Tribunal do Canadá condena falsificador climático

– Os media portugueses silenciaram esta notícia

por Richard Jakubaszko [*]

A grande mentira do século XXI começa a ser desmontada e desmistificada.

Michael E. Mann é um climatologista e geofísico americano, atualmente diretor do Earth System Science Center, da Pennsylvania State University e autor do famoso " Taco de hóquei ", gráfico que "provava" com dados estatísticos que o planeta estava se aquecendo, e que a emissão dos gases de estufa (GEE) iria provocar uma ruptura no clima a qualquer momento no futuro breve, provocando um aquecimento ainda maior.

No entanto, como foi comprovado pelo escândalo Climategate (na Universidade de East Anglia, Inglaterra), os dados foram claramente manipulados para que se registrasse uma curvatura de aquecimento abrupta que em verdade nunca ocorreu. Contestado por dezenas de cientistas, no mundo inteiro, Michael Mann tinha o apoio político do IPCC, e financeiro de figuras do ambientalismo [NR] internacional, como Phil Jones e ainda do magnata canadense Maurice Strong (falecido há uns três anos atrás), além da David Suzuki Foundation.

Contestado também por um dos cientistas americanos mais respeitados, o Dr.Tim Ball , um prestigiado professor de climatologia, muito temido pelos protagonistas desta fraude, foi o primeiro alvo a se pretender abater, como se viu pelas ações judiciais que Michael E. Mann e outros interpuseram sob a rubrica de injúria e difamação. Considerado um corajoso defensor da ciência honesta, o Dr. Tim Ball (já octogenário) sacrificou oito dos seus últimos anos de aposentadoria para acusar o IPCC e seus principais atores da maior fraude científica de todos os tempos, e venceu .

O Superior Tribunal de Justiça do Canadá, em agosto de 2019, sentenciou Michael Mann como criador e produtor de dados científicos falsos, e foi condenado por má fé e ao pagamento das custas judiciais no valor de US$700 mil dólares. Michael E. Mann, apesar de descoberto e condenado na sua farsa, nunca admitiu a fraude, mas terá ainda outras punições.

Desde o final de 2019 novas imposições aguardam Michael Mann, pois a respeitada cientista do clima americana, Dra. Judith Curry , submeteu ao Tribunal de Columbia um recurso que expõe a conduta suspeita de Mann, pedindo para que ele volte a ser ouvido em tribunal e admita a fraude que praticou, pois até hoje ele não apresentou os dados primários que originaram o famoso "Taco de Hóquei". Este, simbolicamente, foi a maior "prova científica" apresentada pelos membros do IPCC para embasar as afirmações de que os GEE seriam os causadores do aquecimento e das mudanças climáticas. O gráfico foi usado por Al Gore no espalhafatoso documentário "Uma verdade inconveniente", que ganhou até Oscar, mesmo sendo uma mentira científica, e ainda ajudou Al Gore a receber o prêmio Nobel da Paz, só porque "defendia o meio ambiente".

Conforme demonstrado no livro CO2, aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando? , onde tenho a companhia de diversos cientistas brasileiros e internacionais, contestamos o gráfico mentiroso mas famoso. Nele 'profetizamos' que começa a chegar o dia em que essa fraude inicia sua derrocada, pois já faz 30 anos que a mídia divulga as mentiras criadas pelos membros do IPCC, inclusive de Michael Mann.

A malandragem da estratégia do advogado de Mann estava planejada desde o início: nunca revelar a base de dados, nem os cálculos estatísticos que sustentam a "teoria" (em verdade apenas uma hipótese), escondendo-se no "direito de propriedade intelectual" e assim adiar sistematicamente o processo judicial até seu final, por não cumprimento de prazos para responder às alegações do réu Tim Ball. Assim, em vez de uma pena certa de cadeia e de também provocar um descrédito na comunidade científica, Mann apenas poderia ser condenado por má fé, conforme previram. O tribunal, depois de 10 anos, decidiu que Mann perdia a ação movida contra Ball por atrasos injustificáveis no processo. O que é importante nisso tudo é que Michael Mann e os seus parceiros do IPCC tiveram inúmeras oportunidades de apresentar os dados primários e não fizeram nada, apenas protelaram.

A mídia vai parar de repetir as mentiras criadas por Michael Mann e outros membros do IPCC? A conferir, mas uma coisa me parece que é certa, a mídia vai "dar um tempo", porque a condenação de Michael Mann não foi divulgada da forma que deveria ser, ganhou apenas tímidas notas de rodapé de página em raros jornais nos EUA e na Europa. Desconheço no Brasil qualquer nota publicada, apenas alguns blogs de céticos deram notícia.

A briga continua, mas agora começa a ficar mais fácil argumentar contra os desesperados [pseudo] ambientalistas [NR] . O Juiz termina as suas conclusões, ao dar ganho de causa ao réu (Tim Ball), ao escrever:

CONCLUSÃO

"A ação do professor Mann contra os réus da CEI tem como premissa um mal-entendido da natureza do progresso científico e uma aplicação incorreta de décadas de direito constitucional e comum. Ele argumenta que, porque sua pesquisa foi supostamente "exonerada", qualquer desafio vigoroso a ela é falso e difamatório. Mas não é assim que a ciência ou a Primeira Emenda funcionam.

Karl Popper argumentou que a essência do progresso científico é a falsificabilidade, a tentativa repetida de refutar as teorias para que aquelas que ficam aquém possam ser substituídas por aquelas que melhor explicam os fenômenos naturais. Ver Karl Popper, Conjectures and Refutations: The Growth of Scientific Knowledge (1963). Tomando uma visão diferente, Thomas Kuhn observou que, em geral, a ciência progride através de um refinamento gradual, evitando o escrutínio crítico de seus paradigmas fundamentais, até que de uma só vez esses paradigmas estão perturbados em uma revolução científica, como a mudança da astronomia de Ptolomeu para os métodos de Copérnico ou do resfriamento global para o efeito estufa e o aquecimento global. Veja Thomas Kuhn, A Estrutura das Revoluções Científicas (1962).

De qualquer maneira, o progresso científico depende do ceticismo, da vontade de desafiar a sabedoria recebida em busca de verdades superiores. Assim, o progresso depende da livre troca de ideias, especialmente aquelas que podem ser impopulares ou reverter a visão de "consenso". A crença de Mann de que, uma vez alcançado um "consenso", qualquer desacordo com ele é um ataque ilegítimo, indigno da proteção da Primeira Emenda, contradiz a história do progresso científico dos gregos até o presente e o desenvolvimento de um sistema jurídico americano único e valorizado que apoia expressão.

O professor Mann é sem dúvida sincero em seus apelos por ações políticas urgentes para limitar as emissões de gases de efeito estufa e em seus avisos de que a falta de ação pode significar catástrofe. Mas "os ferimentos graves não podem, por si só, justificar a supressão da liberdade de expressão e montagem. Os homens temiam bruxas e mulheres queimadas. É a função da fala para libertar os homens da escravidão dos medos irracionais. "Whitney v. California, 274 U.S. 357, 376 (1927) (Brandeis, J., concordando). Ou onde esses medos são racionais, para confirmá-los. No sistema americano, fala é como distinguimos entre os dois.

Pelas razões acima expostas, Mann é incapaz de carregar seu fardo de mostrar que é "provável que tenha sucesso com o mérito" de suas reivindicações contra o Instituto de Empresas Competitivas dos Réus e Rand Simberg. A Lei Anti-SLAPP, portanto, exige que essas reivindicações sejam julgadas prontamente e com prejuízo. Se Mann deseja "revidar" contra os comentários dos Réus da CEI sobre o aquecimento global e suas pesquisas, ele deve fazê-lo com palavras, não com assédio legal.

A sentença de condenação na íntegra está em www.williamslopatto.com/...

[NR] Embora ambientalistas pouco ou nada saibam de climatologia, eles muitas vezes procuram assimilar uma especialidade à outra como se fossem uma só.

Ver também:
  • Acerca do chamado "aquecimento global" . 05/Out/2019
  • Acerca da impostura global , 06/Dez/2009

    [*] Autor de CO2, aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?

    O original encontra-se em richardjakubaszko.blogspot.com/...


    Este artigo encontra-se em https://resistir.info/ .
  • 18/Fev/20