CDCs seria rigorosa: 20 mil
hospitalizações e 1000 mortes devidas à gripe
suína. Contudo, isto é tudo ficção. E é uma
ficção baseada unicamente nas próprias
declarações e acções contraditórias dos CDCs.
Nossas investigações independentes em ensaios clínicos
(clinical trails)
e estudos estatísticos das vacinas da gripe revelam gritantes
discrepâncias. Não esqueçamos que é este mesmo
New York Times,
com a sua repórter "estrela" Judith Miller, que levou a
América a acreditar que Saddam Hussein possuía armas de
destruição em massa, tentava comprar minério de
urânio do Niger e tinha acordos com a al-Qaeda. E vamos também
recordar que sãeo estes mesmos CDCs, e responsáveis da saúde em
Washington, incluindo o presidente Ford e o seu principal conselheiro de
saúde Joseph Califano, que promoveram e propagandearam uma vacina
não testada durante o susto da gripe suína de 1976, a qual
resultou em milhares de americanos gravemente prejudicados do ponto de vista
neurológico e cerca de 500 mortes confirmadas. Para além de
paralisias permanentes, muitas destas vítimas da vacina também
passaram por processos tortuosos durante muitos anos para fazer o governo
reconhecer a sua enfermidade e ajudar a cobrir os seus custos. Não
só a previsão dos CDCs e a campanha de vacinação para
o período de gripe de 1976 foi um desastre total como também
revelou-se um escândalo mortal, testemunhado nos Estados Unidos no
[programa] 60 Minutes quando o Dr. David Sencer, então chefe dos CDCs,
confirmou que a vacina nunca fora testada em campo, que havia apenas
vários incidentes relatados de infecção H1N1 e nenhum
destes fora confirmado oficialmente, e então mentiu acerca de os CDCs
não terem evidências anteriores de que a vacina da gripe suína
podia causar danos neurológicos graves e permanentes. O resultado final
do desastre de 1976 custou ao governo US$3,5 mil milhões em
indemnizações, dois terços foram para prejuízos
neurológicos graves e mortes devidas directamente à campanha de
vacinação dos CDCs.
Portanto, ser anti-vacina ou pró-vacina não é a
questão mais urgente. O que é crítico é se
há ou não ciência legítima e sã para apoiar
uma ou outra posição. Quanto a isso, os fabricantes da vacina e
nossas agências federais de saúde fracassaram no passado e
continuam a fracassar hoje. E elas fracassam melancolicamente. Não
há absolutamente qualquer evidência de protocolo científico
são ou de qualquer coisa que se assemelhe a um padrão ouro por
trás das estatísticas de infecção da gripe
suína, da eficácia da vacina e dos ensaios clínicos de
segurança para suportar as afirmações de Obama e dos seus
conselheiros de saúde. Ao invés disso, os relatórios sobre
hospitalizações e mortes devidas ao vírus H1N1
estão grosseiramente distorcidos. O que estamos realmente a testemunhar
é ciência "oficial" e estatísticas que são
pouco mais do que propaganda.
Um desenvolvimento infeliz ao longo de anos é a noção de
que existe tal coisa como uma "estação da gripe". A
verdade é que nos movemos anualmente para períodos onde há
aumentos dramáticos em elementos patogénicos que provocam algo
parecido com a gripe
(flu-like),
no entanto a maioria destes não estão relacionados com qualquer
estirpe de vírus da gripe. Pode haver entre 150 e 200 diferentes
elementos patogénicos adenovirus, rinovirus, para-gripe, o muito
comum coronavirus e, naturalmente, pneumonia que produzem sintomas
parecidos com a gripe, e pior, durante a "estação da
gripe". Por exemplo, quantas pessoas ouviram falar do bocavirus, o qual
é responsável pela bronquite e pneumonia em crianças, ou
do metapneumovirus, responsável por mais de 5 por cento de todas as
doenças relacionadas com a gripe? Isto é verdadeiro durante toda
a estação da gripe e este ano não é diferente.
Além disso, todas as vacinações da gripe, incluindo a
gripe suína, são inúteis para proteger pessoas destes
muitos organismos infecciosos prevalecentes.
Se tomarmos os números somados das mortes por gripe e pneumonia para o
período de 2001, e acrescentarmos um bocado de viés
(spin)
aos números, somos levados a acreditar que 62.034 pessoas morreram de
gripe. Os números reais determinados por Peter Doshi, então na
Universidade de Harvard, são de 61.777 mortos devidos à pneumonia
e apenas 257 devidos à gripe. Ainda mais admirável: entre aqueles
257 casos apenas 18 foram confirmados positivamente serem devidos à
gripe. Um estudo separado efectuado pelo National Center for Health Statistics
para os períodos de gripe de 1979 até 2002 revelou que a
verdadeira amplitude das mortes por gripe foram entre 257 e 3006, com uma
média de 1348 por ano.
O recente CBS Investigative Report, publicado em 21 de Outubro, é um
exemplo. Depois de os CDCs se terem recusado a honrar o pedido da CBS, ao abrigo da
Freedom of Information, para receber dados da infecção da gripe
para cada estado individual, a rede executou uma investigação
independente que alcançou todos os 50 estados a fim de obter as suas
estatísticas. O seu relatório contradiz dramaticamente a campanha
de relações públicas dos CDCs. Na Califórnia, por
exemplo, entre os cerca de 13 mil casos semelhantes à gripe, 86 por
cento dos testes foram negativos para qualquer estirpe de gripe. Na Florida, em
8.853 casos, 83 por cento foram negativos. Na Geórgia e no Alasca,
apenas 2,4 por cento e 1 por cento respectivamente dos testes foram positivos
para o vírus da gripe entre todos os casos semelhantes à gripe
relatados. Se os rácios da taxa infecciosa obtidos pela CBS são
precisos, os números dos CDCs são reduzidos significativamente e
concordam com anteriores previsões de que o vírus H1N1
será simplesmente um aborrecimento não bem-vindo. Assim, estamos
em meio a uma enorme farsa
(hoax)
médica, cujo desígnio e propósito têm de ainda de
desdobrar-se completamente, que no entanto arrecadará enormes
rendimentos para o complexo industrial das vacinas.
Outro exemplo é um recente relatório alarmista emitido a partir
da Georgetown University, também usurpada por responsáveis
federais da saúde e os seus camaradas multimedia para alimentar uma
campanha de medo e de pânico. O relatório anunciava que mais de
250 estudantes foram infectados pela gripe suína quando de facto nenhum
destes estudantes fora testado quanto à infecção H1N1. O
número da universidade era baseado unicamente numa contagem de visitas
de estudantes à clínica de saúde e telefonemas a uma linha
directa H1N1.
Esta não é a primeira vez em que previsões dos CDCs para
estirpes de gripe foram exageradas e mal calculadas. Numa entrevista à
televisão sueca, o Dr. Tom Jefferson, chefe de estudos de vacina no
prestigioso Cochrane Database Collaboration internacional, depois de rever
centenas de estudos de gripe e análises estatísticas, disse que
da OMC e dos CDCs que os seus "desempenhos não eram muito bons".
E numa entrevista à ITN News no mês passado, Jefferson chamou a
pandemia de gripe suína um "rolo compressor que eles [a OMC,
agências do governo e fabricantes de vacina] criaram". Para a
estação 1992-1993, a previsão afastou-se 84 por cento.
Para a estação 1994-1995, afastou-se 43 por cento para a estirpe
primária e 87 por cento e 76 por cento para duas outras estirpes. O
estudo do Laboratory Center for Disease Control comparando estirpes de vacina
com as estirpes que apareceram durante a estação 1997-1998
descobriu que a diferença afastava-se em 84 por cento. Mais uma vez o
Dr. Jefferson, numa entrevista à
Der Spiegel,
observou:
"há algumas pessoas que fazem previsões anos após
ano, e elas tornam-se cada vez piores. Nenhuma delas até então
aconteceu e estas pessoas ainda estão ali a fazerem estas
previsões. Por exemplo: o que aconteceu com a gripe aviária, a
qual era suposto matar-nos a todos?... A gripe suína podia mesmo ter
permanecido não noticiada se tivesse sido provocada por algum
vírus desconhecido ao invés de um vírus da gripe... Uma
vacina da gripe não funciona para a maioria das doenças parecidas
com gripe porque é concebida apenas para combater o vírus da
gripe. Por esta razão, as vacinas não mudam nada quando chega a
alta taxa de mortalidade durante os meses de Inverno".
Nossa revisão de todos os estudos de ensaios clínicos conduzidos
pelos fabricantes da vacina H1N1 para pré licenciamento no mercado
americano CSL, Novartis, Sanofi-Pasteur, Medimmune e agora
GlaxoSmithKline revela que eles foram deficientemente concebidos e
fracamente executados. Qualquer professor de biologia molecular ou virologia
reprovaria um estudante graduado que apresentasse um documento apoiando-se em
investigação conduzida à maneira dos estudos que as
corporações das vacinas submetem à FDA. No entanto,
é esta falta de aleatorização saudável, estudos
controlados de placebos sem inter-influência
(double-blind controlled placebo studies),
particularmente para vacinas de vírus inactivados, que o nosso governo
está a declarar definitivo e está a utilizar para justificar a
vacinação em massa da nossa população.
Na semana passada, autoridades de saúde da Suíça
rejeitaram a nova vacina de gripe suína da Novartis, a Celtura,
destinada a mulheres e crianças, porque os estudos da companhia eram
insuficientes para garantir a sua segurança. Além disso, a nova
vacina da Novartis, a qual utiliza uma célula base de cães,
descobriu-se estar contaminada com bactéria específica de
cães. O jornal suíço
Tagesanzeiger,
também observou que permanece alguma suspeição de que a
nova vacina Novartis pode ser um reempacotamento de uma vacina anterior de 2008
responsável pela morte de quase duas dúzias de pessoas sem abrigo
durante um ensaio clínico ilegal na Polónia. Esta é a
mesma Novartis cuja vacina Fluvirin H1N1 distribuída nos EUA contando
apenas com um apressado ensaio de eficácia clínica e
segurança que arrolava apenas um pequeno número de adultos
saudáveis. A Novartis provavelmente permanece não perturbada. O
gigante farmacêutico suíço relatou um lucro de US$6,1 mil
milhões até agora neste ano e espera promover vendas no trimestre
final com a vacina da gripe suína.
Em Julho, os CDCs anunciaram que cessariam de testar e contar
infecções H1N1. A sua razão pública era
simplesmente que estão convencidos de que há uma pandemia e,
portanto, a monitoração precisa era desnecessária. Em 30
de Agosto, os CDCs declararam que os estados deveriam relatar
hospitalizações associadas à gripe e à pneumonia em
conjunto, não escolhendo casos reais de infecção H1N1 se
acontecer ser algum deles realmente confirmado por um laboratório. Esta
sempre foi a política do CDS e o número de 36 mil mortes anuais
por gripe repetido
ad nauseam
no seu sítio web e vomitado a partir dos púlpitos dos media
durante vários anos em contínuo não distingue entre
pneumonia, gripe e outras mortes por elementos patogénicos semelhantes
à gripe. Talvez fizesse pouca diferença porque os actuais testes
de diagnóstico rápido para o vírus H1N1 podem atingir
apenas 10-50 por cento de precisão.
Em outros lugares do mundo, particularmente na Europa, os civis estão a
rejeitar cada vez mais a vacina H1N1. Inquéritos recentes na Alemanha e
na Áustria mostram apenas 13 e 18 respectivamente desejosos de tomar a
injecção. Na Suécia, foram anunciadas quatro mortes
relacionadas com a vacina e quase 200 trabalhadores de cuidados de saúde
relataram terem ficado mais gravemente doente a partir da
vacinação do que poderiam ter ficado com uma
infecção de gripe. Nos EUA, em qualquer parte, 90 a 99 por cento
dos efeitos adversos não são relatados.
Se as pessoas simplesmente desligassem o ruído de propaganda dos CDCs que
explode através do rádio, da TV e dos jornais o
espectáculo de locutores a serem inoculados, entrevistas com
responsáveis de saúde do governo ou médicos privados e
académicos que recebem emolumentos de consultoria de fabricantes de
droga, e o disparate do
New York Times
e simplesmente fizessem o seu trabalho de casa, os americanos
acordariam e perceberiam a farsa por trás da pandemia de gripe
suína. Toda a informação está diante de nós.
Nada está escondido. Todas as contradições e hipocrisias
estão contidas dentro do maciço complexo industrial das vacinas
incluindo as agências governamentais de saúde e
associações médicas profissionais. A mentira é
demasiado grande para não se revelarem simplesmente se olharmos.
29/Outubro/2009
[*]
Richard Gale: Produtor Executivo da Progressive Radio Network e ex analista
investigador sénior nas indústrias de biotecnologia e
genómica.
Dr. Gary Null: Apresentador do mais antigo programa de rádio sobre
nutrição e saúde natural e director com muitos
prémios de filmes documentários, incluindo
Vaccine Nation
e
Autism: Made in the USA
. O Dr. Null também apresentou queixa num processo legal contra a FDA a
fim de impedir o lançamento da vacina de gripe suína até
terem sido feitos estudos seguros.
O original encontra-se em
http://www.progressiveradionetwork.com/SellingaPandemic.pdf
e em
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=15860
Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/
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